<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866</id><updated>2011-07-07T17:09:44.419-07:00</updated><title type='text'>Criações da Alma</title><subtitle type='html'>Um espaço de riso, de choro,de papo cabeça e bobagens importantes. Eclético, quero ficar à vontade para dar asas à imaginação, ao discernimento, à reflexão tranquila e aos gritos insanos e despropositados dos sentimentos. Espaço de vida e de morte, tragédia e romance.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2776734742332172466</id><published>2009-08-29T04:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T04:07:33.665-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;Uma poesia para alegrar a vida...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=P9-LQvN2iyM" target="_blank"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=P9-LQvN2iyM&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2776734742332172466?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2776734742332172466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2776734742332172466' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2776734742332172466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2776734742332172466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/08/uma-poesia-para-alegrar-vida.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3469604865994108976</id><published>2009-08-09T11:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T11:49:38.033-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;SEMPRE A FRENTE... E ASSOBIANDO!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje é comemorado o dia dos pais. Acordei com saudade do meu. Não que ele esteja tão longe que não possa contatá-lo. Nem porque tenha morrido ou desaparecido da minha vida de forma inexorável. É um movimento de dentro para fora. Mais meu que dele. Uma necessidade urgente de me sentir filho, pertencente a uma raiz primeira, conectado a uma genealogia sobre a qual não tenho muito conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aliás, me dei conta de que nos últimos tempos tenho me dedicado a criticá-lo mais que apreciá-lo. Tal comportamento me constrange ao ser percebido. A mudança do meu modo de pensar, talvez se deva ao tempo que passa inflexível por todas as gentes, eu incluído. Depois de certo tempo, algumas suscetibilidades feridas tornam-se tão irrelevantes que chegam a nos fazer corar, envergonhados pela energia despendida em tão pouca coisa. Até mesmo porque, antes, eu não tinha alguns detalhes, algumas informações somente possíveis com o passar do tempo, de quão dificil é ser homem, pai de família, espécime desejante da vasta fauna humana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta: por que somos tão condescendentes com os erros dos outros e, ao mesmo tempo, tão inflexíveis com o das pessoas próximas a nós? Por que o afastamento daquele amigo da mulher e filhos passa por você com mais facilidade, que a saída do seu pai de debaixo do velho teto familiar? Quando aocnteceu a separação dos meus pais, foi uma dor que senti tão funda em meu coração, que não compartilhei com ninguém. Vivi essa dor sozinho, até percebê-la fraca o suficiente para retomar minha própria vida de onde parei. Dói, eu sei, mas, por que em nossas mentes outros podem e ele não? A partir do resultado, sou capaz de arriscar que ambos, meu pai e minha mãe estão melhores – ou menos mal – que quando estavam vivendo juntos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois, tive que me inserir nessa contabilidade da vida. Após descobrir que não era “a ultima coca-cola do deserto” como eu pensava, ficou mais fácil perceber que todos nós falhamos, principalmente nas expectativas que os outros tinham a nosso respeito. Essa foi uma lição recente. Pelo menos organizada dessa forma. Veio de um amigo dentista. Ele me disse no meio de uma conversa descontraída que tivemos: “Aprendi a não alimentar expectativas sobre ninguém. Primeiro, porque sei que, da mesma maneira com que os outros traem as minhas expectativas sobre eles, eu também devo estar traindo as expectativas dos outros sobre mim. Depois porque, invariavelmente, eu crio expectativas a respeito dos outros que nada tem a ver com eles, e sim com a construção pessoal que faço sobre eles”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que não foi isso? Será que não criei uma expectativa sobre meu velho, muito maior do que ele poderia ser ou parecer para mim? E quem, &lt;em&gt;for God sake&lt;/em&gt;, me deu a autoridade de reger as pessoas de acordo com o que espero delas? Se a recíproca fosse verdadeira, onde estarei eu após tantas condenações que receberia? Foi quando descobri que, ao invés de ele me procurar, eu é que deveria ir em sua direção, pedindo perdão por tanto tempo perdido em minhas condenações interiores. Decidi pensar em meu pai, não pelas lentes escuras das decepções, críticas e reprovações, como sempre tenho feito nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até porque, quando ajo assim somente eu fico pesado, triste e empobrecido. Pesado, porque decidi carregar comigo, justamente aquelas lembranças que me afligiam o coração, me constrangiam e incitavam os meus piores sentimentos. Triste, porque tais sensações nunca são de felicidade ou prazer, o contrário de tudo o que desejamos pensar sobre quem amamos. Empobrecido, porque tantas lembranças agradáveis são colocadas nos porões da minha memória, não me permitindo curti-las e revisitá-las com a freqüência de quem deseja avivá-las no coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudei de estratégia em relação as minhas memórias. Vou selecionar aquilo que realmente me faz bem, inclusive sobre meu pai. Desde que decidi assim, coisas pitorescas, emocionantes ou engraçadas surgiram como que por encanto, aos borbotões, numa enxurrada deliciosa de lembranças felizes. Piadas, fatos engraçados, momentos de pura emoção e fascínio. Vi meu pai com todas as cores de sua alegria. Aqueles dentes enormes e brancos, geralmente expostos mesmo diante das adversidades mais agudas surgiram em minha mente. Sua forma metódica até de nos punir por alguma travessura, além de coisas absolutamente insólitas, como me fantasiar de “irmã de caridade” para dirigir o carro à noite, enquanto ele dormia cansado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se esse era o objetivo, não sei. Só sei que, quando ele colocou aquele lençol branco em minha cabeça foi assim que me senti. Eu tinha dezesseis anos de idade quando aconteceu. Voltávamos da aula. Ele fazia direito no CEUB em Brasília, enquanto eu fazia ensino médio no Gisno, na mesma avenida. Ele saia da aula, passava pelo meu colégio e íamos em direção a Via Estrutural, recém inaugurada, que nos fazia economizar pelo menos uns vinte quilômetros no regresso para casa, em Taguatinga Norte. Ele sempre estava cansado, doido para que eu dirigisse, para que pudesse cochilar durante o trajeto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, a lembrança mais pitoresca que me veio sobre meu pai, foi um retorno para casa num domingo à noite. Morávamos no acampamento da Telebrasília, no final da avenida L-2 Sul. Descíamos na ultima parada da avenida e precisávamos caminhar pelo “caminhozinho”, como o chamávamos, até chegar ao destino. Meu pai, como que desafiando a escuridão a frente saía com a Elienai, minha irmã caçula no braço e toda família vinha atrás, em fila indiana. O caminho era cercado de mata densa. Pouco mais que um metro a frente era o que conseguíamos enxergar. Assim, meu pai ia assobiando e dançando de um lado para o outro. Seguíamos na mesma toada, dançando e cantando, como uma típica família africana:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;O caminho é estreitinho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Mas eu sempre seguirei&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Sempre seguirei, sempre seguirei&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;O caminho é estreitinho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Mas eu sempre seguirei&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Seguirei as pisadas do meu Rei&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre a frente... Mal sabia eu que esse seria o estilo de ser do meu pai durante toda sua vida. Nunca vi ninguém se levantar tão rápido, depois de sofrer uma queda brusca na caminhada. Não me lembro de ninguém com uma esperança tão aguçada, um entusiasmo tão juvenil, ingênuo até, devido a intensidade com que se manifestava. Grande parte dos projetos de meu pai não foram avan te, não deram certo por uma infinidade de razões. Mas, ele sempre seguia avante, sempre avançava com a energia de quem estivesse começando naquele exato momento. Essa foi uma das muitas lembranças que me embalam os pensamentos nesse dia dos pais. Essa é a maneira que pretendo sempre pensar nele. No caminhozinho da vida, na escuridão enigmática da estrada, porém assobiando... e seguindo... sempre a frente! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3469604865994108976?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3469604865994108976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3469604865994108976' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3469604865994108976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3469604865994108976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/08/sempre-frente.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-1203216261725563613</id><published>2009-07-07T16:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T13:01:33.482-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;TODO LOUVOR!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Essa canção eu compus há muitos anos. Algo em torno de vinte e cinco anos atrás. Mas, como vocês podem ver continua absolutamente atual. A natureza continua linda, Deus continua digno de louvor e eu continuo satisfeito com a vida! Apreciem sem moderação!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-89e947a5654174aa" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D89e947a5654174aa%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331328062%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D5E2CBFC0DDE576D4C87D63CCEBA18F597DFDD342.1E0ACC09F9A1D151087556B209D9F5CC6B21FE76%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D89e947a5654174aa%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZgqfafsu0QGSX6WqYJs-Ny1pwOE&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D89e947a5654174aa%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331328062%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D5E2CBFC0DDE576D4C87D63CCEBA18F597DFDD342.1E0ACC09F9A1D151087556B209D9F5CC6B21FE76%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D89e947a5654174aa%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZgqfafsu0QGSX6WqYJs-Ny1pwOE&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Produzido por Kalyna Brizuela. Filmado na Lagoa da Conceição, um dos mais bonitos cartões-postais de Florianópolis -SC)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-1203216261725563613?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/1203216261725563613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=1203216261725563613' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1203216261725563613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1203216261725563613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4303472766903453813</id><published>2009-07-07T04:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T04:08:59.602-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;R&lt;/span&gt;ato &lt;span style="color:#009900;"&gt;R&lt;/span&gt;oeu a &lt;span style="color:#ffff00;"&gt;R&lt;/span&gt;oupa do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;R&lt;/span&gt;ei de &lt;span style="color:#330033;"&gt;R&lt;/span&gt;oma,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;pois seus súditos &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;                   já estavam nus, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;                                     nada mais havia para se roer...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4303472766903453813?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4303472766903453813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4303472766903453813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4303472766903453813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4303472766903453813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/07/o-r-ato-r-oeu-r-oupa-do-r-ei-de-r-oma.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-9034428521945178153</id><published>2009-07-07T04:02:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T04:03:47.610-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ccff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;DEVANEANDO... &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes entro em crise comigo mesmo. Não sei se estou sendo firme o bastante ou medroso o suficiente para celebrar a minha condição de humano, limitado e assustado com a vida, tanto quanto qualquer um. Acho angustiante ser certinho o tempo todo, controlando o que me habita, que nem chega perto disso. É ruim desempenhar papéis que não são meus, que não me cabem, a não ser que eu subjugue totalmente o que gostaria de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá vontade de puxar a corda do bonde, fazendo suas rodas soltarem faíscas na frenagem repentina. Enquanto todos no vagão se reequilibravam zonzos, em suas primeiras cenas de retorno me veriam descer da composição, ladeira abaixo – ou acima – em direção aos meus sonhos, enfartados por uma porção de coisas que não pedi para que me responsabilizassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo o tempo escapando por entre os meus dedos e isso me abate a alma. Ergo-me da cama assustado: ‘meu Deus, mais um dia se passou, colocando-me a menos um do meu fim. Quem irá cuidar da minha poesia? Quem vai cantar minhas canções quando eu me for? Quem vai traduzir corretamente tudo o que significou esse saco de ossos, nervos e veias que atendia pelo meu nome quando chamado?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma faísca de esperança nasce teimosa, lá no último cômodo da minha alma. Um vento qualquer e travesso pode apagá-la, tão frágil e delicada é sua chama. Não me provoquem! Posso apertá-la entre os dedos, sentindo a dor derradeira de sua queimadura quase insignificante. Depois, ergo-me e vou por aí... Procurando alguma poesia, escondida num canto qualquer e esperando por alguém tão desatento quanto eu, que nela esbarre sem querer... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-9034428521945178153?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/9034428521945178153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=9034428521945178153' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/9034428521945178153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/9034428521945178153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/07/devaneando.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-5586421140869910208</id><published>2009-07-06T05:46:00.001-07:00</published><updated>2009-07-08T02:18:07.613-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O SONHO DA CAMILE&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram mais ou menos seis e meia da manhã. Eu estava acordado, ainda deitado e pensativo quanto aos movimentos daquele dia. De repente, ouço uma risada frouxa, gostosa, que vinha do colchão da Camile que dormia em nosso quarto. Minha cunhada estava passando férias com a gente e precisaria ficar em seu quarto com o bebê pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei intrigado com o riso da garota. Parecia estar tendo um sonho tão gostoso e engraçado, que sua mente interveio em seu corpinho, a ponto de fazê-la ultrapassar os limites e criar ruído. Aliás, é por causa de ruídos assim que nós os pais nos esforçamos todos os dias. Foi tão bom pensar que minha guria está tendo bons sonhos, sonhos engraçados, completamente diferentes daqueles que fazem as crianças acordarem aos prantos e gritando pela mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um sonho de um coração em paz. Que inveja...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-5586421140869910208?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/5586421140869910208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=5586421140869910208' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5586421140869910208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5586421140869910208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/07/o-sonho-da-camile-eram-mais-ou-menos_06.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3111354285732758270</id><published>2009-06-30T15:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T15:28:25.691-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;PIETÁ&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vê se descansa menino&lt;br /&gt;Sua jornada muito longa é&lt;br /&gt;Vai alterar o destino&lt;br /&gt;De milhões que se porão de pé&lt;br /&gt;Vai revelar o caminho&lt;br /&gt;Àquele que se perdeu&lt;br /&gt;Mas, por enquanto quem cuida de você sou eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo através das eras&lt;br /&gt;Muita gente a se transformar&lt;br /&gt;Vejo famílias inteiras&lt;br /&gt;Se ajoelhando para o adorar&lt;br /&gt;Você será o remédio&lt;br /&gt;Do mal que retrocedeu&lt;br /&gt;Mas, por enquanto quem cuida de você sou eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão países inteiros se curvando ante o seu nome&lt;br /&gt;E as suas santas palavras saciando a fome&lt;br /&gt;Fome de amor e justiça&lt;br /&gt;Fome de pão e de luz&lt;br /&gt;E preciosas conquistas em o nome de Jesus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, também sei o motivo&lt;br /&gt;De você nascer nesse lugar&lt;br /&gt;Foi pra sofrer o castigo&lt;br /&gt;Que ninguém podia suportar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo sangue jorrando...&lt;br /&gt;Ouço gemidos de dor...&lt;br /&gt;A sua vida escapando... Se esvaindo por amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo meu filho ali...&lt;br /&gt;Vejo o Cordeiro de Deus!&lt;br /&gt;Sendo imolado e, assim&lt;br /&gt;Me abrindo as portas do céu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para onde eu irei&lt;br /&gt;Com toda a minha aflição?&lt;br /&gt;Vendo o suplício de um rei&lt;br /&gt;Sofrendo como um ladrão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê se descansa menino&lt;br /&gt;Sua jornada muito longa é&lt;br /&gt;Vai alterar meu destino&lt;br /&gt;E o de milhões que se porão de pé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencendo a morte e o pecado&lt;br /&gt;Seu reino não terá fim&lt;br /&gt;Mas, nesse dia é você&lt;br /&gt;QUEM VAI CUIDAR DE MIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra da canção de Maria, quando do nascimento de Jesus. É a canção que encerra o primeiro Ato do musical “ Maria, mãe de Jesus”. Pra vocês sonharem um pouco comigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3111354285732758270?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3111354285732758270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3111354285732758270' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3111354285732758270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3111354285732758270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/06/pieta-ve-se-descansa-menino-sua-jornada.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-7753970074110712121</id><published>2009-06-23T19:49:00.001-07:00</published><updated>2009-06-23T19:52:31.853-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CANTAR PARA CONTAR:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;VEM FICAR COMIGO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi há muito tempo atrás. Eu estava indo à casa de uma amiga muito querida, no bairro Cruzeiro Novo, no Distrito Federal. Eram mais ou menos oito da noite quando me aproximei do prédio que estava às escuras. Um black-out qualquer, bem comum naquele tempo naquela região e eis toda uma quadra residencial contemplando o brilho das estrelas. Se todos fizeram isto, eu não sei. Ela fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar na direção de seu apartamento pude ver sua silhueta, sentada na janela de uma forma que me pareceu no mínimo estranha. Observando melhor percebi que sua disposição era a de apenas desfrutar daquele céu brasiliense sem nuvens, cujo brilho das estrelas era realçado pela falta de energia elétrica. Seu corpo estava ancorado na janela, enquanto seu coração ia longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela visão, ao contrário de me parecer romântica foi de intensa carga reflexiva. Vi-me naquela experiência, como que pegando emprestado aquele seu momento para me perceber, tendo a oportunidade de passar a limpo minha trajetória até ali. Além dela, resolvi devanear e pensar sobre pessoas que, diferente de solitude enfrentam profunda solidão. Em tempo: solitude é o ato voluntário de se afastar, de experimentar um tempo isolado de todos. Solidão é a ausência não desejada, não programada, contingenciada pela falta de pessoas queridas ao redor. A solitude fortalece a serenidade; a solidão adoece o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na solitude somos encorajados a refletir sobre nossos movimentos na vida e pela vida, enquanto na solidão somos arrastados impotentes, em direção a uma mórbida indolência e desesperança. Na solitude percebemos as falhas cometidas, com o propósito de ajustar novamente o foco e seguir adiante. Na solidão somos tentados a nos alimentar dos erros, quais manjares indispensáveis ao nosso projeto de autodestruição. Na solitude somos construídos. Na solidão, dissolvidos. Da solitude saímos para o enfrentamento da vida. Na solidão tememos o minuto seguinte. O personagem do meu devaneio estava solitário. Foi quando comecei a cantar as primeiras letras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÀS VEZES INSEGURO, TENTO ACHAR UM JEITO&lt;br /&gt;PARA ENTÃO FICAR SOZINHO&lt;br /&gt;E NESSAS HORAS PENSO EM MIM TÃO IMPERFEITO&lt;br /&gt;ORGULHOSO E TÃO MESQUINHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, longe de ser algo querido ou buscado, a solidão chega e usurpa seu espaço, tornando-nos réus e verdugos de nós mesmos. O orgulho nos cala, a ponto de não conseguirmos gritar às pessoas mais próximas o quanto estamos sofrendo, o quanto nos seria preciosa qualquer demonstração de carinho, de afeto ou outro gesto que nos faça perceber incluídos. O desespero aumenta, na medida em que nada encontramos. A ninguém encontramos, percebendo assim que teremos que agir e reagir segundo as poucas forças que ainda nos restam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Dráuzio Varela, escrevendo sobre o presídio Carandiru, verdadeiro depósito de seres humanos em São Paulo e agora desativado, registrou a história de um detento que traficava heroína ali. Para explicar a maneira de produzir seringas de aplicação da droga, o preso respondeu: “segundo recursos próprios de mim mesmo”. Achei interessante aquela resposta. Ele era o fornecedor e o cliente. Da manufatura ao consumo, ele só podia contar consigo mesmo. Parece o solitário da nossa história. Um tipo parecido com o descrito por Paulo, o apóstolo em sua carta aos Efésios: “não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Ef. 2:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando se busca nos porões da alma, qualquer coisa que nos habilite, nos credencie a continuar lutando, insistindo com a vida, em um debater-se teimoso e apaixonado. Meu personagem, pinçado daquele quadro, daquela janela, daquela amiga era assim. Ele vasculhava o mais profundo de si, em busca de algo que o convencesse que, como a canção de a Angela Rô Rô, “a vida é bela, só nos resta viver”. Foi assim que pensei ao prosseguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ME DEFENDO, TENTO ME ESCONDER DA MENTE&lt;br /&gt;QUE ME FERE E ME CONSOLA AO MESMO TEMPO&lt;br /&gt;TENTO PENSAR NAS COISAS BOAS PRATICADAS&lt;br /&gt;MAS, COITADAS, POUCAS, LEVADAS AO VENTO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não era o caso, nem meu nem dela que, ao contrário do meu devaneio aproveitava aquele momento para dar asas a sua imaginação e fazer também uma pequena canção. Na verdade, nem sei o porquê de eu ter pensado em alguém como esse “eu” que se esconde detrás de muitos rostos bonitos e que esbanjam vitalidade. Quanta miséria há por trás de sorrisos brilhantes e falas macias, na guerra perene do ego ao mascarar quem nós somos verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um velho programa humorístico, vi um quadro que não mais esqueci. Duas mulheres da alta sociedade que se encontraram e, depois dos clássicos e plásticos beijinhos à distância, uma diz à outra: “Querida, fico sempre encantada com você! Nunca consigo encontrar você sem estar sorrindo bastante. Acho formidável seu bom humor!”. Ao que a outra respondeu: “Querida, não é que eu esteja sorrindo sempre. Com a plástica que fiz, fico assim o tempo todo! Agora mesmo, por exemplo, EU TÔ CHORANDO PACAS!”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre que penso nos comportamentos afetados, dissimulados que encontro vem à minha mente esse quadro. É a fotografia do nosso tempo, quando não se pode acreditar no que as pessoas nos apresentam de si mesmas sem conferir antes sua veracidade. E, ao perceber-se assim, meu personagem da canção se sente ainda pior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ME ADMITO ASSIM TÃO MAU, TÃO PERVERTIDO&lt;br /&gt;ME ACHO MEU PRÓPRIO INIMIGO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a miséria retratada sem a graça de Deus para contê-la torna-se a maior desgraça que alguém possa experimentar! É por isso que outro texto de Paulo é tão reconfortante, quando afirma que “onde abundou o pecado, superabundou a graça!” (ver). Somente a graça de Deus me permite enfrentar os meus medos, os meus monstros interiores e não adoecer na alma. Ela não me exime da realidade, quem sou realmente e como estou no momento presente, mas abre uma porta inefável de alívio e redenção a partir de Cristo Jesus, o seu filho. Não há constatação de fracasso, de impropriedade ou desvalorização que se sustente, ante a paixão demonstrada no calvário. Sendo assim, a resposta para esse personagem que não é ninguém mais que algumas nuanças de nós mesmos não poderia ser diferente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E O MEU REFÚGIO ENCONTRO EM CRISTO&lt;br /&gt;E ASSIM INSISTO: Ó MEU DEUS&lt;br /&gt;VEM FICAR COMIGO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das cenas de minha infância, recordo uma historinha que havia em meu livro escolar. Um porquinho rosado e alegre se afastou dos seus irmãos e, conseqüentemente de sua mãe. Um cachorrinho que rondava o grupo, ao perceber o afastamento do pequeno animal correu em sua direção, querendo mostrar sua superioridade. O porquinho assustado retorna correndo, buscando de sua mãe a própria legitimidade, a sensação de pertencimento e autoconfiança. Ao sentir-se seguro novamente, ele se volta para o cãozinho e o enfrenta. Sabe que nada mudou em si mesmo, a não ser a confiança renovada de que não está só. Acho que é isso mesmo que precisamos lembrar. Cristo sempre está perto. Ele prometeu. Está a uma oração de distancia, de um servo que pede humildemente: VEM FICAR COMIGO?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-7753970074110712121?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/7753970074110712121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=7753970074110712121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7753970074110712121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7753970074110712121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/06/cantar-para-contar-vem-ficar-comigo.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3038251874007010132</id><published>2009-06-15T05:15:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T09:19:24.614-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;ACHO QUE VOCÊ É UM SALMISTA...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando menino, em minha pré-adolescência brasiliense eu era chamado de “azul”, “cabeça-de-palito-de-fósforo”, “de - noite” e vários outros apelidos que agora não lembro. Em alguns casos eu ralhava com o desrespeito. Era pior. Aí é que o apelido grudava mesmo. De todos os que duraram algum tempo, o que mais ficou foi uma contração até certo ponto carinhosa do maior deles: “palito”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me do “Saulogate” me chamando assim. Ele, por sua vez recebeu o apelido estranho, em razão de ter sido pego furtando um caderno em sala de aula. Era a época do escândalo do partido republicano norte americano, que foi conhecido como o “escândalo de Watergate”, culminando na renúncia do presidente Richard Nixon. E o Saulinho abriu caminho para o nascimento do Saulogate!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nunca me aborreci realmente com os diversos apelidos que, ao longo dos anos eu fui colecionando. Até porque eu sempre gostei do nome que meu pai me deu, embora ele mesmo me dissesse um dia que não sabia o seu significado. Depois de saber que os nomes das minhas irmãs tinham belos e bíblicos significados, fui procurá-lo e perguntar. Ele me disse que não me deu esse nome por algum motivo especial. Aliás, ele estava esperando minha mãe no hospital, já em trabalho de parto, quando começou a folhear uma revista de motores e turbinas. Foi assim que descobriu o Turbo Allison, definindo então qual deveria ser o meu nome.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não gostei nem um pouco da explicação, ainda que tenha gostado de saber que meu nome estava associado a uma turbina de avião. Mesmo assim, achei melhor pensar em alguma explicação mais clássica. Encontrei-a nos Estados Unidos, com suas expressões idiomáticas interessantes. Em inglês, meu nome se torna uma delas: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;All is on&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Está tudo em cima!). Muito melhor! Está tudo bem, está tudo em cima comigo! Adotei essa expressão para mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois que li um versículo especial na carta de Paulo, o apóstolo aos filipenses, no capítulo quatro e versículo onze, eu tentei mudar um pouco a forma de olhar a vida: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“aprendi a viver bem em toda e qualquer situação”. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Estar bem em qualquer situação não significa de modo nenhum que as coisas vão melhorar magicamente, apenas porque pensamos positivo. Significa que, a despeito de tudo vamos tentar preservar uma boa perspectiva em todas as situações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É extremamente difícil, mas vale à pena o esforço. Foi assim que aprendi a fazer música das minhas dores, ansiedades e angústias. Alguns dos maiores clássicos “lá de casa” surgiram das tristezas que senti e, não fosse a minha poesia, estariam agora no esquecimento do tempo que passou. Agora, além de me mostrarem como foi que saí do atoleiro que me propunham, as canções desse tempo têm ajudado a centenas de outros que as acessam através dos CDs que eu produzo depois. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava conversando com uma irmã sobre a vida, sem perceber a quantidade de vezes em que me reportava às canções que escrevi durante esse período. A música e a poesia já há bastante tempo se tornaram características da minha resiliência, da minha teimosia em continuar lutando depois de vários golpes sofridos. “Acho que você é um salmista”, ela me disse, depois de escutar mais uma das minhas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei lisonjeado com essa observação, embora a imaginasse um tanto imprópria no meu caso. A primeira idéia que fiz ao escutar a mulher foi a de Davi, Moisés, Asafe e todos os que escreveram o livro dos Salmos, que depois foram compilados e organizados pelo Rei Ezequias de Judá, dando para eles a disposição de capítulos, como hoje conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo pensei melhor e consegui perceber o que ela disse realmente. Que salmista é aquele que consegue lapidar sua dor imediata, tornando-a uma arte perene. Aquele que aprendeu a chorar com estilo, cadência e simetria. Sente dor como os outros, embora a exprima com sentimento e rima. Salmista é todo aquele que consegue orar, como Myrthes Matias, em sua poesia “Ao Senhor dos Pequeninos”:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Faze-me Senhor pequena ostra&lt;br /&gt;Que em pérola transforma sua dor&lt;br /&gt;Podendo transformar o meu problema&lt;br /&gt;Numa mensagem em forma de poema&lt;br /&gt;Capaz de transmitir paz e amor”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, aceitei a comparação honrosa que me foi feita, acrescentando em meu coração que salmistas todos nós somos, apesar de que alguns não tenham ainda percebido isto. Se fizermos pérolas das nossas dores, seja escrevendo uma crônica, seja fazendo uma rima, seja pintando um quadro ou escrevendo uma canção, sem perceber estaremos nos tornando os salmistas do século vinte e um. Um dia, quem sabe, irão contar a história do nosso tempo a partir dos nossos lamentos, da nossa arte, das nossas dores transformadas em canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais precioso dessa experiência é percebermos o quanto as pessoas se identificam com aquilo que compartilhamos. Algumas pessoas se aproximam de mim e dizem: “Por favor, canta aquela minha música?”, referindo-se a uma das canções que eu compus e que lhes falam diretamente ao coração. Da mesma forma que eu me acostumei a me identificar com os Salmos de Davi e todos os que escreveram esse belo livro da Bíblia. “Acho que você é um salmista”, ela disse. Acho que faltou eu responder: “Sou sim. Igualzinho a você”! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3038251874007010132?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3038251874007010132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3038251874007010132' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3038251874007010132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3038251874007010132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/06/acho-que-voce-e-um-salmista.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2597508329546254123</id><published>2009-06-12T06:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T19:30:28.688-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/SjRgaX8JZ9I/AAAAAAAAAC4/0TRh9xGGD8w/s1600-h/Montagem+AllisonJackie.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347004663814776786" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/SjRgaX8JZ9I/AAAAAAAAAC4/0TRh9xGGD8w/s320/Montagem+AllisonJackie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;VALENTINE &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;DAY!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho me dado conta da facilidade que desenvolvi em guardar datas. Não qualquer data, mas aquelas que são significativas para mim. E, a partir das datas que me vêm à lembrança resolvi contar para vocês essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;10/01/85&lt;/span&gt; – Morávamos em Valparaizo de Goiás, a cinqüenta quilômetros do Plano Piloto em Brasília. Eu havia chegado pouco tempo antes, de volta do Rio de Janeiro, um pouco mais desiludido e frustrado que quando parti. No semestre anterior havíamos participado de uma ópera maravilhosa, escrita por George e Ira Guershwin, “Porgy and Bess”, apresentada a primeira vez em 1935, eternizando a cena em que Clara, esposa do pescador Jake está embalando o seu bebê e cantando a mais conhecida de todas as canções dessa peça:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Summertime, and the living is easy&lt;br /&gt;Fish are jumping and the cotton is right&lt;br /&gt;O your daddy is rich and your mommy is good looking&lt;br /&gt;So rush, little baby, don’t you cry…&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquela manhã, mais ou menos às dez horas meu pai chegou de São Paulo, para onde viajara logo após sair da empresa em que trabalhava em Brasília. Recém Formado em Direito, tinha aberto seu escritório pouco tempo antes e, com o dinheiro da indenização que recebera comprou um Chevrolet Caravan, modelo 1978, dourado. A proposta era de viajarmos naquele mesmo dia para Fortaleza, no Ceará, lugar para onde minha irmã Eloá tinha se mudado com o Marido e dois filhos, Rebeca e Tiago, no ano anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, minha irmã havia perdido seu filhinho de apenas um ano e meio, vítima de uma pneumonia severa que lhe abateu em junho de 84. O objetivo do meu pai era fazer-lhe uma surpresa e ajudar a consolar seu coração com a nossa chegada. Lá em casa era assim: para viajar não mediamos distâncias. Às quatro da tarde já estávamos dentro do carro, em direção àquela cidade misteriosa para todos nós. Iríamos conhecer in loco a provação nordestina, como era comum se referir àquela parte da federação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;12/01/85&lt;/span&gt; – Chegamos a Fortaleza no começo da tarde, cumprindo assim uma jornada de quase quarenta e oito horas de viagem. Eloá nos recebeu chorando muito de alegria. Foi uma coincidência feliz o fato de a Igreja Betesda, na qual ela e seu marido Domingos trabalhavam estar inaugurando seu templo, na rua Dr. José Lourenço, paralela com a Avenida Barão de Studart. Quando chegamos ao culto, fomos surpreendidos por uma enorme tenda azul e branca, vanguarda absoluta em termos de templo cristão no lugar. Linda, a igreja parecia uma nave espacial, que logo chamou a atenção da sociedade cearense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abarrotada de pessoas, era impossível entrar na igreja naquela noite. Porém, minha irmã deu a volta na tenda, entrando pelos fundos que davam acesso ao púlpito e, conseguiu se aproximar do pastor Ricardo Gondim, presidente da Betesda e falou sobre mim:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pastor, meu irmão chegou de Brasília e está aqui hoje. Ele toca piano. Talvez possa nos ajudar na igreja. O que o senhor acha? O pastor imediatamente mandou me chamar e assim pude entrar na Betesda pela porta dos fundos, ou seja, já comecei pelo púlpito! Foi o primeiro contato com a comunidade que deveria, a partir dali, mudar radicalmente a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze dias bastou para que nos apaixonássemos pelo lugar, suas praias de água morna, sua temperatura constantemente alta, sua água de coco gelada e o peixe mais gostoso que já provei – o pargo inteiro, servido com baião-de-dois, paçoca, batatas fritas e queijo de coalho. Fui apresentado aos sucos exóticos de siriguela, cajá e graviola, aprendi a comer caranguejo e rapidamente me vi cercado de pessoas maravilhosas da igreja. Entre elas, Jacqueline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackie, como eu logo me habituei a chamá-la era uma espécie de filha adotiva do Ricardo e da Gerusa. “Mudava-se” para a casa deles nos fins de semana, devido as muitas atividades da igreja, o que tornava prático o seu acesso. Como grande parte das pessoas ali, estava terminando seu curso de inglês, além de estudar no curso de Letras pela Universidade Estadual do Ceará. Com cabelos cacheados e curtos, logo chamou minha atenção, que aumentava cada vez mais, na medida em que estudávamos juntos – Ela me ensinava inglês e eu lhe ensinava piano. Mal sabia eu a importância que essa mulher teria em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;15/03/85&lt;/span&gt; – Foi quando nos mudamos definitivamente para Fortaleza. Depois de voltarmos à Brasília, vender o que tínhamos decidimos voltar ao Ceará. Lembro-me com a clareza do sol ao meio dia, os primeiros sentimentos ao chegar novamente à cidade. Quando vi a placa indicativa de que havíamos chegado ao nosso destino fiz uma pequena oração, pedindo a Deus que me ajudasse a fazer meu nome ser respeitado naquele lugar. Não sei por que, mas senti necessidade de orar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquele piano que toquei na primeira noite nunca mais saí. Tornei-me o líder do louvor da igreja, indo assim direto para um ministério na Betesda. Pastor Ricardo tornou-se logo de cara um referencial para minha vida. Passados vinte e cinco anos de convivência, ainda hoje eu celebro o dia em que o conheci. Amo profundamente ao homem que participou ativamente dos momentos mais emocionantes da minha história a partir de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;20/04/85 &lt;/span&gt;– Era um sábado. Havia uma reunião dos jovens da igreja, liderados pelo Carlos Eugênio. Depois da reunião estávamos nos organizando para conhecer uma nova lanchonete que havia na cidade. Era em um centro católico de evangelização chamado Shalon. Eu ainda estava conversando com uns amigos quando senti a mão do Ricardo me envolver em um abraço, guiando-me até onde a Jackie estava. Não disse nada, apenas segui obediente ao meu líder. Ao chegar ali, ele formalmente nos apresentou:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Allison, esta e a Jacqueline. Jacqueline, este é o Allison. VAMOS NAMORAR, NÉ GENTE?&lt;br /&gt;Jacqueline enrubesceu, abrindo um sorriso envergonhado enquanto olhava para mim. Eu sorri e, num gesto quase reflexo disparei:&lt;br /&gt;- Olha minha irmã, a Bíblia manda que obedeçamos aos nossos pastores! Ricardo soltou uma de suas risadas gostosas, compreendendo que eu havia captado a mensagem perfeitamente. Ele saiu de perto, mas nós continuamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos juntos à lanchonete e naquela noite nos beijamos a primeira vez. Era o início de uma relação que dura até hoje. Senti desejo de contar pela força do dia em que se comemoram os namorados. Temos conseguido namorar através desses anos todos, o que me deixa muito feliz em saber. Claro que atravessamos crises agudas, sendo feridos por causa de algumas pedras pontiagudas que sentimos na estrada. Mas, ao avaliar a caminhada até aqui, assumo que valeu à pena e continua valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que estou longe de ser o marido ideal, com minhas manias, minhas neuroses e ambigüidades. Mas, percebo que a Jacqueline consegue estimular o melhor de mim. Consegue ver em mim capacidades que às vezes esqueço ou não percebo. Ela com certeza me faz querer ser um homem melhor a cada dia. Celebro hoje, no dia dos namorados, uma mulher encantadora, linda, versátil, moderna, inteligente e sensível que a vida tem me dado a honra de chamar de esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackie, eu amo você. Feliz dia dos Namorados! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2597508329546254123?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2597508329546254123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2597508329546254123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2597508329546254123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2597508329546254123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/06/valentine-day-tenho-me-dado-conta-da.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/SjRgaX8JZ9I/AAAAAAAAAC4/0TRh9xGGD8w/s72-c/Montagem+AllisonJackie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3924292286932606918</id><published>2009-06-09T07:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T07:01:37.626-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;PUXE A CORDINHA!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;Eu estava mergulhado em reminiscências, nostalgias e devaneios, meus companheiros prediletos nos momentos de solitude. Ela chegou de repente, com um ar grave bem diferente dos seus ares naturais. Uma amiga da nova safra, de uma pureza quase totalmente infantil, dentro do corpo de mulher feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinha triste, pois ouvira de um parente próximo uma série de “profecias” ruins: “você é uma psicopata, uma doença, um demônio! Vai morrer de câncer igual à megera da tua tia!”. Lágrimas escorriam de seu rosto, a cada pausa em sua narrativa. E eu? Eu fiquei ali, pasmo de perceber a enfermidade da alma de quem feriu tão profundamente aquela moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisti e contei na hora de consolá-la, a historinha do japonês e da bomba. Ouvi dizer que, depois da bomba de Hiroshima explodir, quando procuravam sobreviventes dentre os destroços encontraram um japonês com as calças arriadas até aos joelhos, uma pequena cordinha em uma das mãos e gritando desesperado: “Não fui eu! Não fui eu! Eu só puxei a cordinha!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu gostosamente e, como criança inocente parou imediatamente de chorar. Expliquei que sua preocupação era a mesma do japonês, responsabilizando-se pela atitude dos outros. E quem foi que lhe disse sobre você ser mesmo aquilo que pensam de você? Continuei explicando que muitas coisas que são ditas sobre nós são tão estapafúrdias e despropositadas, que só nos resta fazer o mesmo que o japonês ao puxar a cordinha. Porque tais informações são tais e quais ao material que o motivou a dar descarga em seu aparelho! Não temos que deixar grudar em nossos corações as pragas que nos são arremessadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela pessoa eu acho que consegui salvar, mas, e as milhares de outras que, por não puxarem as cordinhas afundam cada vez mais em sua dor, seu complexo ou trauma? Quem irá consolar as que estão sendo marcadas de uma forma tão cruel que as acompanhará até o fim de suas vidas tristes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei para ela sobre meu irmão mais velho. Quando ele tinha quinze anos de idade e eu apenas sete, ele apareceu lá em casa com um lindo violão. Era um daqueles do tipo sertanejo, cheio de pequenas “peneiras” prateadas, como eu costumava chamar. Ele deu uma ordem taxativa ”Não quero ninguém mexendo no meu violão!”. Ordem dada... IGNORADA! Foi só ele sair para trabalhar que eu abri o armário onde estava o instrumento. Fiquei tocando secretamente durante quase um ano, aprendendo sozinho. Até que tentei afinar o violão. Três cordas arrebentadas depois, vários cascudos do meu irmão e  pude me revelar ao mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que tem a ver com a história que venho desenvolvendo até aqui? O fim da minha primeira experiência com o violão. Meu irmão, após me agredir com cascudos “profetizou”: “Você nunca irá tocar violão! Você é aleijado! Você é esquerdo! Você não sabe nem segurar o instrumento!”. Eu poderia ter terminado minha carreira ali mesmo, não fosse o fascínio que me causou os sons que aprendi a produzir. Lembro-me de ter respondido, ainda massageando a cabeça dolorida: “Pode deixar, que você ainda vai me ver tocando mais do que você! ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, puxei a cordinha e deixei ir embora esgoto afora, aquelas palavras tão motivadoras que escutei! Hoje, quinhentas composições depois e vários violões que já tive oportunidade de possuir, percebo o quanto é importante saber descartar certas afirmações, certos vaticínios ao nosso respeito. Se realmente temos o controle de nossas vidas, por que deixar que alguns amargurados a adoeçam, com pragas lançadas pura e simplesmente com o propósito de vomitar suas próprias limitações?  Puxe a cordinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei de contar essa história para a minha amiga do início do texto. Percebi que ela estava muito melhor do que quando chegou. Fiquei feliz também, pois consegui transformar algo que poderia ter sido nocivo ao meu coração, em anticorpos para debelar as bobagens que nos são atiradas pelas bocas irresponsáveis que tagarelam ao redor de nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, hoje eu toco violão melhor que o meu irmão... Desculpe, mas até para esse tipo de gabolice... PUXE A CORDINHA! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3924292286932606918?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3924292286932606918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3924292286932606918' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3924292286932606918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3924292286932606918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/06/puxe-cordinha-allison-s_09.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-7515692671793346553</id><published>2009-06-03T07:11:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T07:18:21.712-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;INFRAÇÃO DE VIDA! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui visitar uma mulher no hospital. Não havia nada que ela pudesse fazer para me retribuir a visita, ou a atenção que lhe estava dispensando. Na realidade, trata-se de uma pessoa que precisa desesperadamente de ajuda. Dependente química, moradora de rua eventual e abandonada pelos próprios filhos, viu-se adoentada de pneumonia e encostada sobre uma maca nos corredores de um hospital público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar pelo corredor até o lugar onde ela deveria estar foi uma das provações mais fortes que tive no dia. Rostos desfigurados pela dor, olhos fundos e vítreos de desesperança e silêncio... Não o silêncio da paz no descanso, e sim o silêncio do abandono e da solidão, companheiros freqüentes desses lugares.&lt;br /&gt;Ela não estava lá. Já havia saído para mais uma bateria de exames, devido a um inchaço no abdome. Confesso ter sentido um pequeno alívio. Seria hipócrita se não admitisse. Apesar da necessidade pastoral de estar ali, nem de longe eu reputaria como um exercício fácil para mim. Queria sair dali o mais rápido possível, de preferência sem olhar muito nos olhos daquelas criaturas, pela horrível sensação de impotência que me habitava. Gostaria de poder tocá-las com cura, com solução definitiva, com esperança. Ao empreender minha fuga interior percebi estar fugindo de mim mesmo, dos meus medos e das minhas enfermidades na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei até o meu carro no momento em que o guarda estava terminando de lavrar uma multa por eu ter parado no lugar errado, na hora errada. Tentei argumentar que era um líder cristão em missão de socorro a uma pessoa, ao que ele respondeu que uma atitude certa não justifica outra errada. O bloco já havia sido marcado e não dava mais para voltar. Uma ira me subiu ao coração, daquelas que a gente sente sem deixar o interlocutor sequer perceber. Afinal, de onde saíra uma primeira multa poderia sair outra por desacato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me injustiçado. Achava-me em uma situação onde aquilo parecia inadequado. Um sacerdote em serviço deve estar acima do bem e do mal. Não posso ser julgado por autarquias terrenas, que não discernem “as coisas espirituais”. Mas, e se ele me perguntasse a guisa de buscar razão para cancelar a multa, como foi meu desempenho no hospital? E se, por um bambo do universo, crise de honestidade, uma ação pedagógica de Deus ou coisa que o valha, eu resolvesse dizer com sinceridade e riqueza de detalhes como foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Bem, cheguei e a mulher que eu iria visitar não estava, o que me deixou aliviado, porque eu mesmo não via a hora de sair daquele lugar tão depressivo. Ao retornar pelo corredor das dores, não deixei de perceber um homem com dois enormes nódulos no queixo e no supercílio esquerdos. Fiz-me de morto, com medo de que ele percebesse que eu estava ali para, entre outras coisas consolá-lo. Vi uma menina, cujo papel sobre sua maca indicava problema ortopédico, mas, como estava com um celular em punho, achei que estaria bem , apenas conversando com quem quer que fosse, menos comigo. Vi um homem arfando de dor, reclamando de problemas no coração. Esse sim, quase me fez parar e orar! Esperto, dobrei rapidamente em direção à porta e consegui sair ileso!”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao final de minha narrativa, contemplando, talvez, o rosto decepcionado do guarda que, queira ou não estava apenas cumprindo o seu papel, acho que eu mesmo lhe diria envergonhado: “PODE LAVRAR MAIS UMA PRA MIM, POR FAVOR?”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-7515692671793346553?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/7515692671793346553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=7515692671793346553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7515692671793346553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7515692671793346553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/06/infracao-de-vida-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3016753758387124017</id><published>2009-05-31T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T06:29:57.625-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PARA REFLETIR:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;Prefiro fracassar em algo que gosto de fazer a ser bem- sucedido em algo que detesto. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; George Burns&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3016753758387124017?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3016753758387124017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3016753758387124017' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3016753758387124017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3016753758387124017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/05/para-refletir-prefiro-fracassar-em-algo.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4584085236998906186</id><published>2009-05-31T06:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T06:25:06.210-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;RUMO CERTO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;SINTO PRAZER AO PERCEBER&lt;br /&gt;QUE SOU NOTADO POR VOCÊ&lt;br /&gt;SEU INTERESSE EM ORIENTAR O MEU DESTINO&lt;br /&gt;SINTO ALEGRIA EM CONSTATAR&lt;br /&gt;A SUA VOZ A ME GUIAR&lt;br /&gt;TAL PAI QUE LEVA PELA MÃO&lt;br /&gt;A SEU MENINO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;SINTO PRAZER AO PERCEBER&lt;br /&gt;SUA PRESENÇA AO MEU REDOR&lt;br /&gt;NO ACOLHIMENTO DA MANHÃ QUE ME DESPERTA&lt;br /&gt;CELEBRO O TEMPO DE VIVER&lt;br /&gt;POIS SEMPRE QUE EU TE PROCURAR&lt;br /&gt;É CERTO QUE VOU ENCONTRAR&lt;br /&gt;A PORTA ABERTA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;SINTO PRAZER EM TE OUVIR&lt;br /&gt;NO ACORDAR OU NO DORMIR&lt;br /&gt;E AO DESPERTAR NOTANDO QUE VOCÊ ESTÁ PERTO&lt;br /&gt;E MESMO SEM EU CONHECER&lt;br /&gt;O QUE ME ESPERA LOGO ALI&lt;br /&gt;SEI QUE O MEU DEUS VAI ME GUIAR&lt;br /&gt;NO RUMO CERTO&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4584085236998906186?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4584085236998906186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4584085236998906186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4584085236998906186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4584085236998906186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/05/rumo-certo-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-6305887852811508944</id><published>2009-05-30T06:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T06:45:24.628-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff0000;"&gt;LUZES E SOMBRAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que adianta você se aproximar de mim por medo&lt;br /&gt;Se de outro jeito eu não teria o seu temor&lt;br /&gt;Acho melhor você saber logo o segredo&lt;br /&gt;Deixa todo medo quem vive um verdadeiro amor&lt;br /&gt;Não quero ter uma relação utilitária&lt;br /&gt;Em que o esforço visa só agregar valor&lt;br /&gt;Um toma-lá-dá-cá, situação tão temerária&lt;br /&gt;Posto de troca e não servo e Senhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou buscando alguém de verdade&lt;br /&gt;Que consciente em sua limitação&lt;br /&gt;E enquanto luta por integridade&lt;br /&gt;Quer agradar-me com adoração&lt;br /&gt;Trava uma luta entre luzes e sombras&lt;br /&gt;E não esconde seu lado ruim&lt;br /&gt;Mas me conhece e percebe que o meu amor&lt;br /&gt;É algo que vale sentir de mim&lt;br /&gt;É algo que vale querer de mim&lt;br /&gt;É algo que vale buscar...&lt;br /&gt;Em mim!&lt;br /&gt;(escrito em Natal-RN, em 26/10/2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-6305887852811508944?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/6305887852811508944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=6305887852811508944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6305887852811508944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6305887852811508944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/05/luzes-e-sombras-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-9025655236707673130</id><published>2009-05-27T10:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T10:21:59.424-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;REDESCOBRINDO A AMÉRICA!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma experiência prá lá de edificante, minha viagem para os Estados Unidos da América. Cumpri uma agenda cheia de apresentações variadas, conheci novas pessoas e tive muitas alegrias. Fui carinhosamente recebido por onde passei e me diverti bastante nesses lugares. Sou grato ao Senhor por me permitir viver esses momentos de grande prazer e felicidade. Li recentemente que felicidade não é fruto de grandes momentos emocionantes da vida, e sim dos milhares de pequenos momentos aos quais  damos significado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi o que ocorreu comigo. Desde a chegada à casa do Manoel e Ana Oliveira, anfitriões acima de qualquer média que se pudesse estabelecer para atenção, cuidado, diligência e carinho, além da companhia sempre bem humorada da Sara e do Pedro, filhos deles, nossa viagem para as montanhas de New Hampshyre,onde aconteceu o primeiro compromisso na América – o retiro de todo o ministério de artes da New Life Presbiterian Church.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao retornarmos de lá, já no domingo estávamos todos juntos para uma grande celebração no suntuoso templo da New Life, no centro de Framingham. Muita música, muita alegria e emoção, na celebração que se pode desfrutar entre amigos sinceros e irmãos de verdade. Depois, a maratona de programas de rádio: Maraberto, com o Robertinho e a Mara Rúbia. Foi delicioso! Conversamos sobre canções e grupos antigos e a necessidade de se aumentar a qualidade técnica das canções e o nível das poesias. Depois, Pare e Pense, com o Pastor Manoel de Oliveira e Cia. Discutimos sobre os conteúdos pobres da música evangélica atual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira estive em Cambridge, na Christ The King Presbiterian Church, uma igreja fundada por alunos brasileiros e americanos de Harvard, a famosa universidade a duas quadras dali. Foi uma noite memorável com Naamã Mendes e Juliano Soccio. Cantei acompanhado de violão Ovation 12 cordas, harmônica e guitarras. Ao final, um paozinho de queijo com café-com-leite, para confirmar a hegemonia mineira da comunidade brasileira no solo norte americano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quinta-feira foi o tempo de lançar-mos base para vários projetos que queremos ver acontecer nos Estados Unidos: livros infantis, CDs de cânticos congregacionais, de reflexões , de salmos, livros sobre temas como dignidade, organização pessoal, shows e mostras culturais. Ufa! Haja energia e expectativa para tudo o que sonhamos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sexta-feira iniciei o congresso de jovens da Igreja Vida, em Medford. Salmon e Milene estão a frente daquela comunidade dinâmica e cheia de energia. Luiz e Quésia, líderes dos jovens é que estavam à frente do evento, que me marcou por várias razões diferentes, entre elas, a apresentação de um grupo vocal maravilhoso chamado “One in Christ”, liderado por Grace Kely, uma cantora excelente e flautista com formação na Bekerley, uma das mais importantes escolas de musica nos Estados Unidos. Foram momentos de puro êxtase e alegria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Domingo pela manhã estive em Malboro, com José Antonio e Andréia. Com uma viola 12 cordas e dezenas de nostálgicos cantores de hinos anitgos, foram quase duas horas de canções regadas por um choro saudoso de tempos que não voltam mais. Era até engraçado ver alguns homens que deixavam rolar copiosas lágrimas dos olhos, recebendo o consolo e o ombro parceiro de suas esposas igualmente emocionadas. Amei muito viver aquele momento!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À noite, de volta a Medford houve o encerramento do congresso. Verdadeira festa! Cancções agitadas e alegres, apresentações bem preparadas e uma atmosfera de puro louvor. Comunhão, testemunhos e novos amigos marcaram esse tempo precioso. Foi uma viagem que não conseguirei  esquecer!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira foi o momento de organizar as coisas e levantar acampamento rumo à minha terra, minha casa e minha família. Agora é só refletir sobre tudo o que aprendi, compartilhar com os amigos as experiências que tive ecelebrar o fato de que consegui acrescentar à minha história centenas de novos momentos felizes!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-9025655236707673130?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/9025655236707673130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=9025655236707673130' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/9025655236707673130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/9025655236707673130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/05/redescobrindo-america-foi-uma.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3030486891681416638</id><published>2009-05-27T10:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T10:11:06.939-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#33cc00;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;COMO É RUIM NÃO COMPREENDER AS PESSOAS!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cheguei às 17:40hs no aeroporto Dulles, em Washington. Ao sair da aeronave procurei um lugar tranqüilo para me sentar e avaliar a viagem até aqui. Criei um início de tensão, ao permitir que a entrevista feita por Mara Rúbia, da Maraberto Publicity para o meu novo site SONDA-ME. COM se estendesse um pouco mais que o recomendável. O vôo saía de Boston às 16:27hs e somente às 16:10hs é que eu estava entrando no portão de embarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia me esquecido da demora em embarcar nos vôos internacionais a partir dos Estados Unidos. Há todo um cerimonial a ser observado, como descalçar-se e colocar os sapatos nas bandejas, abrir a bolsa com o Lap Top e, no meu caso específico, abrir ainda a malinha que trazia, em razão de um brinquedo que eu não quis retirar da caixa - 16:18hs. A sorte foi que o acesso aos portões era a partir do no. 11, enquanto meu portão de embarque seria o 14. Cheguei a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro inconveniente: a aeronave era pequena, o que significava não haver muito espaço para bagagem de mão no interior, especialmente quando se é o último a embarcar! Diria que é uma sina essa minha problemática com vôos. Não há uma viagem tranqüila que eu consiga fazer, sem contar as coisas que acabo deixando para trás, mesmo depois de ter feito uma lista extensa e (quase) completa sobre tudo que preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que preciso fazer um curso de inglês. Essa história de saber apenas “para minha sobrevivência” já me ensinou que posso precisar de um pouco mais que apenas sobreviver! Uma palavra que me foi dirigida por um funcionário, a quem não respondi por não entender corretamente. Uma instrução mal compreendida que me fez gastar $10 dólares a mais e, finalmente, o desejo de conversar um pouco com a companheira de viagem ao meu lado e o medo de “travar” a língua em uma construção mal feita ou um diálogo quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei o local do novo embarque, no avião que me levaria para São Paulo e ali estacionei. Ainda consegui falar um pouco com meus filhos Leonardo e Julie, embora descobrisse que o cartão de $10 dólares só me dá cinco míseros minutos de conversa. Ainda assim, precisei da ajuda de dois simpáticos mineiros (raros na América!) que me auxiliaram com a ligação. Claro que abstraí! Fiquei pensando justamente nisto: há pessoas que desejam falar, mas não sabem como fazê-lo! Há muitos que, como eu desejariam conversar um pouco, talvez apenas para passar o tempo, o intervalo de quatro horas entre a chegada a Washington e a partida para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos se encaramujam em suas vidinhas pobres, pelo medo de não conseguirem expressar corretamente os seus sentimentos. Ou pior: não serem compreendidos e assim serem condenados pelos outros. Como é ruim não ter ninguém que nos compreenda! Como é angustiante não saber se expressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, que bom quando aparecem pessoas na hora “h”, como os mineiros da minha experiência, dispostos a não somente orientar, como completar eles mesmos a ligação.&lt;br /&gt;Pessoas precisam de Deus. Pessoas precisam de pessoas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3030486891681416638?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3030486891681416638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3030486891681416638' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3030486891681416638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3030486891681416638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/05/como-e-ruim-nao-compreender-as-pessoas.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4793376988352308432</id><published>2009-03-26T06:15:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T06:17:12.188-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;AO MEU CORAÇÃO OCORRE... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Allison da Silva Ambrósio – 26/03/2009*&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi um trovão que retumbou&lt;br /&gt;Um relâmpago que despencou do céu&lt;br /&gt;Nem foi um vulcão que despertou&lt;br /&gt;Repentino mar que se enfureceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gaivota atravessou&lt;br /&gt;O meu céu de arrebol&lt;br /&gt;Pouco tempo antes do nascer do sol&lt;br /&gt;Não sei precisar ao certo&lt;br /&gt;O momento em que se deu&lt;br /&gt;Mas meu íntimo gritou: “É Deus!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu coração ocorre: “Buscai o meu rosto...”&lt;br /&gt;O teu rosto, Senhor, eu buscarei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi um trovão que retumbou&lt;br /&gt;Um relâmpago que despencou do céu&lt;br /&gt;Nem foi um vulcão que despertou&lt;br /&gt;Repentino mar que se enfureceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfume do eucalipto&lt;br /&gt;Preencheu o meu pulmão&lt;br /&gt;E a poesia aqueceu meu coração&lt;br /&gt;Em um misto de ternura&lt;br /&gt;Encantamento e amor&lt;br /&gt;Foi que ouvi aquela voz interior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu coração ocorre: “Buscai o meu rosto...”&lt;br /&gt;O teu rosto, Senhor, eu buscarei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;*(pedalando na Beira-Mar Norte em Floripa, às 6h:00m da manhã!)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4793376988352308432?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4793376988352308432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4793376988352308432' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4793376988352308432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4793376988352308432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/03/ao-meu-coracao-ocorre.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-8501215975154260702</id><published>2009-03-13T04:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T04:48:26.278-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;&lt;em&gt;UM AMIGO ME DEIXOU...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um amigo me deixou... E o cruel é essa suspeita de que ele não era tão amigo assim, pelo menos da forma de amizade que eu pensava que me tivesse. Veio me dizer da impossibilidade de caminhar comigo, da divergência de estilo, de liderança, essas coisas doloridas que quanto mais são explicadas, mais complicadas ficam de se entender. O dia escureceu logo cedo, no café que tomamos juntos e me foi dada a fatídica notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aquele pai que, ao perceber sua impossibilidade ante ao filho drogado em sua frente fica repetindo sem parar: “o que foi que eu fiz? O que fiz de errado?”, assim passei o dia e permiti que o dia passasse por mim, reavaliando, lamentando, suspirando e todos os outros “andos” implícitos neste tipo de angústia. Lembrei-me de todas as vezes que fui preterido, ou, pelo menos a maior parte delas. Todas as decepções amorosas ou profissionais de que me lembrava, todas as afrontas sofridas como líder de ovelhas, como líder de pastores ou como liderado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo pitoresco ocorreu: lembrei-me do primeiro trauma que tive com os humanos. Eu tinha nove anos de idade e a minha primeira namoradinha, sete. Você pode imaginar que tipo de namoro era possível a duas crianças com tais idades, no início da década de setenta (pois é, o tempo passa!). Mas, a lembrança foi boa para registrar minha primeira poesia de amor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"E... por favor, chegue a uma conclusão&lt;br /&gt;Fique agora, fique comigo&lt;br /&gt;Ou suma do meu coração! "&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(nove anos de idade! Quanta precocidade!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa briga dessas comuns entre irmãos, o irmão dela pegou a poesia e a entregou para seu pai que, pasme você, levou tudo muito a sério! Não sei se bronqueou com a menina ou o quê, mas, no outro dia estava no culto de oração das seis da manhã, por saber que meus pais estariam também. Com sua mulher ele os chamou para o canto do templo, onde leu jocosamente a minha poesia. Por conhecer meu pai como conheço, até consigo imaginar o seu orgulho por dentro, sua comemoração pelo filho galanteador em tão tenra idade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler a carta, Dr. Andrade, pai da garota virou-se para os meus pais e desferiu: “Quero deixar claro que café é café, leite é leite. Não gosto e não quero misturar os dois”. Para um bom degustador, meia xícara basta! Minha mãe me chamou, não sei quanto tempo depois de passar por esse vexame. Eu estava jogando bola na rua de casa com os meus vizinhos. Como estivesse indo para o armazém me disse para acompanhá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquele tato abundante das mães e escasso nos pais, ela conseguiu falar tudo sem me machucar, embora deixando claro que eu estava proibido de me aproximar da menina. Só com o passar do tempo é que pude perceber a magnitude daquela ferida aberta em minha alma. Ainda não conhecia bem a divisão das castas pela cor da pele. A única coisa que percebia é que enquanto meu pai ia pra igreja de bicicleta, o pai da menina ia de Wolkswagen (o bom e velho fusquinha, que na época era “o cara”!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve várias outras manifestações depois dessa em minha vida. Acho que me marcou mais por ter sido a primeira. Assim como a primeira impressão, a primeira mágoa, a primeira traição, a primeira perda, são sempre as primeiras coisas as que mais marcam a alma da gente. No caso do meu amigo, ele não foi o primeiro, embora fosse a primeira família a se afastar de mim, depois desse novo momento que estou vivendo. Talvez seja por isso que doeu tanto. Ademais, nem sei direito por que estou contando isto... Acho que é só para desabafar com quem só me lê por puro exercício de sua vontade ou benevolência para comigo! Mas, a vida continua. Não foi o primeiro... Não foi o último... Não foi... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-8501215975154260702?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/8501215975154260702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=8501215975154260702' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8501215975154260702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8501215975154260702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/03/um-amigo-me-deixou.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2292719652233074168</id><published>2009-03-09T08:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T08:59:38.827-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;QUANDO A GENTE PENSA...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que já tem todas as respostas,&lt;br /&gt;vem a vida, fazendo novas perguntas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(do nick de uma amiga, que li casualmente)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2292719652233074168?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2292719652233074168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2292719652233074168' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2292719652233074168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2292719652233074168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/03/quando-gente-pensa.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3156979334880012646</id><published>2009-03-07T07:07:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T07:09:09.682-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;JUBINHA É NOTA 10!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um ingrediente novo foi associado às minhas manhãs de exercício: um IPOD com algo entre um milhão e dois milhões e meio de músicas. É certo que estou exagerando, mas é que nunca são repetidas, desde que comecei a escutar esse presente – dentre tantos – que recebi da Silvia Geruza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é dessas mulheres absolutamente originais (nunca encontrei ninguém igual a ela), visceral, apaixonada, explosiva e triste, tudo junto, tudo batido no liquidificador da vida. Generosa, não há uma ocasião, por menor que seja, em que eu não esteja sendo alvo de sua bondade, dos seus mimos e, de vez em quando, até de suas ressacas emocionais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tenho vontade de lhe dar uns “catiripapos”, quando percebo que ela encanou com alguma coisa e dela não quer se soltar. Noutras, a lembrança dessa admirável mulher, estudante profissional por vocação e vício me joga pra frente, me faz acreditar que o tempo só é implacável para aqueles que não têm determinação e nem um plano a cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação musical do IPOD é um caso à parte: de Rod Stwart a Seu Jorge, passa por Zélia Duncan, chorinho, Djavan/Vercilo, Zizi Possi e vai, como diria o Lenine, “nas ondas do seu pensamento”. Jubis, como é chamada SOMENTE entre nós, os de casa, parece o slogan do Brasil do Garrastazu Médici: “Ame-a ou Deixe-a!”. Ainda bem que só o Slogan!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: resolvi pagar o que devo. Pedalar na Beira mar norte da Ilha de Floripa é contemplar garças, gaivotas e muitos outros tipos de pássaros voando. É ver a velhinha que toma um sol no banco de concreto e o casalzinho se beijando no gramado perto do píer. É ver o maratonista correndo em seu treino habitual, é contemplar milhares de formas das nuvens sobre as montanhas ao longe. É sentir o vento frio que “vem lá do sul” e curtir uma sensação inigualável de felicidade e liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, regado a canções de todos os tempos, de todos os estilos e, conseqüentemente, para todos os momentos desse enorme caleidoscópio que é a nossa vida. Aí que entra a Geruza. Intensa, batalhadora, persistente e disciplinada, ele conseguiu montar um repertório “à sua imagem e semelhança”, que eu não me canso de ouvir e nem ouso alterar. Todas as vezes que vou correr ou pedalar com esse som no ouvido, lembro dela. Resolvi registrar. E como diz o Rod Stwart em uma das canções que ela gravou aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;HAVE I TOLD YOU LATELLY THAT I LOVE YOU?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3156979334880012646?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3156979334880012646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3156979334880012646' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3156979334880012646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3156979334880012646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/03/jubinha-e-nota-10-um-ingrediente-novo.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-6078183511907042503</id><published>2009-03-06T04:05:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T04:11:11.158-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;VALE À PENA LER&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O texto a seguir é do meu amigo, líder e companheiro de sonhos, Ricardo Gondim, que deverá nos visitar neste blog de vez em quando. Só pra garantir a qualidade do livre-pensar. Aprecie &lt;strong&gt;sem&lt;/strong&gt; moderação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O deus que não é Deus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Gondim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um deus que não é Deus. O único com força para enfrentar a Deus. Essse deus não vive em alguma dimensão cósmica ou ponto do universo. Seu oratório é a mente humana.  Ele é um deus familiar, pois vive nos espelhos da alma. Mesquinho, cobra desempenhos impossíveis. Inclemente, castiga as inadequações dos fracos com fúria. Ofendido por uma pessoa, dizima gerações inteiras. Imprevisível, age com um humor indetectável. Existe um deus que não é Deus. Capaz de ofuscar o próprio Deus, misturou-se em todas as religiões. Sanguinário, exige sacrifício para estender a sua compaixão. Impassivo, privilegia os eleitos e condena o resto. Indiferente, descarta a prece da criança quando não se encaixa em seus propósitos. Distante, volta as costas para os miseráveis em nome da coerência. Existe um deus que não é Deus. É possível encontrá-lo nos paços sacerdotais, nas leis canônicas, nas teologias que o sistematizaram. Ele vingou na religião e a cúrias já mapearam as suas ações. Sem bondade, ele defende a virtude. Sem graça, faz apologia da verdade. Os cristão sabem que ele existe; já provaram o fel de sua justiça na Inquisição. O homem-bomba de hoje testemunha o seu furor para os muçulmanos. Ele aparece em cada campanha de oração pentecostal para mostrar como é difícil ganhar o seu favor.&lt;br /&gt;Existe um deus que não é Deus. Ele é uma divindade que não suporta ver Jesus almoçando com pecadores, bebendo vinho perto de mulheres suspeitas, elogiando pagãos ou prometendo o Paraíso para gatunos. Esse deus precisa desaparecer, pois é um ídolo malvado. E só com a sua morte nascerá o Salvador.&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-6078183511907042503?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/6078183511907042503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=6078183511907042503' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6078183511907042503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6078183511907042503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/03/vale-pena-ler-o-texto-seguir-e-do-meu.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-7189292637524158270</id><published>2009-03-05T06:09:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T06:10:55.868-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;COMO TATUAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava nos últimos quilômetros da minha pedalada matinal. Não significa que estava exausto, pois minha adrenalina estava a mil – a Jackie chegou de viagem ontem e a minha energia voltou! A ciclovia da beira-mar norte de Floripa continua a ser uma higiene mental potentíssima, com dezenas de gaivotas, garças e bem-te-vis. Gente bonita caminhando, correndo ou pedalando como eu. Foi nesse cenário que eu o vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um rapaz de, talvez, uns vinte e poucos anos, um pouco acima do peso, pele clara, bem falante entre outros três rapazes. Caminhava na mesma direção que eu, o que me possibilitou observar ao pedalar uma enorme tatuagem em suas costas. Uma aranha. Mas, era uma aranha diferente que, além de ser enorme, já havia tecido uma formidável teia ao seu redor. Sempre critiquei aos que pintam todo o corpo de forma irreversível. Dragões, caveiras com fogo nos olhos e na boca, serpentes peçonhentas ou surrealismos gigantes me transportavam para além, para frente, para o futuro, quando nada daquilo faria sentido e, no entanto, faria parte inseparável de suas existências. Não no caso daquela aranha. Havia algo de estranho naquela tatuagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me aproximar mais pude perceber um brilho estranho que dela emanava. Algo meio aveludado na parte de trás do aracnídeo, bem como entre vários detalhes da teia, concedendo ao trabalho um quê de seda pendurada naqueles espaços. Foi quando o quadro todo se me apresentou. Metade das suas costas tinha sido queimada de tal forma que, não fosse aquela enorme tatuagem, ele jamais teria coragem de andar sem camisa como estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei encantado com a aranha. E impressionado com o rapaz! Como ele encontrou uma saída artística para o que poderia se tornar um trauma em sua vida. Apesar de não saber as causas daquela horrível queimadura, eu aprendi o valor de se contemplar possibilidades em calamidades, arte no caos, transformando o que seria intolerável em algo sensivelmente belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi minha lição da manhã. Até as cenas mais tristes e feias da nossa história podem se transformar em obras de arte, capazes de emocionar quem apenas passa ao redor. Daquela tatuagem eu gostei. Não foi apenas uma saída de mestre, e sim uma volta por cima, uma tomada de posição que altera completamente a circunstancia de quem a vive. Se fizermos sempre assim, o mundo viraria uma galeria de arte, nós seriamos mais felizes com as nossas histórias e aquilo que não queríamos sequer mencionar de tão feio, seria marcado pelo belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tatuagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-7189292637524158270?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/7189292637524158270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=7189292637524158270' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7189292637524158270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7189292637524158270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/03/como-tatuagem-eu-ja-estava-nos-ultimos.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-8988311145038868505</id><published>2009-03-03T14:04:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T14:08:50.354-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;DURANTE A AULA DO PEDRO!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase (se dele, não sei!) escapou na aula do Prof. Dr. Pedro Heliodoro Branco Tavares, pessoa que muito admiro. Achei legal repassar pra vocês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"A normalidade é uma síndrome rara, que acomete um em cada seis bilhões. Geralmente, quem a define".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-8988311145038868505?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/8988311145038868505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=8988311145038868505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8988311145038868505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8988311145038868505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/03/durante-aula-do-pedro-essa-frase-se.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2987422678578183706</id><published>2009-02-28T06:12:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T06:18:11.151-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;LÁ VAMOS NÓS OUTRA VEZ!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou assim. Cíclico. Acho que meu tempo escritor voltou com alguma força. O bastante para eu me dedicar a escrever novamente. Há um turbilhão em minha mente, pedindo passagem para a liberdade. Quero compartilhar coisas, gerar sonhos, prover sentido para as expectativas mais sublimes da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sou eu. Meio controverso, meio objetivo. Busco a cadência perfeita, o ritmo perfeito da vida. A harmonia ideal entre corpo, mente e espírito para me perceber bem-aventurado. Escrevo romances, poesias, canções e literatura infantil, com a variedade de sensações que me habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo as coisas humanas dos humanos. Gosto de perceber-me imperfeito. Isto me faz humilde ao querer me projetar, ao mesmo tempo em que me torna mais condescendente com a fraqueza do outro. Acho que era isso... talvez venha mais... não sei... e estou gostando de não saber tudo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2987422678578183706?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2987422678578183706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2987422678578183706' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2987422678578183706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2987422678578183706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2009/02/la-vamos-nos-outra-vez-sou-assim.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-1671254990625360336</id><published>2008-11-12T03:13:00.001-08:00</published><updated>2008-11-12T03:22:37.123-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Às vezes gostava&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De fazer mais que só me arrepender...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque após a palava dita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Impossível desdizer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entregue a injúria escrita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ilusório desfazer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Às vezes gostava&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De fazer mais que só me arrepender&lt;/strong&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depois da atitude aflita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Improvável esquecer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O alvo da ação maldita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tão raro sobreviver&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Às vezes gostava&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De fazer mais que só me arrepender...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-1671254990625360336?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/1671254990625360336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=1671254990625360336' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1671254990625360336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1671254990625360336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/11/s-vezes-gostava-de-fazer-mais-que-s-me.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2409889770680994730</id><published>2008-10-20T04:54:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T04:58:46.231-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;DEPRESSIVO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;É como se uma voz me atormentasse no íntimo&lt;br /&gt;Cobrando as peças, obras, poesias&lt;br /&gt;Que tenho o dever de escrever, falar, cantar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se minha alma se revirasse em seus gonzos&lt;br /&gt;Levando-me ao delírio de temer a morte próxima&lt;br /&gt;Que leva consigo os meus dons para sete palmos abaixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se toda a luta empregada não bastasse&lt;br /&gt;Todo o pedido formulado não se escutasse&lt;br /&gt;E o corpo bambeasse entre o real desumano&lt;br /&gt;E a desumanidade do sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse burburinho de sons e cores&lt;br /&gt;DE medos e ousadias&lt;br /&gt;Encontro-me muitas vezes só&lt;br /&gt;No abandono de uma mente atormentada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viro-me de um lado a outro&lt;br /&gt;Busco sentido na imprecisão da vida&lt;br /&gt;Bocejo, espreguiço-me&lt;br /&gt;E volto a dormir o sono da indolência.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2409889770680994730?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2409889770680994730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2409889770680994730' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2409889770680994730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2409889770680994730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/10/depressivo-allison-da-silva-ambrsio.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' 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fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das minhas verdades só sei&lt;br /&gt;E tudo o que quero fazer&lt;br /&gt;Viver e amar até morrer&lt;br /&gt;E só por amor renascer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(canção composta por mim aos dezesseis anos de idade, que resolveu visitar minha lembrança por esses dias).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-8205048642563257910?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/8205048642563257910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=8205048642563257910' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8205048642563257910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8205048642563257910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/10/comeando-cedo.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4025516159979635216</id><published>2008-10-18T05:06:00.000-07:00</published><updated>2008-10-18T05:08:07.809-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DEVANEIO AQUÁTICO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando a gente tem muito pra falar e pouca energia para fazê-lo? Acho que foi assim que me senti esses últimos dias. Sei que faz parte do ciclo da vida, essa coisa de você experimentar picos de excitação e porões de angústia. Acordar em uma manhã de chuva, com um brilho radiante de sol nascente em seu rosto, ou então brindar uma manhã de sol com um rosto de velório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses altos e baixos são ótimos para um poeta garimpar suas rimas, disfarçar seus medos, sublimar suas frustrações e ainda assim enlevar espíritos. Mas, nem sempre consigo. Parece que surfo ondas gigantes que me jogam muito fundo, quando quebram ainda no meio do oceano. Nadar em direção à superfície fica às vezes muito difícil. O corpo dói, menos pelas braçadas salvadoras, mais pela queda da crista da onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o processo fica enfadonho. Tanto a onda quanto o enorme buraco onde ela me joga depois. Isso cansa. Dá vontade de ficar boiando na superfície, esperando uma marola piedosa que, sem muito alarde, sem movimentos muito bruscos me acalente, tranqüilize e me desloque suavemente em direção à praia. Que não me cobre esforços ou contrapartidas. Que me leve como uma mão suave que vela o sono infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu sonho com uma prancha colorida, enorme, segura, que me permite estar por cima, manter o controle até o fim, até a areia. Ou então com um escafandro formidável, espaçoso, pleno de oxigênio, que me permite avaliar corretamente o mais profundo abismo onde estou a fim de contemplar as belezas que também ali podem ser encontradas. Os peixes multicores de diversas formas e tamanhos, a flora marítima tão misteriosa e exclusiva. Até me aperceber que qualquer lugar pode ser bom, desde que tenhamos o equipamento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja isso. Talvez eu esteja querendo correr na areia vestido com um escafandro e surfar no fundo do oceano. Difícil de entender? Imagine de explicar... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4025516159979635216?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4025516159979635216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4025516159979635216' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4025516159979635216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4025516159979635216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/10/devaneio-aqutico-sabe-quando-gente-tem.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3347339998130576045</id><published>2008-06-15T13:06:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T13:07:40.330-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;UM ÍMPETO DE AMOR&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Allison S. Ambrósio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que mais enternecem meu coração, ao pensar no meu tempo de menino é a lembrança da minha mãe, Essy da Silva, declamando alguma poesia de um dos seus autores favoritos. Mário Barreto França, Mirthes Matias, Giógia Júnior dentre outros, foram nomes bastante familiares para mim, devido a introdução formal de minha mãe, no início da sua arte: “De Mário Barreto França, A Dádiva de Maggi”; ou “De Mário Barreto França, Gesto Heróico”. E começava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gesto Heróico” era a história de um garoto pobre que conseguira estudar em um colégio muito rigoroso que, ao descobrir que ele havia roubado o lanche de um colega devido a fome terrível que sofria, foi condenado a receber vinte varadas nas costas. O próprio garoto que teve o lanche furtado se dispôs a receber o castigo em seu lugar. Quase em todas as vezes, eu chorava no final da declamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Barreto França era o número um para minha mãe, já que a maioria das poesias que ela declamava eram dele, fosse em uma cerimônia religiosa ou aniversário de alguém. E uma de suas poesias que muito me comove é “Quem Foi Que Me Beijou?”. É a história de uma mulher desclassificada, sem família e sem lar, que fora presa e recolhida à cadeia da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que chegou ali, havia uma missionária, dessas que visitam hospitais e presídios para levar algum conforto aos doentes ou presos. Ao ver a mulher suja e maltratada, com os cabelos desgrenhados e fétidos, sendo quase arrastada pelos guardas que a prenderam, o seu coração se encheu de compaixão e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ímpeto repentino, em meio à confusão e gritos da mulher que estava sendo presa, a missionária conseguiu chegar perto dela, a ponto de dar-lhe um beijo rápido e afetuoso no rosto. Imediatamente a mulher parou de gritar, com os olhos arregalados e uma aparência de quem vira um fantasma e começou a perguntar: quem foi que me beijou? Quem foi que me beijou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que os soldados riem dela, dizendo que só poderia estar ficando louca com tal impressão. Ninguém sequer olharia em sua direção, quanto mais beija-la. A despeito da maldade dos guardas ela continuou a perguntar: quem foi que me beijou? Quem foi que me beijou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia a missionária volta à cadeia, para as visitas costumeiras e, ao encontrar a mulher, agora penteada, vestida e calma revela ter sido ela a autora do beijo redentor. É linda a história e o desfecho melhor ainda. Agradeço aos céus pela mãe que tenho. Sua leveza de interpretação e graça de gestos brindou minha alma com cenas tão lindas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, aquela missionária também influenciou muito a minha vida. Acho, inclusive, oportuno dizer que a história é verdadeira. Fico sempre pensando nesses carinhos gratuitos, nesses rompantes de afeto que temos a capacidade de expressar. Hoje mesmo, ao me lembrar de uma amiga distante, dei-lhe um telefonema. Quando atendeu, eu somente cantarolei: “I just call to say I love you”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chorou de emoção, atribuindo meu gesto a um gesto carinhoso de Deus em sua direção. Já pensou? Eu me tornei, de repente, um instrumento divino para aquela mulher! Foi quando me lembrei que ontem um amigo meu havia me ligado também. “Eu só liguei pra dizer oi”, ele disse e isto me fez tão bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Está dito. Que tal fazermos o mesmo, quantas vezes sentirmos vontade? Por que, ao invés de ligar para dizer coisas ruins, não aprendemos a expressar nosso carinho, nosso amor assim, gratuitamente aos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia ruim não precisa de incentivo. Parece que temos um prazer mórbido de ser os portadores das más novas. Eu hein? Credo! Quero ser bênção, ser cura; não uma voz agourenta que faz as pessoas ficarem mais para baixo do que estavam antes de eu chegar. É gostoso sentir que você foi útil, foi adequado, foi companheiro para alguém. Assim como bendigo as pessoas que têm sido um bálsamo em minha vida, quero retribuir à vida, todas as graças que me concedeu. Como diria Mercedez Soza: “Gracias a la vida que me há dado tanto”. É isso aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3347339998130576045?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3347339998130576045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3347339998130576045' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3347339998130576045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3347339998130576045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/06/um-mpeto-de-amor-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4048609553183882595</id><published>2008-06-15T10:16:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T10:30:12.687-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ME DÁ MEU BONÉ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certos dias em que sinto vontade de gritar igual ao Silvio Brito, um cantor pop dos anos 70s: "Pára o mundo que eu quero descer", inclusive dá pra terminar a frase de sua canção de tantas décadas atrás, "Que eu nao aguento mais ver o Corinthians perder o campeonato..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que me irrita mesmo é a minha incapacidade de "plantar o pé" no cenário musical, evangélico ou secular, da mesma maneira que vejo verdadeiros lixos rítmicos roubando-me os espaços. "Créu, créu, créu, créu!", CREDO! Não bastava o Bond do Tigrão, as popozudas, o Lacraia (vai, lacrai, vai lacraia!!!) e o povo simplesmente bebendo em grandes goles esse trauma que insistem em chamar de sucesso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo que pedi a Deus que me enfartasse a veia da inspiração. Não queria mais compor. Achava uma covardia produzir músicas - modéstia às favas - ricas em conteúdo, poesia e ritmo, para ficarem morrendo comigo, ou então engrossando as rodinhas de farra entre amigos, quando muito, sendo cantadas nas igrejas (único lugar onde realmente me conformo em escutar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste pensar que há tanto para mostrar, tanto para compartilhar, mas as pessoas não estão interessadas. Não se importam com poesia de verdade. Querem apenas balançar, pular, esquecer, sei lá... Querer fugir da vida, pela porta aberta mais próxima que houver. E aparece a mulher melancia, balançando-se de maneira a querer ser sensual para um público sem qualquer senso crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve também um tempo em que achava que todo poeta precisava ser rico, para poder produzir sua obra. Mas, Eliseth Cardoso cantava que  "o poeta só é grande se for triste". Talvez minha tristeza com tudo isso sirva para, pelo menos, me ajudar a compor mais canções. A turma parece só valorizar depois que se morre... Pelo menos tem a Jackie, o Léo, a Julie e a Camile para aproveitarem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4048609553183882595?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4048609553183882595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4048609553183882595' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4048609553183882595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4048609553183882595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/06/me-d-meu-bon-h-certos-dias-em-que-sinto.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-1963932959793977286</id><published>2008-06-12T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T13:02:13.164-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;TEMPO QUE PASSOU&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que passou me fez desaprender&lt;br /&gt;A discernir a vida sem você&lt;br /&gt;Parece que não sei o que é sobreviver&lt;br /&gt;Se ao meu lado eu não lhe ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece até que o sol insiste em brilhar&lt;br /&gt;Mas sem poder a terra aquecer&lt;br /&gt;E a força acabou do brilho do luar&lt;br /&gt;Fazendo todo amor desaparecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que passou me fez observar&lt;br /&gt;Que estamos mais ligados hoje&lt;br /&gt;Que nem importa mais o tempo que virá&lt;br /&gt;Se a gente continuar assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um colo pra dormir, um ombro pra chorar&lt;br /&gt;Uma outra visão pra enriquecer&lt;br /&gt;Alguma chateação, imperfeição normal&lt;br /&gt;Que faz o charme que é viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que virá ainda vai achar&lt;br /&gt;Na terra ternura e carinho&lt;br /&gt;De longe perceber a nossa comunhão&lt;br /&gt;Mantendo o amor em nosso ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Jacqueline Kauffman, a parte mais bonita da minha vida há 21 anos...&lt;br /&gt;Lembrança do dia dos namorados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-1963932959793977286?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/1963932959793977286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=1963932959793977286' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1963932959793977286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1963932959793977286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/06/tempo-que-passou-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-7025338473631723345</id><published>2008-05-28T09:09:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T09:14:10.289-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ME AGUARDEM!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, sei que já faz tempo que não escrevo nada, mas estou a seis mil giros por hora ultimamente! Época de provas, mudança de endereço da comunidade cristã que eu lidero aqui em Floripa (um prédio antigo, muito bonito, no estilo açoreano, na Rua Anita Garibaldi 253 - Centro) entre mil "otras cositas mas"! Aguardem mais um pouquinho que tenho uma porção de assuntos pra compartilhar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-7025338473631723345?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/7025338473631723345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=7025338473631723345' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7025338473631723345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7025338473631723345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/05/me-aguardem-pessoal-sei-que-j-faz-tempo.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-7883098138755168517</id><published>2008-05-12T16:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T16:47:49.440-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A DOR DE MARIA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Allison da Silva Ambrósio*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que o meu coração está perdido&lt;br /&gt;E a minha emoção está dorida&lt;br /&gt;Por tentar achar razão na vida&lt;br /&gt;Para a vida então fazer sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faço para esconder meu medo&lt;br /&gt;De este segredo ser contado&lt;br /&gt;Se é pecado ou se é culpa&lt;br /&gt;Se é temor ou aflição&lt;br /&gt;Os caminhos tão complexos da minha razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto o sol e sinto frio, sinto-me tão só&lt;br /&gt;Me abandono, me humilho em cinza, saco e pó&lt;br /&gt;E me viro para um lado, e me viro para o outro&lt;br /&gt;Perguntando a Jeová qual o sentido&lt;br /&gt;De ter nascido...&lt;br /&gt;De ter vivido...&lt;br /&gt;De ter morrido a esperança de algo bom&lt;br /&gt;E eu ter ficado pra ajuntar os cacos&lt;br /&gt;Os poucos farrapos&lt;br /&gt;Do que me restou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;* Essa é a idéia que compus para Maria explicar a dor que está sentindo. É o segundo dia, desde que seu filho fora crucificado. A canção vem após Maria Madalena tentar encorajá-la a reagir, a ver o sentido da morte de Cristo para a humanidade. Mas, tente consolar o coração de uma mãe, ao ver seu filho sendo moído e injustamente assassinado, ainda que fosse o Filho de Deus! Será uma ópera. Penso que é o meu grande projeto antes de partir...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-7883098138755168517?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/7883098138755168517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=7883098138755168517' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7883098138755168517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7883098138755168517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/05/dor-de-maria-allison-da-silva-ambrsio.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-724488226337748345</id><published>2008-05-11T05:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T05:34:36.435-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;CANTAR PARA CONTAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anápolis, Goiás. O ano era 1980. Mais ou menos meio dia, do que seria o último no congresso da juventude Batista Nacional. Foi maravilhoso. Minha canção fora escolhida como hino oficial aquele ano. “&lt;em&gt;Ergue a tua voz, o mundo ouvirá/ Que Deus é a paz e quer salvar/ Onde Ele mandar, ergue a tua voz/ Se Deus é por nós, quem nos deterá?&lt;/em&gt;”.Além de todos os amigos que vieram comigo no ônibus fretado pela igreja, o Jesiel veio dirigindo o seu Opala branco neve, acompanhado do inseparável amigo Zuca, do Bia e do Celso Azevedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto o Bia, com quem eu não tinha um relacionamento muito aprofundado, pela ordem de amizade e caminhada viriam o Jesiel, o Zuca e o Celso.Éramos muito amigos, sendo uns mais chegados que outros. Jesiel fazia uma espécie de ponte entre todos nós, embora eu e o Zuca tivéssemos uma agenda à parte. Celso Azevedo era meu amigo musical, uma vez que sempre gostei de ouvi-lo tocar o seu violão Folk 12, com uma das cordas “G” oitavadas. Os acordes que o Celso fazia eram celestiais, enriquecedores e de muito bom gosto. Éramos amigos o suficiente para que eu acreditasse que daria certo um plano que estava concebendo em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que numa igreja de Anápolis haveria a apresentação do Oratório O Messias, de Haendel. O coral e a orquestra de lá eram competentes o suficiente para executar essa obra universal belíssima. Claro que eu queria ouvir! Procurei o Jesiel, o dono do carro, para tentar acomodar as coisas. Um Opala comporta tranquilamente cinco pessoas. Carro confortável e macio, nem sentiria a diferença em carregar um passageiro como eu, pesando apenas sessenta e três quilos (bons tempos aqueles...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesiel concordou, principalmente por saber da minha paixão por grandes apresentações de corais. Os motivos dele eram bem outros. As garotas da igreja eram bem engraçadinhas e os meninos estavam muito desejosos de ouvir um... oratório! Com o Zuca não haveria problema. O Bia, irmão mais novo do Jesiel, naquele tempo não tinha muito “querer”, como diria minha mãe. Tudo correu bem, até chegar no Celso.Acostumado a conforto Celso bateu o pé, não querendo que eu fosse com eles. Alegou que a viagem seria incômoda (afinal, cento e dez quilômetros, a cento e vinte por hora é algo terrível!), que ele não gostava de viajar apertado e coisas assim. Se fosse para eu ir junto, ele preferiria voltar no ônibus da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de argumentações insistentes sem resultado e, apesar de saber que tudo era apenas egoísmo infantil do Celso, agradeci ao Jesiel pela boa intenção da carona, mas decidi que não valeria à pena. Depois, se alguém tivesse que voltar no ônibus em meu lugar, eu ficaria tão constrangido que estragaria toda a viagem.Despedi-me deles e os observei se afastando, em direção ao centro da cidade, enquanto o motorista do ônibus guardava as últimas malas. Quando a porta do coletivo se fechou, a raiva que eu sentia pelo Celso era tamanha, que questionei até os motivos de ter feito aquela viagem. Como poderia sair de um congresso que se propunha espiritual, com aquela vontade louca de esganar alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigi–me às últimas poltronas. Havia um casal de namorados, que provavelmente tinham começado o relacionamento no congresso. Sentei-me no lado oposto, na janela. A viagem começou e eu nem percebi. Do jeito que me sentia, o casal poderia ter pintado e bordado ali do meu lado e eu nem notaria. Minha mente parecia querer me massacrar um pouco mais, lembrando-me alguns trechos do oratório. “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pois o Senhor onipotente reina... Rei dos Reis... Aleleuia, aleluia, aleluia... ALE... Luiáááá!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”. Ai, que vontade de esganar o Celso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha tortura mental só foi interrompida por uma discussão que comecei a notar ao meu lado. O casal que iniciou a viagem aos beijos e abraços, parecia não se entender do meio para o final. Embora tentassem disfarçar sufocando um pouco a voz, era certo que estavam brigando. E a discussão foi ficando acalorada, a ponto de o rapaz se levantar de repente, indo sentar-se lá na frente do ônibus, deixando a garota chorando sozinha perto de mim. Foi bom. Só assim tirei a atenção do meu problema e comecei a pensar que havia outras pessoas com suas dores particulares. Todos são complicados. Uns mais, outros menos, porém todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a pensar na forma de consolar a menina. Nada espiritual, admito. Linda, cabelos claros e encaracolados, até o seu choro parecia melodia aos meus ouvidos. Olhei na direção do rapaz. “Tão idiota, meu Deus!”, pensei enquanto tirava a capa do violão. Quando me dei conta, já estava viajando naquelas lágrimas que brotavam do rosto angelical de adolescente. As maçãs de sua face estavam ainda mais rosadas, enquanto olhava perdida para o campo que corria ao lado de sua janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiros acordes. Leva a mão ao rosto e enxuga de forma decidida o que poderia ser sua última lágrima pelo tolo que a abandonou ali. “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quando o choro é uma arma de escape...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, me escutei cantando numa altura suficientemente audível para ela. Ela voltou de seus pensamentos, baixando lentamente a cabeça, virando-se em minha direção. “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quando não há mais razão pra o seu viver...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, um misto de interesse e intriga fez seus olhos brilharem. “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quando a frustração te invade, quando o coração se abate...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, assentiu com a cabeça, como quem pergunta: “como é que ele sabe que é exatamente assim que me sinto?”. “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quando a morte parece o único jeito pra você&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, ela arregalou os olhos pela gravidade e exagero da frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a rir da situação tão trágica, tão fora de qualquer possibilidade. Ainda mais, por causa de um borra-botas qualquer, sem competência para manter um relacionamento.“Tem caneta e papel?”, minha pergunta pareceu pegar-lhe de surpresa. “É que a inspiração está chegando e se eu não me apressar, posso perder uma bela canção”. “Você é compositor?”, perguntou na tentativa de ganhar tempo, enquanto vasculhava com rapidez a sua bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou o que queria. Uma caneta que comprara como lembrança do congresso. Antes de estendê-la para mim, completei: “pode ir escrevendo enquanto eu canto?”, ela assentiu, sentando-se melhor ao meu lado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Olhe em volta, veja a criação, contemple o céu e a imensidão &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E verá que existe uma chama de luz &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E todo problema, todo dilema, todo medo, todo segredo &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não se esqueça: Conte pra Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, lá estava eu, consolando a menina, falando um pouco sobre como as contingências nos pegam de surpresa. Não sei se falava aquilo por sua causa ou por causa do Celso e toda aquela história de voltar apertado para casa. Espiritual pra caramba, coloquei um pouco do determinismo estratégico que costumamos usar para entender as coisas como que manejadas por Deus, para desembocar justamente naquele momento. Foi com uma ladainha dessas que, logo após o ônibus encostar em Brasília, o jovem saiu em direção a sua casa e eu fiquei. Com a garota e a nova canção! Ai, que vontade de dar um abraço no Celso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados alguns meses, com a raiva acalmada pelo rápido namoro com a menina do ônibus, precisei conversar com o Paulo Azevedo, pai do Celso. Ele não estava, mas o som melodioso e envolvente do Folk já anunciava a presença do seu dono. “E aí negão, tá com raiva ainda?”, aquela voz anasalada do Celso parecia ainda mais engraçada quando ele queria rir da cara de alguém. Contei pra ele os motivos pelos quais não poderia alimentar raiva dele. A viagem, diferente do que pensei, foi maravilhosa, com resultados melhores ainda. Falei da canção que compus, o que o motivou a pedir que eu cantasse pra ele escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendeu o seu violão em minha direção e foi assim que toquei pela primeira vez em um violão de doze cordas. Ele gostou muito da canção. Mais ainda da história que a envolvia. Depois, sugeriu que eu personalizasse mais a história. Como fazer isto? Ele continuou de onde eu parei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quando choro, dou vazão a um sentimento &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De, talvez, insegurança ou desilusão... &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que captei a idéia, mudei o rumo da melodia para dar mais força ao momento de dor que propunha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A vida parece estranha, sentindo uma dor tamanha &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E às vezes até me arrependo de ter um coração... &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui muito trágico. Acho que aprendi a acentuar minhas histórias com uma dose maciça de fatalismo, de tanto ouvir as histórias do meu pai. Ele sempre foi para mim a personificação de um Macbeth, de Shakspeare. O Celso riu do meu drama, mas gostou do rumo que dei ao testemunho. Para seguir a mesma linha melódica anterior, sem perder o tempo da música, fomos logo à resposta para a crise:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A resposta aos anseios meus, não vem de homens, pois é dom de Deus &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que me outorga a liberdade em uma cruz &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Adeus melancolia, sinto alegria, o que há muito eu não sentia &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Meus problemas, deixei com Jesus! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a redenção do meu amigo. Depois do que me fez, achei que não merecia perdão. Mas, depois de me deixar tocar em seu violão, além de me ajudar com uma bela canção que surgiu de todo aquele imbróglio, me dei conta que gostava mais dele do que ele próprio seria capaz de desfazer. A menina da história foi embora da minha vida, tão rapidamente quanto entrou. Mas, a canção que ficou continua a sensibilizar corações e trazer esperança para muita gente. Ah, que vontade de abraçar o Celso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-724488226337748345?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/724488226337748345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=724488226337748345' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/724488226337748345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/724488226337748345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/05/cantar-para-contar-allison-da-silva.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4823807185090194078</id><published>2008-05-09T08:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T08:04:06.717-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;É A VIDA (parte II)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo flui, e tudo só apresenta uma imagem passageira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O próprio tempo passa com um movimento contínuo, como um rio... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que foi antes já não é, o que não tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vês a noite, próxima do fim, caminhar para o dia, e à claridade do dia suceder a escuridão da noite... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não vês as estações do ano se sucederem, imitando as idades de nossa vida? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com efeito, a primavera, quando surge, é semelhante à criança nova... a planta nova, pouco vigorosa, rebenta em brotos e enche de esperança o agricultor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo floresce. O fértil campo resplandece com o colorido das flores, mas ainda falta vigor às folhas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entra, então, a quadra mais forte e vigorosa, o verão: é a robusta mocidade, fecunda e ardente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chega, por sua vez, o outono: passou o fervor da mocidade, é a quadra da maturidade, o meio-termo entre o jovem e o velho; as têmporas embranquecem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vem, depois, o tristonho inverno: é o velho trôpego, cujos cabelos ou caíram como as folhas das árvores, ou, os que restaram, estão brancos como a neve dos caminhos.Também nossos corpos mudam e sem descanso... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E também a natureza não descansa e, renovadora, encontra outras formas nas formas das coisas. Nada morre no vasto mundo, mas tudo assume aspectos novos e variados... todos os seres têm suas origens noutros seres. Existe uma ave a que os feníciosdão o nome de fênix. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se alimenta de grãos ou ervas, mas das lágrimas do incenso e do suco da amônia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando completa cinco séculos de vida, constrói um ninho no alto de uma grande palmeira, feito de folhas de canela, do aromático nardo e da mirra avermelhada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali se acomoda e termina a vida entre perfumes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De suas cinzas, renasce uma pequena fênix, que viverá outros cinco séculos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim também é a natureza e tudo o que nela existe e persiste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Última parte do texto METAMORFOSES, de Ovídio)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4823807185090194078?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4823807185090194078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4823807185090194078' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4823807185090194078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4823807185090194078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/05/vida-parte-ii-no-h-coisa-alguma-que.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-6426487593707644777</id><published>2008-05-09T07:57:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T08:07:35.619-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;É A VIDA!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"A glória dos mortais num só dia cresce,&lt;br /&gt;Mas basta um só dia , contrário e funesto,&lt;br /&gt;para que o destino, impiedoso, num gesto&lt;br /&gt;a lance por terra e ela, súbito, fenece"&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;( Píndaro)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"O vento, achuva, o sol, o frio&lt;br /&gt;Tudo vai e vem, tudo vem e vai".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Orides Fontela)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"Como a vida muda.&lt;br /&gt;Como a vida é muda.&lt;br /&gt;Como a vida é nuda.&lt;br /&gt;Como a vida é nada.&lt;br /&gt;Como a vida é tudo.&lt;br /&gt;Como a vida é senha de outra vida nova&lt;br /&gt;Como a vida é vida ainda quando morte&lt;br /&gt;Como a vida é forte em suas algemas.&lt;br /&gt;Como a vida é bela&lt;br /&gt;Como a vida vale mais que a própria vida sempre renascida".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto&lt;br /&gt;É como se abrisse o mesmo livro&lt;br /&gt;Numa página nova..."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Mário Quintana)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"O encanto&lt;br /&gt;Sobrenatural&lt;br /&gt;que há nas coisas da natureza!&lt;br /&gt;se nela algo te dá&lt;br /&gt;encanto ou medo,&lt;br /&gt;não me digas que seja feia ou má,&lt;br /&gt;é, acaso, singular... "&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Idem)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"Eu fico com a pureza&lt;br /&gt;das respostas das crianças:&lt;br /&gt;É a vida. E é bonita, e é bonita!"&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Gonzaguinha)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-6426487593707644777?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/6426487593707644777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=6426487593707644777' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6426487593707644777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6426487593707644777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/05/vida-glria-dos-mortais-num-s-dia-cresce.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2989979229204976895</id><published>2008-04-28T08:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T04:31:19.707-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;EURICO, O PRESBÍTERO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Resolvi postar em seções diferentes, vários trechos de uma linda obra da literatura universal: O Presbítero, de Alexandre Herculano, escrito pela primeira vez em 1843. Aliás, este mês de abril foi marcado para mim pela leitura de apenas livros daquele século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive o prazer de ler a segunda parte do livro de Victor Hugo, "Os Miseráveis" (a primeira eu li no mês anterior, sugestão do Ricardo Gondim), cujo processo de escrita começou em 1824, terminando somente em 1853.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois li o delicioso livro  "Inocência", do Visconde de Taunay, escrito também no século dezenove (1872). Conta a linda história de Cirino, jovem médico prático de interior que se apaixona perdidamente por Inocência, uma caboclinha com a pureza de uma criança e a beleza de uma mulher. Há momentos de ternura, suspense, graça e, como não deve faltar à uma obra clássica sobre o amor, alguma tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro "O Presbítero", Eurico é um homem rico, carismático e generoso. Apaixona-se por Hermengarda, filha de Fávila, Duque de Cantábria e irmã do célebre Pelágio. Sendo menos nobre que a família de sua amada, Eurico foi impedido de levar adiante esse amor, vendo sua Hermengarda ser-lhe tirada sem dó pelo pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor da perda foi tão severa em seu coração, que ele decide então ingressar no mundo religioso, tornando-se o presbítero de uma pequena vila, perto do mar. De coração generoso, além de ser um poeta vigoroso, ele passa a escrever sobre a dor do amor, as coisas da vida, sempre a partir da ótica cristã. São verdadeiros salmos que ele escreve, na solidão de suas frustrações e no amargor de sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se isso aqui se propunha a ser apenas uma introdução aos seus escritos, imaginem vocês o que vêm por aí! Vou até esperar um pouco, depois de postar o primeiro, pra ver se vocês desejam mais uns trechos, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I - O CORAÇÃO DO PRESBÍTERO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O presbítero Eurico era pastor da pobre paróquia de Cartéia. Descendente de uma antiga família bárbara, gardingo na corte de Vítiza, vivera os ligeiros dias da mocidade no meio dos deleites da opulenta Toletum. Rico, poderoso, gentil, o amor viera, apesar dissoquebrar a cadeia brilhante da sua felicidade. Namorado de Hermengarda, filha de Fávila, Duque de Cantábria, o seu amor fora infeliz. O orgulhoso Fávila não consentira que o menos nobre gardingo pusesse tão alto a mira de seus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mil provas de um afeto imenso, de uma paixão ardente, o moço guerreiro vira submergir todas as suas esperanças. Eurico era uma dessas almas ricas de sublime poesia a que o mundo deu o nome de imaginações desregradas, porque não é para o mundo entendê-las. Desventurado, o seu coração de fogo queimou-lhe o viço da existência ao despertar dos sonhos de amor que o tinham embalado. A ingratidão de Hermengarda, que parecera ceder sem resistência à vontade de seu pai, e o orgulho insultuoso do velho prócere deram em terra com aquele ânimo, que o aspecto da morte não seria capaz de abater. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melancolia que o devorava, consumindo-lhe as forças, fê-lo cair em longa e perigosa enfermidade, e, quando a energia de uma constituição vigorosa o arrancou das bordas do túmulo, semelhante ao anjo rebelde, os toque belos e puros do seu gesto formoso e varonil transpareciam-lhe a custo através do véu de muda tristeza que lhe entenebrecia a fronte. O cedro pendia fulminado pelo fogo do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma destas revoluções morais que as grandes crises produzem no espírito humano se operou então no moço Eurico. Educado na crença viva daqueles tempos, naturalmente religioso porque poeta, foi procurar abrigo e consolações aos pés de Aquele cujos braços estão sempre abertos para receber o desgraçado que neles vai buscar o derradeiro refúgio. Ao cabo das grandezas cortesãs o pobre gardingo encontrara a morte do espírito, o desengano do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cabo da estreita senda da cruz acharia ele, porventura, a vida e o repouso íntimos? Era este o problema, no qual se resumia todo o seu futuro, que tentava resolver o pastor do pobre presbitério da velha cidade do Calpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova existência de Eurico tinha modificado, porém não destruído, o seu brilhante caráter. A maior das humanas desventuras, a viuvez do espírito, abrandara, pela melancolia, as impetuosas paixões do mancebo e apagara nos seus lábios o riso do contentamento, mas não pudera desvanecer no coração do sacerdote os generosos afetos do guerreiro, nem as inspirações do poeta. O templo havia santificado aqueles, moldando-os pelo Evangelho, e tornado mais solenes, alimentando-as com as imagens e sentimentos sublimes estampados nas páginas sacrossantas da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entusiasmo e o amor tinham ressurgido naquele coração que parecera morto, mas transformados; o entusiasmo em entusiasmo pela virtude; o amor em amor dos homens. E a esperança? Oh, a esperança, essa é que não renascera!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2989979229204976895?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2989979229204976895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2989979229204976895' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2989979229204976895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2989979229204976895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/eurico-o-presbtero-resolvi-postar-em.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4871576378586759188</id><published>2008-04-28T04:32:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T04:33:57.119-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;APENAS CINCO SEGUNDOS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco segundos. Talvez menos que isto. Foi o tempo que levei para viver uma experiência que, de tão negativa e desastrosa custou-me vários dias de reflexão e arrependimento. Dessas idiotices que fazemos por nos perceber mais espertos que a média, mais rápidos ou mais estrategistas que os tristemente definidos como medianos, outros, comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, seria apenas uma pequena manobra, em um trânsito fácil, lento, próximo ao de uma cidadela do interior. O carro dirigido por mim tinha força suficiente para executá-la a contento, antes mesmo de oferecer qualquer perigo. Foi o que pensei, ao consultar o espelho retrovisor, sem atentar para o veículo que já entrava atrás do meu, no sentido transversal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma batida forte, rápida e, graças à Providência Divina, sem nenhum dano à integridade dos motoristas envolvidos. No outro carro, uma mulher aflita, atônita, desesperada por outros graves motivos, aos quais viria a agregar-se esse novo, por mim criado. Estava em diligência assustada, angustiada pelo filho que se achava atrás das grades. Com o marido trabalhando em outro Estado e a filha estudando naquele período da manhã, a jovem senhora encontrava-se sozinha para funcionar ao mesmo tempo como chefe de família, dona de casa, assistente de defesa, motorista e ainda fazer vezes de estagiária de advocacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moço, me ajude, por favor!- disse aterrorizada. - Não me abandone aqui! Não vá embora! Eu fiz tudo certinho. Esperei o senhor passar. Juro que não foi culpa minha! Lágrimas caudalosas jorravam de seus olhos, enquanto produzia frases entrecortadas pelas golfadas de ar que buscavam o seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi perdão, reconheci meu erro, assumi a responsabilidade pelo acidente. Queria, sabe Deus o quanto, nunca estar vivendo aquela situação, aquele momento estanque, aqueles lapsos aflitivos de um acidente causado por minha imprudência. Tirei-a do carro, liguei para a polícia e solicitei entre os curiosos ao redor, alguém que providenciasse um pouco de água para a mulher agitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo resolvido, já mais calma e confiante, ela me explicou um pouco de seu sofrimento e da impossibilidade de estar parada ali naquele momento, com tantas providências para tomar. Compreendeu com a minha explicação que nenhum de nós gostaria de viver aquilo, embora fosse uma contingência possível aos que dirigem, aos que vivem. Viver sem sobressaltos eventuais só é possível àqueles que não se movem, que mal respiram, que não saem nunca do mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se ter mais cuidado, mais prudência. Um segundo olhar mais atento pode prevenir uma tragédia. Uma segunda reflexão pode evitar uma precipitação apaixonada e infeliz. O outro lado da face agredida, ao ser oferecido pela vítima, conforme o ensino de Cristo nos dará tempo para pensar antes de agir, antes de gerar um desfecho pior que o agravo recebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco segundos. Quiçá, menos que cinco. Mas, tempo suficiente para alterar todo aquele dia, toda aquela semana e, ainda hoje, vários dias depois, me fazer pensar que tudo poderia ser evitado, se tão somente eu o tivesse gasto no essencial: pensar antes de agir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4871576378586759188?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4871576378586759188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4871576378586759188' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4871576378586759188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4871576378586759188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/apenas-cinco-segundos-allison-da-silva.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3455600700446401338</id><published>2008-04-28T04:31:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T04:43:44.782-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A CÉU ABERTO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não me pergunte agora&lt;br /&gt;Por que ainda a minha alma chora&lt;br /&gt;Pode ser a dor que não senti&lt;br /&gt;Pode ser o amor que eu não vivi&lt;br /&gt;Pode ser o medo do amanhã que aflora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não cobre coerência&lt;br /&gt;De quem não discerne a existência&lt;br /&gt;Que desde o início faz questão&lt;br /&gt;De mostrar que a última estação&lt;br /&gt;Chega sempre sem acepção ou clemência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra voltar e corrigir&lt;br /&gt;Nem para esquecer, tentar fugir&lt;br /&gt;Após tanto tempo ainda mentir&lt;br /&gt;Não fará qualquer sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado só é por passar&lt;br /&gt;Morte é renascer noutro lugar&lt;br /&gt;E se o futuro ainda não bastar&lt;br /&gt;Bem melhor não ter nascido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, só se preserve perto&lt;br /&gt;Pois nem mesmo disto estou certo&lt;br /&gt;Posso precisar da sua mão&lt;br /&gt;Me ajudando na investigação&lt;br /&gt;Ou pra carregar o meu caixão&lt;br /&gt;A céu aberto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3455600700446401338?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3455600700446401338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3455600700446401338' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3455600700446401338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3455600700446401338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/cu-aberto-allison-da-silva-ambrsio-por.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3669393260217439424</id><published>2008-04-25T08:18:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T05:00:03.842-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;SERVIÇO DE APOIO AO CONSUMIDOR&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(recebi via internet e achei interessante!)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prezado Técnico&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [Bebê.exe] que ocupa muito espaço no HD. Por outro lado, o [Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer aplicativo. Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3], [Noite_De_Farra 2.5] ou [ Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado [Sogra 1.0] aparece, encerrando Abruptamente a execução de um comando. Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o espaço ocupado pelo [Esposa 1.0] quando estou rodando meus aplicativos preferidos. Sem falar também que o programa [Sexo 5.1] sumiu do HD. Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava antes, o [Noiva 1.0], mas o comando [ Uninstall.exe] não funciona adequadamente. Poderia ajudar-me? Por favor!&lt;br /&gt;Ass: Usuário Arrependido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESPOSTA&lt;/strong&gt;: Prezado Usuário Arrependido,&lt;br /&gt;Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria das vezes, a um erro básico de conceito: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;muitos usuários migram de qualquer versão [Noiva 1.0] para [Esposa 1.0] com a falsa idéia de que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema operacional completo, criado para controlar todo o sistema! É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão [Noiva 1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1.0], como o [Filhos.dll], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao [Noiva 1.0] porque [Esposa 1.0] não foi programado para isso. Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida instalar a [Noiva Plus] ou o [Esposa2.0], mas passaram a ter mais problemas do que antes (leia os capítulos 'Cuidados Gerais' referente a ' Pensões Alimentícias' e 'Guarda das Crianças' do software [CASAMENTO].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores soluções é o comando [DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se travar o micro. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para melhorar a rentabilidade do [Esposa1.0], aconselho o uso de [Flores 5.1], [ Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3]. Os resultados são bem interessantes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3], [Antiga_Namorada 2.6] ou [Turma_Do_Chopp 4.6], pois não funcionam depois de ter sido instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis no sistema. Com relação ao programa [Sexo 5.1] esquece! Esse roda quando quer. Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o [Esposa1.0] a orientação seria: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter a certeza de que é capaz de usá-lo! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora.... Boa sorte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3669393260217439424?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3669393260217439424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3669393260217439424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3669393260217439424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3669393260217439424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/servio-de-apoio-ao-consumidor-recebi.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-4430977061701197914</id><published>2008-04-25T08:14:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T05:00:20.843-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;PACIÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joga um Rei de Paus, um Valete de Ouro&lt;br /&gt;Enquanto chega a conta do armazém&lt;br /&gt;Esse Dez de Copas não cabe na trinca&lt;br /&gt;A mulher espera outro neném&lt;br /&gt;E o tempo passa, meu filho não passa&lt;br /&gt;Nem naquela prova do ENEM&lt;br /&gt;Paciência, paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No noticiário, um ladrão otário&lt;br /&gt;Esqueceu ligado o celular&lt;br /&gt;Pega aquele cinco, traz uma meiota&lt;br /&gt;Com bastante boldo pra amargar&lt;br /&gt;Já nasci cansado de ser enganado&lt;br /&gt;De me debater até cansar&lt;br /&gt;Paciência, paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã eu pulo às dez pras cinco&lt;br /&gt;Se preciso eu durmo no portão&lt;br /&gt;A vaga de vigia já é minha&lt;br /&gt;Antes que outro esperto meta a mão&lt;br /&gt;Só não é carteira assinada&lt;br /&gt;O patrão precisa economizar&lt;br /&gt;Embaralha as cartas novamente&lt;br /&gt;Porque essa mão está devagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência, paciência...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-4430977061701197914?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/4430977061701197914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=4430977061701197914' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4430977061701197914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/4430977061701197914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/pacincia-allison-da-silva-ambrsio-joga.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-7010420579051827556</id><published>2008-04-25T08:13:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T05:00:37.267-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;em&gt;APAGUE A LUZ DO DIA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apague a luz do dia, está me irritando&lt;br /&gt;A claridade fria que está fazendo&lt;br /&gt;Traz um remédio que conforte a alma&lt;br /&gt;Que cala e acalma o que está doendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suprima o sorriso, está incomodando&lt;br /&gt;Essa alegria que está trazendo&lt;br /&gt;Faz um lamento que enferme a alma&lt;br /&gt;Que revele o trauma que estou tendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não cansou de viver de amor&lt;br /&gt;Não sabe nada e nunca soube&lt;br /&gt;Que a alma encerra os gritos roucos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos carinhos mil que são sempre poucos&lt;br /&gt;E da solidão que provoca a dor&lt;br /&gt;Por uma paixão que nunca houve&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-7010420579051827556?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/7010420579051827556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=7010420579051827556' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7010420579051827556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7010420579051827556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/apague-luz-do-dia-allison-da-silva.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3670330174828088194</id><published>2008-04-25T08:09:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T05:01:08.967-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;UMA CONVERSA SOBRE CASAMENTO*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Casamento. Quase todos os meus conhecidos tinham problemas nesse setor. Alguns tinham problema para entrar, outros para sair. Minha geração encarava o assunto como se fosse um crocodilo originário de algum brejo. Habituei-me a ir a casamentos, cumprimentar os noivos e ficar um tanto surpreso quando via o marido poucos anos depois em um restaurante em companhia de uma mulher mais jovem, que ele me apresentava como uma amiga. “Já me separei de Fulana”, acrescentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que temos tais problemas? Perguntei isso a Morrie. Tendo levado sete anos para pedir Janine em casamento, fiquei me indagando se as pessoas da minha geração não estariam sendo mais cuidadosas do que as que vieram antes, ou quem sabe mais egoístas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, tenho pena da sua geração – ele disse. – Nesta cultura é muito importante estabelecer uma relação amorosa com alguém, porque de um modo geral a cultura não nos dá isso. Mas a rapaziada de hoje ou é muito egoísta para entrar numa relação amorosa verdadeira, ou corre para o casamento e seis meses depois se divorcia. Eles não sabem o que querem em um parceiro. Nem sabem quem eles são. E, sendo assim, como podem saber com quem estão se casando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlotte e Morrie, que se conheceram quando estudantes estavam casados há quarenta e quatro anos. Eu os observo agora, quando ela lembra a ele a hora de tomar remédios, ou acaricia-lhe o pescoço, ou fala sobre um dos filhos. Trabalharam como uma equipe, muitas vezes não precisando mais do que um olhar silencioso para compreender o que o outro pensava. Charlotte é uma pessoa particular, própria, diferente de Morrie, mas sei quanto ele a respeita. Às vezes, quando conversávamos, ele dizia, “Charlotte pode não gostar se eu revelar isso”, e encerrava a conversa. Eram as únicas ocasiões em que ele se fechava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma coisa aprendi sobre o casamento – disse ele. – É como se nos submetêssemos a um teste. Descobrimos quem somos, quem a outra pessoa é e como nos entrosamos ou não.&lt;br /&gt;- Existe algum processo para saber se um casamento vai dar certo?&lt;br /&gt;- As coisas não são simples assim, Mitch – respondeu ele, sorrindo.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Mesmo assim, há algumas normas aplicáveis a amor e casamento: se não respeitarmos a outra pessoa, vamos ter muitos problemas. Se não soubermos ceder aqui e ali, vamos ter muitos problemas. Se não conseguirmos falar abertamente sobre o que está acontecendo entre os dois, vamos ter muitos problemas. E se não tivermos um conjunto de valores em comum com a outra pessoa, vamos ter muitos problemas. Os valores devem ser semelhantes.&lt;br /&gt;- Sabe qual é o mais importante desses valores, Mitch?&lt;br /&gt;- Diga.&lt;br /&gt;- Acreditar na importância do seu casamento.&lt;br /&gt;Respirou fundo e fechou os olhos por um instante.&lt;br /&gt;- Pessoalmente – suspirou com os olhos ainda fechados -, considero o casamento como uma coisa muito importante, e quem não o tentar não sabe o que está perdendo.&lt;br /&gt;Encerrou o assunto citando o poema que tinha na conta de uma prece: “Amen-se ou pereçam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;* Extraído do livro “A Última Grande Lição”, de Mitch Albom, um repórter esportivo que acompanhou passo a passo os últimos dias de vida de seu professor, transformando essa experiência em um belo livro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3670330174828088194?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3670330174828088194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3670330174828088194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3670330174828088194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3670330174828088194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/uma-conversa-sobre-casamento-casamento.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3993150209217085299</id><published>2008-04-25T08:08:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T05:01:29.833-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;PASSEANDO DE ZEBRINHA NA CAPITAL FEDERAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de o avião pousar em Brasília, eu pude observar aquela vegetação típica do cerrado, do planalto distrital, com sua terra vermelha seca e organização irritante. O diferencial desta vez foi o transporte que utilizei para ir ao encontro do meu cunhado, no final da avenida W3 norte – o microônibus da cidade, chamado carinhosamente de “zebrinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a aproximação do início da “Asa Sul”, parte que delimita o formato de avião que tem o Plano Piloto, minhas emoções emergiram densamente. A Escola Classe 316 Sul, onde estudei os primeiros anos e para onde ia a pé, desde a ponta da Avenida L2 Sul. O primeiro registro oficial de uma composição que fiz é uma paródia em homenagem àquela escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, o coletivo dobrou à direita, entrando na avenida W3 Sul. Palco de doces e delicadas lembranças, em seu início vê-se o Pão de Açúcar, já presente em minhas lembranças de menino, embora muito mais sujo hoje que há vinte e quatro anos, quando deixei a cidade. Atrás do ponto de ônibus instalou-se uma espécie de feira livre e permanente, onde os menos afortunados procuram salvar-se como podem, vendendo quinquilharias descartáveis e frutas suspeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançando mais pela avenida, encontrei o prédio onde funcionava o Ristorante Cazebre 13, na época a mais tradicional casa de massas em Brasília. Cedera lugar a alguma coisa feia, que não consegui discernir o que era. Passei pelo posto de saúde 08, para onde fui com meus irmãos, receber vacina contra varíola. Eloine, apesar de ser minha irmã mais velha era sem dúvida alguma a mais medrosa. Esboçava certa coragem, na medida em que chegávamos ao posto de saúde. Porém, bastavam faltarem duas ou três crianças a sua frente para se dirigir novamente ao fim da fila. No final foi preciso segurá-la para ser vacinada, ou melhor, para receber aquelas pequenas cutucadas no braço direito, o que não doía absolutamente nada, como no final constatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri comigo mesmo, deleitando-me naquela lembrança pitoresca. Procurei por magazines famosos da época, mas não os encontrei. Aqui e ali, perdido entre outras marcas recentes é que algum letreiro me empurrava de volta ao passado, já que palmilhei por muito tempo aquelas calçadas, como menor aprendiz, office boy e escrevente auxiliar, minha última atividade profissional antes da maioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E logo estava diante do Cartório do Primeiro Ofício de Notas Maurício de Lemos, agora um prédio exuberante de esquina, bem diferente das instalações onde trabalhei, primeiro nas máquinas copiadoras da frente da loja, depois como escrevente auxiliar de dois escreventes juramentados – Vagner e Rui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palco de muitas travessuras, o Cartório também contribuiu para minha nostalgia no banco da zebrinha. Minhas idas até aos clientes mais abonados, que obrigavam o Cartório a se deslocar e não eles. Lembrei de Dona Odila Campos Maia, nome jamais esquecido, a quem fui atender no Heron Brasília Hotel. Levei os livros cartoriais, volumes enormes, negros e pesados, para que ela assinasse a mais algumas escrituras definitivas, de novas propriedades adquiridas na capital federal.&lt;br /&gt;“Allison meu filho”, disse ela, “sei que o dinheiro é a raiz de todos os males. Porém, prefiro sofrer dentro de um Jaguar que num ônibus circular lotado”. Como em narrações de Futebol, essa frase era a senha para se tragar mais um gole de Contreau, que ela dispunha próximo a seu braço, entre uma assinatura e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se aproximando do final da avenida W3 Sul estava o hospital Sarah Kubitschek, último prédio antes do setor comercial sul, onde trabalhei em vários escritórios de advocacia. O cenário estava pouco alterado. Muito sujo, apesar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, o microônibus mergulhou sob os viadutos que entremeiam as asas do Plano Piloto, indo à direção da Asa Norte e outra série de lembranças igualmente doces. O edifício Brasília Rádio Center, ao lado da Rede Globo Brasília à esquerda. À direita pude perceber o curso alfa, onde estudei por um semestre apenas e sai, por causa de um boato de que o mesmo não seria reconhecido pelo MEC. Soube pouco depois que era mentira. Embarcar nessa história custou-me quase vinte anos de formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei o escritório da Ferralumi, empresa de um grande amigo meu, o já falecido Jesiel Pereira Raimundo. Perto dali havia uma pastelaria, aonde íamos aos fins de tardes saborear pastéis de queijo, acompanhados de um suco de ameixas delicioso que eles serviam. Eu dirigia uma kombi da empresa, indo buscar os perfis de alumínio comprados no setor de indústria. Voltava escutando no rádio ao programa do Néri da Silveira, “Ao Cair da Tarde”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que comecei, irei terminar. Tratava-se de um programa desses melosos, de música romântica e leitura de cartas tristes. “Sabe Néri, minha namorada não me quer mais, só porque eu sou pobre!”, queixa-se um servente, com o coração partido. “Como vou contar a ele que já fui casada, Néri?”, sofre uma menina do subúrbio, com medo de perder seu novo amor. E lá vou eu, com seiscentos quilos de alumínio na bagagem, meia volta de folga na direção da kombi e o coração amolecido com as músicas dos “The Fevers” e Nelson Ned!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendo pela quadra 506 em direção a 512, quase senti novamente o perfume da Sandy, menina linda que o meu amigo Wesley queria namorar. Por isso me fez acompanhá-los, a pé, até à igreja que ficava na 313 norte. Só para ter mais tempo ao lado dela! Enquanto vencíamos a primeira etapa da viagem, surge do nada, ou talvez do quinto dos infernos, um menino em uma mobilete que atendia pelo nome de Eduardo. “Eduardo, uh, uh! Dá uma carona... pra gente?”. Pouco tempo depois, lá ia a Sandy na garupa do moleque, que ria gostosamente dos dois trouxas que ficaram para trás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem notei quando a zebrinha chegou ao ponto que eu deveria descer. Não fosse pela motorista e eu passaria direto, como fiz muitas vezes ao voltar dormindo para casa! Não sei se estou ficando velho e, talvez por causa disso, as lembranças do meu passado estejam com cores assim tão vivas. Mas, sinto uma necessidade enorme de voltar a esses pontos da minha vida. Talvez, para dizer que estive ali, que tenho raízes profundas naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo morando onze anos em Brasília e depois vinte e quatro anos fora dela, foi a primeira vez que andei de zebrinha na Capital Federal. Se eu soubesse o quanto era bom...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3993150209217085299?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3993150209217085299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3993150209217085299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3993150209217085299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3993150209217085299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/passeando-de-zebrinha-na-capital.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3334584024634872420</id><published>2008-04-17T10:57:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T07:00:06.721-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A PALAVRA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pablo Neruda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Sim, senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam... Posterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as,mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero coloca-las todas em meu poema... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema, como pedacinhos de pedra polida, como carvão, como restos de um naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos, frutos, com aquele apetite voraz que nunca mais se viu no mundo... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo... e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(“Confesso que Vivi” – Ed. Rio de Janeiro: Difel, 1980. p. 51-2)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3334584024634872420?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3334584024634872420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3334584024634872420' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3334584024634872420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3334584024634872420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/palavra-pablo-neruda.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-1681189620663539175</id><published>2008-04-17T10:14:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T07:15:19.001-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;QUEM SOMOS?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos,“sem querer“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sigmund Freud&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-1681189620663539175?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/1681189620663539175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=1681189620663539175' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1681189620663539175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1681189620663539175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/quem-somos-no-somos-apenas-o-que_17.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-7653320227098612943</id><published>2008-04-15T11:15:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T07:13:31.328-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;OS MISERÁVEIS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dorme.&lt;br /&gt;E embora a sorte lhe fora bem estranha,&lt;br /&gt;Ele vivia.&lt;br /&gt;Morreu quando não teve mais o seu anjo;&lt;br /&gt;A coisa simplesmente chegou,&lt;br /&gt;De moto próprio.&lt;br /&gt;Como a noite que chega,&lt;br /&gt;Quando o dia se vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa pequena poesia termina uma das mais lindas peças literárias que já tive o privilégio de ler: “Os Miseráveis”, de Victor Hugo (Ed. Cosac &amp;amp; Naify/ Casa da Palavra). Por vários dias vi-me envolvido na trama que, apesar de escrita no fim do século dezenove conseguiu me enlevar, assustar e extasiar, levando-me às lágrimas em seu desfecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bispo de Digne, modelo ideal de um homem de Deus, que levava seu compromisso com Deus e com o próximo até as últimas conseqüências. Um homem cuja vida gritava de forma ensurdecedora, ainda que caminhasse em reflexivo silêncio. Não abriu mão do sustento oferecido pelo Governo Francês pela simples razão de querer gasta-lo com mais remédios para os pacientes de seu humilde hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro desse anjo com Jean Valjean, uma alma adoecida pelo ódio e desejo de vingança, que fora preso e amargara dezenove anos acorrentado nas galés, por ter cometido o crime de roubar alguns pães para alimentar os seus sobrinhos famintos. Ao cumprir sua pena, descobre que havia mais sofrimento reservado para si. Um “forçado”, termo dado àqueles que haviam sido presos, era menos que nada para a hipócrita sociedade daquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirando ainda esses ares infernais foi que Jean Valjean encontrou o Bispo que, sem se importar com sua história, seu passado marcado de ódio e vingança, lhe deu abrigo, comida e, acima de tudo, um amor desconcertante. Começa aí sua conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores da transformação, primeiro do próprio Bispo e depois de Jean Valjean são tão fortes, tão brilhantes e tão verossímeis, que fui capaz de sentir como se eles verdadeiramente tivessem existido. Talvez seja isto o que faz um clássico tornar-se um clássico – a capacidade de reproduzir no papel todas as nuanças e idiossincrasias da mente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionei-me com a inflexibilidade dogmática de Javert, um inspetor de polícia que acreditava ser impossível a um forçado a própria restauração. A ingenuidade da linda, sincera e sonhadora Fantine que, ao cair nas mãos de um bom vivant irresponsável, se vê abandonada, grávida e sozinha no mundo. A pequena Cosette, aparentemente condenada a uma vida de trabalho escravo sem trégua, sem carinho e sem algo para chamar de seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marius, um jovem idealista que se vê diante de uma promessa a cumprir, lutando contra o asco de perceber que o beneficiário de tal promessa é um bandido frio, inescrupuloso e abjeto chamado Thernadiér. O pequeno Gravouche, um menino que conseguiu se tornar adorável, mesmo após ser abandonado pela mãe, ignorado pelo pai e condenado a viver sob a mira das botas dos passantes, a crueldade da polícia e a intolerância das pessoas com as crianças de rua. Ele é poeta, é divertido. Demonstra ser emocionalmente inteligente, quando consgue rir de seu próprio infortúnio, cantarolando canções populares enquanto recolhia cartuchos de soldados mortos, sob a chuva de balas do exército francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que o livro mexeu muito comigo, por conseguir retratar com tons incômodos as diversas nuanças de minha própria história. Encontro crueldade em minhas ações reprováveis, tal qual os Thernadiér a maltratar a criança que lhes estava em poder. Por outro lado, sinto-me impelido a fazer o bem a alguém, ainda que tal atitude me custe muito caro em suas conseqüências, assim como o atormentado Jean Valjean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro também um pouco do intransigente Javert, que ao perceber a incoerência do que defendia resolveu dar outro ruma à sua vida, assim como Eponine, cuja aparência inicial é de uma pequena lady e seu final é como uma maltrapilha esquelética, prostituída e apaixonada platonicamente por um membro da sociedade parisiense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de tudo em nós. Generosidade e covardia, apatia e solidariedade, vícios e virtudes, forças inacreditáveis e fracassos retumbantes. Foi quando me dei conta de que o livro pode até ser um clássico. Porém, nós os que vivemos é que o somos. Com muito mais louvor e autoridade que eles. Sugiro a todos os que ainda não leram este romance que façam esse favor a si mesmos. Garanto que depois irão me agradecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-7653320227098612943?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/7653320227098612943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=7653320227098612943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7653320227098612943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/7653320227098612943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/os-miserveis-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-6240033891685484418</id><published>2008-04-15T10:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-15T06:31:34.065-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O TIRO QUE SAIU PELA CULATRA!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem por aí que a curiosidade mata. Nem sempre. Mas pode assustar. E como! Foi no sábado de manhã, no centro da cidade, onde eu procurava um cartãozinho para a Jacqueline. Não queria deixar seu aniversário passar em branco.&lt;br /&gt;Gosto da língua inglesa. Acho sonora, suave e gostosa de falar. Sendo assim, saio lendo tudo o que consigo em inglês e que se coloque em minha frente. Nomes de lojas, bandas de rock, cartazes de shows, camisetas. Tento decifrar expressões idiomáticas, que são super interessantes e por aí vai. Até em meu próprio nome dei um jeito de encontrar uma expressão idiomática inglesa: All is on (está tudo em cima, ou, está tudo bem comigo!).&lt;br /&gt;Ele vinha em sentido contrário. Gordo, feio, com óculos de grau do tipo fundo de garrafa. Diria tratar-se de uma pequena escapadela estética da mãe natureza (ok, todos são criaturas de Deus, embora alguns sejam mais feios que outros!). No começo não notei sua aparência, por estar concentrado, num daqueles lapsos de pensamento, no que estava escrito em sua camiseta que parecia um outdoor em função daquele “corpitcho”: I’m waiting for a girl like you*.&lt;br /&gt; Com o susto que levei, ergui rapidamente os olhos a tempo de observá-lo, com um sorriso sem graça, de alguém que fora pego fazendo alguma travessura. Não falei, mas pensei imediatamente: “Tô Fora!”. Foi tudo em fração de segundos. Explodimos numa gostosa gargalhada no meio da rua. Ainda avancei umas duas quadras, rindo muito daquela piada pronta.&lt;br /&gt;Tenho certeza que o plano do bonitão, ao colocar aquela camiseta, nem passava perto de uma possibilidade desastrosa dessas; um negão que sabia ler em inglês! Assim, a maioria dos planos que fazemos não considera as variáveis absolutamente possíveis de alguma coisa não dar certo.&lt;br /&gt;Famoso jogador de futebol, Mané Garrincha se notabilizou por uma pergunta simples, inocente e sem malícia que fez, antes de um dos jogos da seleção brasileira. Depois de seu técnico mostrar à equipe sua estratégia de jogo, ao notar todos os movimentos fantásticos que lhe foi exigido, Garrincha perguntou: “mas o senhor já combinou com os adversários?”. Para fazer tudo o que o técnico queria, o jogador percebeu ser possível apenas se o time adversário ficasse plantado em campo, sem esboçar qualquer reação de defesa.&lt;br /&gt;Colocar-se na posição do outro é um dos melhores exercícios que poderíamos fazer para evitar maiores constrangimentos. As coisas não são lineares, previsíveis e tranqüilas o tempo todo. Até um elogio que se pretende pode virar uma agressão. Uma conversa banal e irrelevante pode terminar em discussão e uma saída rapidinha para comprar um pão pode terminar em um boletim de ocorrência de uma delegacia da cidade.&lt;br /&gt;O bom da vida é justamente essa aleatoriedade, esse formidável e desconhecido minuto seguinte. Nunca sabemos o que vem pela frente e é justamente isto que faz o nosso dia a dia emocionante. E quanto ao rapaz da camiseta? Continua esperando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*tradução: &lt;strong&gt;“Estou esperando por uma garota parecida com você”&lt;/strong&gt;. É ruim, hein?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-6240033891685484418?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/6240033891685484418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=6240033891685484418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6240033891685484418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6240033891685484418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/o-tiro-que-saiu-pela-culatra-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-5598749799457722221</id><published>2008-04-10T17:40:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T13:23:07.288-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R_9kiBno8yI/AAAAAAAAAAw/YBeHWAtzUWc/s1600-h/Leo+Barriga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187975831467127586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R_9kiBno8yI/AAAAAAAAAAw/YBeHWAtzUWc/s320/Leo+Barriga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;JESUS ESTÁ MEXENDO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu liderava uma comunidade cristã em Fortaleza, bairro Mucuripe. Betesda Volta da Jurema, na avenida Abolição, no Ceará. Após uma reunião bastante animada, depois de haver cumprimentado as pessoas que saíam do prédio, a professora Alessandra veio me dizer cheia de alegria: O Leozinho (meu filho, quatro anos de idade na época) fez uma oração hoje, lá na salinha das crianças, pedindo a Jesus para ser Senhor em sua vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de ficar emocionado com aquele testemunho, lembrando-me que fiz o mesmo aos seis aninhos de idade, dois a mais que ele, portanto. Foi inevitável pensar que os filhos vêm para superar seus pais, inclusive no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, Jackie o prepara para dormir, como já de costume. Dentes escovados, pijama, beijo de boa-noite no pai que ainda está assistindo um dos intermináveis filmes do Charles Bronson (Desejo de Matar CLXXVII) e, finalmente, o pequeno diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leo, a professora disse que você entregou seu coraçãozinho a Jesus hoje, não foi?&lt;br /&gt;- Foi sim, mamãe! - responde entusiasmado, o projeto de cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacqueline abriu um sorriso satisfeito, pensando na decisão do filho que, dali a alguns meses ganharia uma irmazinha. Grávida de sete meses, habituara-se a colocar a pequena mão do menino sobre sua barriga, para sentir os movimentos da Julie, talvez praticando alguns passos &lt;em&gt;de Street Dance&lt;/em&gt;! Afinal, são meus filhos, né? Não se contentam em ser comuns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora, Leo? Onde é que Jesus está morando agora? - Pergunta a mãe, antes da última oração do dia.&lt;br /&gt;- Aqui! - O Leo pôs a mão sobre o peito, indicando seu pequeno coração. Ato contínuo, arregalou os olhos e gritou assustado para a mãe, depois de sentir os próprios batimentos cardíacos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe! Jesus está mexendo! Jesus está mexendo!&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-5598749799457722221?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/5598749799457722221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=5598749799457722221' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5598749799457722221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5598749799457722221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/jesus-est-mexendo-eu-liderava-uma.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R_9kiBno8yI/AAAAAAAAAAw/YBeHWAtzUWc/s72-c/Leo+Barriga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-6281026460914405502</id><published>2008-04-10T17:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T13:23:07.438-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R_9gGBno8xI/AAAAAAAAAAo/dKUl7ik6M2Q/s1600-h/Meninas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187970952384279314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R_9gGBno8xI/AAAAAAAAAAo/dKUl7ik6M2Q/s320/Meninas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;POLITICAMENTE INCORRETO!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos em família, na sala de casa. Jackie, eu e os meninos nos preparávamos para mais um encontro do projeto &lt;em&gt;CRISTO EM CASA&lt;/em&gt;, que consiste em uma leitura que fazemos de um dos provérbios do Rei Salomão na Biblia Sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica é a seguinte: na terça feira, mais ou menos às sete e meia desligamos a TV, o rádio e os celurares e nos reunimos na sala. Abrimos no livro dos Provérbios e procuramos o capítulo correspondente ao dia em que estamos. Dia oito, Provérbios capítulo oito, etc. Todos lêem dois ou três versículos, inclusive a Camile que, aos seis anos de idade, já consegue certa desenvoltura na leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, cada um escolhe um versículo que se encaixe melhor com seu estado de espírito, que lhe tenha chamado a atenção ou que lhe salve logo de tal incumbência! No dia em questão estávamos lendo uma linda peça literária, chamada "O Banquete da Sabedoria". Nela, o rei descreve a sabedoria como uma pessoa que se prepara, arruma a casa, se perfuma e sai pela rua afora, buscando, convidando os homens tolos e sem juízo para virem se banquetear com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento, por não ser respondida ou sentir-se desprezada por eles, a sabedoria então afirma que rirá de todos os que forem atingidos pela calamidade, pelo infortúnio, por aquelas crises que ocorrem na vida e que seriam facilmente debeladas, caso a tivessem ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É Deus que está falando isso? - perguntou a Julie, depois de sentir-se incomodada com a vingança fria e incompassiva da sabedoria.&lt;br /&gt;- Não, minha filha, é a sabedoria! - respondo.&lt;br /&gt;- Que sabedoriazinha chata, né? O sujeito já está mal e ela ainda quer espezinhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava meio desconcertado com essa inferência, explicando que aquilo era apenas como uma peça literária, um poema no qual o autor coloca características humanas em uma virtude para proclamar sua importância, quando a Camile entra no debate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, pai, na semana passada a gente aprendeu que não devíamos devolver com o mal as coisas más que as pessoas fizessem com a gente? Não é para fazer coisas boas, mesmo quando nos fizerem coisas más? Então essa sabedoria aí está muito errada!&lt;br /&gt;- Mas é apenas uma forma que Salomão achou para mostrar como é bom buscar a sabedoria - tentei livrar a barra do milenarmente falecido.&lt;br /&gt;- Mas esse rei aí está errado do mesmo jeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais cabendo no momento, levantei-me de onde estava e fui cumprimentar minha filha que, como a irmã, havia compreendido bem o princípio de o bem superar o mal. Fiquei apenas com dó do Salomão. Nem mesmo o homem considerado o mais sábio do mundo consegue dobrar um raciocínio rápido e descompromissado de uma mente infantil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, ele pode até ser rei. Para elas, mesmo assim, ele está politicamente incorreto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-6281026460914405502?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/6281026460914405502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=6281026460914405502' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6281026460914405502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6281026460914405502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/politicamente-incorreto-allison-da.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R_9gGBno8xI/AAAAAAAAAAo/dKUl7ik6M2Q/s72-c/Meninas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-560422931530783034</id><published>2008-04-10T16:11:00.000-07:00</published><updated>2008-04-10T12:51:01.736-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;NO AMOR E NA GUERRA DA VIDA!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esperar de um garoto negro e franzino, pobre quase ao nível Biafra, número cinco na escala dos oito filhos oficiais do pai? Meu diferencial era a desenvoltura e o talento para música. Não conformado com uma situação socialmente frágil no contexto brasileiro, fui à luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a ser independente quanto aos muitos negócios nos quais me meti. Depois de me tornar vendedor de sorvetes a dez centavos, pelas ruas de Santo André, em São Paulo aos seis anos de idade, todo o resto se tornaria fácil: engraxate, menor aprendiz, office-boy, escrevente auxiliar, vendedor de ilusões (também embarquei no barco da AM WAY!) até ter meu próprio negócio: uma empresa de cobrança. Logo faliu, pelo tanto que foi cobrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amor, tentando tal sorte desde os nove anos (transcrevi para uma garota de sete algumas frases do Roberto CArlos: "Eu tenho tanto pra lhe falar..."; é meu primeiro registro mental sobre o assunto), depois de tantos foras que levei desenvolvi uma técnica que transcendeu as questões do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples: quando eu me interessava por uma garota, geralmente muito além das expectativas que todos possuiam a meu respeito e, para não me frustrar muito com as respostas previsiveis, decidi raciocinar que o "não" provável eu já possuía. O "sim"  insólito e incrível até para mim, depois de me emudecer de assombro inicialmente iria me deixar feliz por ter tentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me espezinhem além do necessário, querendo saber qual das respostas acima  foram as mais recorrentes nas minhas investidas! Porém, observei que saía menos ferido de cada uma delas. Tive poucos relacionamentos para valer na vida, mas não me permiti ferir com o que não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quer namorar comigo?", "NÃO!", "grande coisa... Eu já sabia!". E assim tocava a vida, com alguma integridade emocional no meu peito pré-adolescente. Sabendo da possibilidade de não funiconar eu não me espantava. Sendo assim, não me frustrava, a ponto de lamentar a vida, a sorte, o amor, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era o contrário que ocorria, ou seja, a resposta era "sim", geralmente eu travava. Por não ter muito assunto ou por uma súbita crise de constrangimento que me tomava de assalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realmente quero dizer nas entrelinhas dessas tentativas frustradas de um&lt;em&gt; Dom Juan de Marco &lt;/em&gt; Jamaicano é que, invariavelmente, já entramos no ringue da vida derrotados, esperando o soar do gongo do fim da luta, para um assalto que mal começou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a hiena do desenho animado, parecemos uma porta enferrujada, revolvendo-se em seus gonzos a dizer: "ó vida, ó dor, ó sofrimento!", quando poderíamos nos surpreender, apenas olhando nosso desafio sob outra motivação e perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa música do Chico que eu ouvi que até o copo vazio está cheio... De ar! Li em outro lugar qualquer que o pessimista, ao ver meio copo d'água observa que o mesmo está meio vazio. O otimista vê o mesmo copo e, além de beber a água e matar a sede, observa que o mesmo estava MEIO CHEIO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos combinar então? Temos sempre duas maneiras de encarar um mesmo desafio. Por que já decidir a perda sem nem ao menos tentar vencer? Por que jogar a toalha que poderia muito bem ser balançada de felicidade no final, após a sua vitória? Quando a barriga gelar, as mãos suarem, o medo chegar sem ser convidado e as pernas tremerem, lembrem de mim e das minhas tentativas infantis de parecer adulto: Se não for funcionar, antecipe-se: "Grande coisa! Eu já sabia que poderia ter sido assim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se der certo, SURPREENDA-SE E COMEMORE! VALEU A TENTATIVA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-560422931530783034?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/560422931530783034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=560422931530783034' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/560422931530783034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/560422931530783034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/no-amor-e-na-guerra-da-vida-allison-da.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-1709815837696131347</id><published>2008-04-10T16:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-10T12:10:39.666-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;SE TEU HERÓI CAIR&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu herói caiu&lt;br /&gt;O teu irmão falhou&lt;br /&gt;O amigo fugiu&lt;br /&gt;A força te deixou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a luta não cessar&lt;br /&gt;E a dor continuar&lt;br /&gt;Se em vão tentar vencer&lt;br /&gt;Quase a cair...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o teu herói cair&lt;br /&gt;Se o teu irmão falhar&lt;br /&gt;Se o amigo fugir&lt;br /&gt;E a força te deixar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra do Cristo&lt;br /&gt;Que por ti se deu&lt;br /&gt;E te espera crer&lt;br /&gt;Pra revelar- te um céu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creia pois no Senhor&lt;br /&gt;Que pode encher de amor&lt;br /&gt;E firme assim, feliz serás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se teu herói cair...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-1709815837696131347?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/1709815837696131347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=1709815837696131347' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1709815837696131347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1709815837696131347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/se-teu-heri-cair-allison-da-silva.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-5254442654287048226</id><published>2008-04-05T11:46:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T07:50:32.145-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O AMOR&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, santo mistério&lt;br /&gt;O amor não fica velho&lt;br /&gt;Penetra e invade a alma&lt;br /&gt;Suave calma&lt;br /&gt;Celeste dádiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor tem mil matizes&lt;br /&gt;Profundas suas raízes&lt;br /&gt;Penetra e regenera&lt;br /&gt;Suporta e espera&lt;br /&gt;Não se exaspera&lt;br /&gt;O amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nascer no dia o sol&lt;br /&gt;O amor nasce também&lt;br /&gt;Ao brilho da estrela no céu&lt;br /&gt;O amor rebrilha além...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor tem mil matizes&lt;br /&gt;Profundas suas raízes&lt;br /&gt;Penetra e regenera&lt;br /&gt;Suporta e es[era&lt;br /&gt;Não se exaspera&lt;br /&gt;O amor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-5254442654287048226?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/5254442654287048226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=5254442654287048226' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5254442654287048226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5254442654287048226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/o-amor-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-757527703288107738</id><published>2008-04-05T11:43:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T07:46:26.215-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;A ÚLTIMA UTOPIA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadãos, já imaginaram o futuro? As ruas das cidades inundadas de luz, ramos verdes à soleira das portas, as nações irmãs, os homens justos, os velhinhos abençoando as crianças, o passado amando o presente, os pensadores em plena liberdade os crentes em plena igualdade, o céu por religião, Deus Sacerdote direto, a consciência humana transformada em altar, não mais ódios, a fraternidade entre a escola e a oficina, por penalidade e por recompensa a notoriedade, trabalho para todos, paz para todos, direito para todos, não mais sangue derramado, não mais guerras, as mães felizes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Domar a matéria, eis o primeiro passo; realizar o ideal, eis o segundo. Reflitam sobre o que o progresso já fez. Outrora, as primeiras raças humanas viam com terror passar-lhes diante dos olhos a hidra que soprava sobre as águas, o dragão que vomitava fogo, o grifo, monstro do ar com asas de águia e garras de tigre; animais assustadores e superiores ao homem. Este, contudo, armou-lhes laços, os laços sagrados da inteligência, e acabou por dominar os monstros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominamos a hidra, agora chama-se vapor; dominamos o dragão, agora chama-se locomotiva; estamos prestes a dominar o grifo, já o temos em nosso poder, agora chama-se balão. No dia em que essa obra digna de Prometeu estiver terminada, quando o homem tiver atrelado definitivamente à própria vontade a tríplice quimera da Antiguidade, a hidra, o dragão e o grifo, ele será senhor da água, do fogo e do ar, e será para o resto da criação dotada de alma o que os antigos deuses foram outrora para ele. Coragem e avante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadãos, para onde iremos? Para a ciência transformada em governo, para a força das coisas transformada na única força  acessível a todos, para a lei natural recebendo sanção e penalidade em si mesma e promulgando-se pela evidência, para uma aurora de verdade que corresponde à aurora do dia. Caminhamos para a união dos povos, para a unidade do gênero humano. Chega de ficções e de parasitas. O real governado pela verdade, eis o nosso objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte do discurso de Enjolras, personagem do livro “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, pouco antes de morrer pela instalação da República Francesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-757527703288107738?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/757527703288107738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=757527703288107738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/757527703288107738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/757527703288107738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/04/ltima-utopia-cidados-j-imaginaram-o.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-5918285024173742253</id><published>2008-03-31T09:19:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T05:23:41.372-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A ANSIEDADE DE CADA DIA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Filipenses 4:6, 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo homem foi ao médico, sentindo muitas dores por todo o corpo. Sendo solicitado que apontasse os lugares em que pareciam mais fortes, com o indicador ele passou a mostrar e a dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai! Dói aqui e, ai, dói aqui também doutor! Ai! Aqui também dói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da consulta ele saiu com o dedo indicador engessado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil tomar remédio para dores que não sabemos definir. É muito ruim quando sentimos que há algo errado em nosso interior, embora não saibamos corretamente o que é. É como o bebê recém nascido que não sabe se exprimir. Apenas chorar. De madrugada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto desse versículo acima, porque ele joga alguma luz sobre a questão da ansiedade, grande incógnita para a raça humana. Logo no início já propõe que em tudo devem ser conhecidos os nossos pedidos diante de Deus. Algo como se aproximar de alguém para compartilhar um problema, tendo pleno conhecimento da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante observar que, apesar de conhecer o nosso coração, Deus espera que compartilhemos o que sentimos, reflitamos sobre o que realmente queremos, ou o que prioriza a lista das nossas angústias. Ouvi algo realmente importante essa semana sobre a Bíblia. O objetivo da Palavra não é revelar Deus a nós. Justamente o contrário. Revelar-nos a nós mesmos e, no processo, encontrarmos Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Paulo afirma que em tudo devem ser conhecidas diante de Deus as nossas petições, ele cria um ambiente não para Deus, e sim para nós, para encararmos a realidade a nosso próprio respeito - aquilo que realmente importa ou incomoda ou nossos corações. A cura da ansiedade é a confrontação honesta do que passa pelas nossas mentes, na medida em que confessamos sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Sigmund Freud lançou as primeiras luzes da psicanálise, não foi à toa que o processo terapêutico ficou conhecido como “talking cure”, ou seja, a cura por falar. Quando você fala, quando você desabafa, quando você excreta da alma aquilo que lhe incomoda, ocorre o inicio da cura, do alívio que você precisa para prosseguir. A oração, de fato, nos conecta com Deus. Mas, diferentemente das nossas deduções arrogantes, não é para que Deus se agrade de nós, e sim, para que nós nos percebamos Nele. Saber que ele está lá, perto da nossa voz, ouvindo sobre aquilo que ele já conhece a nosso respeito, traz alivio à nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa alguma e em tudo – A abrangência dos termos nos dá a dimensão do envolvimento que Deus disponibiliza para cada um de nós. Nada do que nos aflige deve ser esquecido. Nenhuma ansiedade deve escapar de ser confrontada, trabalhada, confessada aos pés de Jesus. Se afligir o suficiente para roubar um minuto sequer do nosso tempo, pode e deve ser compartilhada com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a paz de Deus – O grande objetivo de Paulo não era o de desviar nossa atenção da situação presente. Pelo contrário, ele queria que a enfrentássemos, porém, de uma maneira mais consciente, mais clara e, consequentemente, mais objetiva. Sei exatamente o que está acontecendo e conto com todas as minhas possibilidades para solucionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que aí é que ocorrem os equívocos na interpretação do texto sagrado. Em nenhum momento o apóstolo está afirmando a solução imediata, ou sequer a solução definitiva de um problema. Não há regalias para a vida dos crentes sobre a terra. Não nos tornamos imunes às correntes de águas que arrastam carros no Rio de Janeiro, aos ônibus incendiados em São Paulo, aos diques arrebentados, cheios de lama no interior de Minas Gerais ou a onda de assassinatos em Vitória do Espírito Santo. O que os cristãos parecem querer na verdade é um salvo conduto pela vida, onde as dores são expulsas do nosso cenário e nunca mais saibamos o que é provação. Um conto de fadas parece ser mais próximo dessa realidade impossível que muitas vezes buscamos com a nossa espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero amar a Deus sem tirar os pés do chão da minha própria história, porque senão, vou acabar criando um mundo imaginário, de faz-de-conta, sem qualquer conexão com a realidade em que vivo. Deus torna-se assim um objeto de culto dissociado do verdadeiro eu que, por causa desse distanciamento, irá embrutecendo lentamente, até que Ele não signifique mais nada para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela oração e súplica – O canal de comunicação fica definido: oração e súplica. Uma vez que são apresentados dessa maneira, fica clara a diferenciação entre termos. Orar é falar, contar, estabelecer contato. Não significa necessariamente pedir, reivindicar, reclamar ou, muito menos ainda, exigir qualquer coisa. Significa comunicar, estabelecer através da oratória, cientificar. Poderia trabalhar, dentro dessa linha de raciocínio, a oração como um boletim atualizado sobre o estado do paciente que se dirige a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A súplica surge a partir disso. Depois de relatar, conhecer com clareza o que me aflige tenho subsídios para suplicar o favor do Senhor para tal situação. Tenho a impressão de que acontece mais ou menos como nós nos relacionamos com nossos filhos. Eles se aproximam e choram, às vezes até bem mais do que falam, e nosso papel é o de ajudá-los a coordenar as idéias, de modo a que eles mesmos consigam compreender realmente o que os está incomodando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, a simples constatação clara do problema já traz em seu bojo a solução. Quando as coisas ainda estão emaranhadas, confusas, sem começo e sem final, temos a tendência de acreditar que os nossos problemas são muito maiores do que de fato são. Percebe-los corretamente é, sem dúvida alguma, o começo da solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E A PAZ DE DEUS – Junto ao alívio produzido pela descoberta do cerne da nossa angústia, vem também a constatação do lugar onde isso se deu. Aos pés do Senhor, cuja presença suave nos traz paz. Começo a entender que estar ao lado do Pai faz toda a diferença. “Tenho-vos dito essas coisas”, disse Jesus, “para que em mim tenhais paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUE EXCEDE A TODO ENTENDIMENTO – Talvez seja essa a razão porque tal paz excede a nossa capacidade de compreensão. É difícil compreender alguém que, em meio a grandes dificuldades e lutas, consegue manter um espírito sereno, um controle tranqüilo sobre as coisas. Extrapola a nossa compreensão tal comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUARDARÁ OS VOSSOS CORAÇÕES – O rei Salomão nos ensina que é do coração que procedem as saídas da vida. Quando Paulo nos diz que a paz de Deus guardará os nossos corações, ele nos estimula a pensar nas atitudes refletidas, nos passos estudados sem precipitação e, consequentemente, nas escolhas feitas de uma forma madura. É difícil para alguém que tem o controle da situação, agir de forma desorientada, precipitada. Só dos mais alterados, nervosos e assustados é que esperamos tal atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E OS VOSSOS SENTIMENTOS – Tão importante quanto fazer alguma coisa é por que fazer. Qual a real motivação que me faz escolher isto ou aquilo? Quais as intenções do meu coração quando optei por este caminho em detrimento daquele? Se eu de fato estiver em paz, não me pautarei por sentimentos revanchistas e vingativos. Não me deixarei adoecer por atitudes menores que o padrão adotado por mim. Meus sentimentos serão verdadeiros, autênticos e destituídos de rancor. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM CRISTO JESUS – Porque todas essas manifestações de paz em meu interior fluirão a partir de Cristo. Não há sombra em Jesus. Não é possível me aninhar em seu abraço de paz e tentar responder ao mundo com rancor. O caráter de Cristo é o grande alvo da minha caminhada de fé. É por isso que terei bem guardados o meu coração e os meus sentimentos nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está aquela ansiedade que estava aqui?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-5918285024173742253?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/5918285024173742253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=5918285024173742253' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5918285024173742253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/5918285024173742253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/ansiedade-de-cada-dia-allison-da-silva.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-1863854748025206958</id><published>2008-03-30T14:36:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T10:56:22.929-07:00</updated><title type='text'>Tributo a uma amiga!</title><content type='html'>As primeiras vezes de qualquer coisa costumam ser marcantes. O primeiro dentinho, os primeiros passos, as primeiras palavras, a primeira infância. Depois vem o primeiro dia de aula, as primeiras letras, as primeiras frases e, no meu caso, os primeiros cascudos das primeiras confusões em que me metia na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira suspensão que recebi, por subir com tênis e tudo na carteira, justamente quando queria pedir silêncio aos companheiros. Líder em crescimento, logo percebi o preço de tamanha ousadia. Foi no mesmo colégio em que resolvi ter a primeira briga por uma garota, que iria passar bem no local que escolhi para o embate. Tive que enrolar um pouco meu oponente, que não estava entendendo nada daquilo tudo. Só topou a briga porque era meu amigo e não queria me contrariar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Vania chegou, me preparei para dar um soco no meu "ini"amigo que, ao perceber que eu não estava brincando, se esquivou rapidamente da direção do meu braço. Perdi o equilíbrio no cascalho sob o qual estávamos e caí vergonhosamente, a tempo ainda de perceber no canto dos lábios da garota um risinho constrangido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que convidei uma garota para dançar foi no Rio de Janeiro. Festa no Morro da Pavuna, meus primos todos estavam lá. Era uma loirinha de uns seis ou sete anos. Eu tinha nove. Achei que sendo mais velho imporia assim uma reverência maior. A musica era do Michael Jackson: "Music and Me". Eu suava em bicas, sem qualquer controle nos pés que pareciam de um retardado. Pisei tanto nos pés da garota, que ela nem quis esperar o final da canção. Era a música ou o seu pé. Preferiu o pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, as primeiras coisas vão se tornando significativas, talvez por representar avanço, crescimento, descoberta, aprendizado. Quando dirigi um carro a primeira vez, o primeiro verso, os primeiros acordes, o primeiro choro de amor, o primeiro beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira perda significativa veio de meu irmão, Alfeuzinho, vítima de sua segunda trombose. Morreu um dia antes do dia das mães, em Maio de Setenta e Oito. Sei disso porque o sepultamento seria no dia seguinte, dia da minha primeira apresentação em um teatro, com o grupo da escola de música de Brasília. Quando disse a todos que meu irmão iria ser sepultado naquela tarde, foi um choro geral e uma apresentação primorosa na quela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que destampou essa caixa de lembranças das primeiras vezes de qualquer coisa? É que hoje eu comi o último pedaço do chocolate que me veio pelo correio, poucos dias atrás. Minha amiga Jeusa enviou pelo correio um caixa para mim, cheia dos mais variados tipos de chocolate. O que mais me encantou foi a delicadeza do presente, cheio de pequeniníssimos detalhes que, com certeza, demandaram um cuidado tremendo para chegarem inteiros em Floripa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que me senti assim tão especial, a ponto de alguém resolver fazer um mimo desta magnitude para mim. Foi especial, marcante, carinhoso e muito superior ao carinho que lhe fiz dias antes, cantando uma de minhas canções que lhe tocam o coração. Resolvi registrar, obedecendo a um desejo recente do meu coração, de não deixar passar despercebido qualquer demonstração de carinho que me for endereçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, querida amida, por adoçar um pouco a minha vida e da minha família!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muito carinho e afeto para você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-1863854748025206958?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/1863854748025206958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=1863854748025206958' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1863854748025206958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1863854748025206958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/tributo-uma-amiga.html' title='Tributo a uma amiga!'/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-6165788037722003363</id><published>2008-03-30T14:31:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T10:35:34.124-07:00</updated><title type='text'>PARA ENCERRAR O MÊS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;TÂNIA LÚCIA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedalando na Avenida Beira Mar Norte, na linda e ensolarada manhã que se fez hoje na ilha, já estava retornando ao ponto de partida, quando observei do meu lado esquerdo uma exposição de veículos antigos. Havia vários Dodges, Mavericks, Dkws e fuscas, muitos deles. Dentre as muitas sensações que tive ao encontrar esses carros rigorosamente completos, como que desafiando o tempo, pude sentir minha ansiedade aumentando, depois de perceber que já havia andado na maioria deles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que foi justamente quando estava me exercitando com a bicicleta, pois de outra forma eu teria uma sensação de dores por todo o corpo. Vi uma Rural 1964 que tinha as mesmas cores que um carro similar, dirigido por meu pai em certa ocasião, quando nos arrumamos à meia-noite e saímos em direção a estrada de Santos. Recém inaugurada, inclusive! Um Galaxie 500, também exposto ali me lembrou uma dessas noites preciosas quando, ao pegar uma boa estrada e sentir o desejo de pisar mais fundo, meu pai me “incumbiu” de acompanhar o avanço do velocímetro, enquanto ele testava os limites do veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria a mais absoluta hipocrisia se eu quisesse aqui “pagar” uma lição de moral no velho, pois não me lembro de ter ficado tão excitado com uma infração como fiquei naquela noite. Aliás, nunca soube direito qual era a função de meu pai na Ford-Willis onde trabalhava. Só me lembro que de tempos em tempos ele aparecia em casa com um carro novo, que era devolvido no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dentre todas essas lembranças que pipocavam em minha mente, indo e voltando, unindo meu passado ao meu presente e trazendo-me de presente novas lembranças, parei de repente, como que hipnotizado por ela, a grande dama da minha exposição – Tânia Lúcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro carro que pude chamar de meu, Tânia Lúcia era um Volkswagen TL (daí o apelido), bege, frente alta e bancos em forma de gomos, muito luxuosos para aquele tempo. Meu pai a havia comprado num daqueles negócios mirabolantes que só ele conseguia fazer. Sem nenhum problema aparente, tanto na máquina quanto na lataria, Tânia Lúcia logo passou a fazer parte do meu mundo, na melhor forma possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio com um toca-fitas que não tinha rádio, único exemplar que conheci em toda minha vida. Fui à discoteca 2001, no Conjunto CONIC, última loja antes de se chegar ao Setor Comercial Sul. Comprei as fitas dos grandes maestros: Paul Mauriat, Glenn Miller, Ray Connif, aproveitando alguns títulos que precisei pagar por ali, como funcionário da Check Mate Informática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morávamos em Valparaízo de Goiás, a cinqüenta quilômetros de Luziânia, na direção de Goiás e quarenta e dois na direção de Brasília. Portanto, apenas para ir e voltar do trabalho eu dirigia oitenta e quatro quilômetros todos os dias. Meu pai, com uma resistência igual à minha hoje quando o assunto é trajeto longo, dormia logo após eu ajustar a frente da Tânia Lúcia em direção à Estrada-Parque Taguatinga, roteiro obrigatório para voltarmos para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns quilômetros mais adiante era o momento de eu pegar uma das minhas fitas cassetes. Éramos nós três – eu, Tânia Lúcia e o Glenn, Ray ou Paul, agora mais íntimos do que nunca. Aos primeiros acordes da orquestra e todo o cansaço do dia desaparecia como mágica. Tânia, solidária com meu sonho diminuía até o ronco de seu motor de mil e seiscentas cilindradas. Mal sabia ela que aquilo também era música aos meus ouvidos. Em um novo momento encantado, os lindos eucaliptos que ladeavam a estrada, perfumando a viagem de todos desapareciam. Via-me dirigindo nas auto-estradas européias, vendo castelos centenários onde havia somente árvores, pouco tempo antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tânia Lúcia também sofrera uma revolução estética impressionante. Não era mais um Volkswagen mil, novecentos e setenta e três. Havia se transformado em um potente Porsche Carrera conversível, o deus sobre rodas daquele tempo. Glenn Miller continuava a jogar suas harmonias perfumadas de eucalipto, enquanto eu cortava o negrume da estrada em espírito e em verdade. Em espírito, nas estradas suíças, embevecido com os castelos que nunca visitei. Em verdade, na estrada-parque em direção ao Valparaízo de Goiás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meu pai? Meu pai, em meu devaneio semi-juvenil tinha se tornado em uma loura estonteante, de cabelos esvoaçantes e medidas generosas. Afinal, a Jackie ainda não existia em minha vida, além de nenhum Play-Boy sair por aí passeando com papai. Que outra atribuição poderia lhe dar em meu sonho? Porém, por questões mais que óbvias, nunca me senti a ponto de estacionar meu Porsche ao lado de um castelo e dar uns beijos na minha loura! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-6165788037722003363?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/6165788037722003363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=6165788037722003363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6165788037722003363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6165788037722003363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/para-encerrar-o-ms.html' title='PARA ENCERRAR O MÊS'/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-8111432968712081738</id><published>2008-03-19T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-03-19T04:04:48.193-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;DUÍLIA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite eu assisti a um filme rodado nos anos sessentas, baseado em um dos contos mais bonitos que já li: “Viajando nos Seios de Duília”. Acho que uma das coisas que tornou o texto mais significativo para mim foi estar com o Ricardo Gondim naquela tarde, num dos raros momentos de descontração que tivemos em Fortaleza, numa livraria do Iguatemi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto se encontra na coleção “Os Cem Melhores Contos do Século”, ou algo assim. Fala de um homem, Sr. José Maria que, ao que tudo indica, estacionou todas as suas emoções em um singular momento de sua adolescência, quando foi procurar a garota por quem estava apaixonado havia muito tempo, contudo sem coragem de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai recebeu uma nomeação do governo federal no Rio de Janeiro, que o chamava para assumir o trabalho em apenas dois dias. Portanto, Zequinha precisava encontrar Duília, seu amor de juventude para dar as duas notícias – a partida iminente daquele vilarejo onde moravam e a paixão que sentia. Para sua surpresa, ela também lhe confessou ser apaixonada por ele desde muito tempo, o que o sobressaltou em razão de só saber dessas coisas no tempo de ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta anos depois, o agora Sr.José Maria está aposentado, morando no Rio de Janeiro e muito infeliz. Descobriu que havia posto todas as suas energias no trabalho e não construiu família, amizades ou relacionamentos duradouros. Por causa de uma conversa informal em um velório, José Maria chega à conclusão de que se voltar a Pouso Triste, a cidadela de onde saiu e onde deixou o seu grande amor, provavelmente reencontraria a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a viagem em si até a chegada, não se faz necessário dizer que foi uma grande decepção o seu retorno. Apesar de nada ter mudado esteticamente falando – a cidadezinha ficava no interior mais remoto do Estado de Minas Gerais – o José Maria havia mudado. Lugares que pareciam enormes, agora para ele eram atravessados em poucas passadas. Rios caudalosos para um menino, não passavam de riachos frágeis e inofensivos para o homem que voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se aproximou de Duília, agora uma senhora de mais de sessenta anos de idade, viúva, três filhos, ao revelar finalmente quem era, fez com que a mulher se angustiasse e perguntasse decepcionada: “Por que você fez isso? Por que voltar no tempo, atrás de um passado que não existe mais, de uma pessoa que nunca mais será a mesma?”. Quando se deu conta dessa realidade, José Maria saiu da sala, caminhando como que sem rumo em direção à árvore onde deu seu primeiro e único beijo de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme termina assim. Assim como a vida, que nem sempre segue um roteiro do Spielberg em seu final. Seca, fria e inexorável. “É a vida!”, multiplicam-se afirmações do tipo. Achei até melhor que nem o autor do conto e nem o roteirista do filme tivessem tentado dar um final plausível para o homem desesperado. Acho que seria a morte, mas, na idade em que se encontrava, talvez nem conseguisse voltar mais para o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já voltei no tempo algumas vezes, revisitando lugares e reencontrando pessoas queridas. Em algumas delas chorei de emoção. Não sei se isto já um dispositivo de prevenção emocional da nossa própria mente, pressentindo a chegada da maturidade. Aí nos apegamos às curvas, alças e nós do passado, da nostalgia, como que querendo voltar no tempo, nem tanto pela experiência em si, mas para adiar a fila da partida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando os perfumes, os sabores, as cores e frases nos chegam com toque de eternidade. É quando nos encontramos a administrar medos jamais antes sentidos. E saímos correndo atrás das Duílias da nossa história. Ou dos Josés Marias, diriam as mulheres. E eles não estão mais lá. E as histórias não estão mais lá. Finalmente descobrimos que nós também não estamos mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-8111432968712081738?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/8111432968712081738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=8111432968712081738' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8111432968712081738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8111432968712081738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/dulia-essa-noite-eu-assisti-um-filme.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2030935642357192264</id><published>2008-03-13T09:01:00.000-07:00</published><updated>2008-03-13T05:03:03.041-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AUDÁCIA!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Todas as conquistas sublimes são mais ou menos prêmios de coragem. (...) O grito - audácia!- é um fiat lux. Para que o gênero humano marche sempre avante, é preciso que no horizonte, permanentemente, haja altivas lições de coragem. As temeridades deslumbram a história e constituem uma das grandes luzes do homem. A aurora, quando surge, é ousada. Tentar, desafiar, persistir, perseverar, ser fiel a si mesmo, agarrar o destino corpo a corpo, espantar a catástrofe pelo pouco medo que ela nos causa, afrontar às vezes o poder injusto, ou insultar a vitória ébria, resistir, perseverar; eis o exemplo necessário aos povos, eis a luz que os eletriza. O mesmo clarão formidável passa do facho de Prometeu à imprecação de Cambronne.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (trecho de “Os Miseráveis”, de Victor Hugo – Ed. Cosac&amp;amp;Naify, livro II, pg. 33)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2030935642357192264?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2030935642357192264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2030935642357192264' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2030935642357192264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2030935642357192264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/audcia-todas-as-conquistas-sublimes-so.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-8147346650179265299</id><published>2008-03-12T09:22:00.000-07:00</published><updated>2008-03-12T05:23:50.565-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#33ccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O GRILO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi ainda menino essa poesia do Gioia Júnior. Até hoje me enternece. Quero dividi-la com você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite clara, de lua redonda&lt;br /&gt;Como um queijo branco no prato do céu&lt;br /&gt;Do meio do mato uma voz ouvi&lt;br /&gt;Que falava sempre:&lt;br /&gt;Cri, cri, cri,cri,cri...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sozinho, sem nenhum amigo&lt;br /&gt;Com quem conversasse, então decidi:&lt;br /&gt;Com o grilo alegre vou travar conversa&lt;br /&gt;Ei grilo, não temas que eu não sou de briga&lt;br /&gt;Creste no que eu disse?&lt;br /&gt;E o grilo do escuro respondeu na hora, como se entendesse:&lt;br /&gt;Cri, cri, cri, cri...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito alegre!&lt;br /&gt;Ele me entendia e me respondia com satisfação&lt;br /&gt;Pus-me a contar fatos que o deixaram quieto&lt;br /&gt;Prestando atenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, amigo, veio ao mundo um homem&lt;br /&gt;Muito meigo e puro, libertando a todos, saciando pobres&lt;br /&gt;Homem tão bondoso como igual não vi&lt;br /&gt;Creste no que eu disse?&lt;br /&gt;Respondeu-me o grilo como se entendesse:&lt;br /&gt;Cri, cri, cri, cri...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o tal profeta (ele era profeta) dedicado e amigo&lt;br /&gt;Recebeu dos homens o pior castigo que já conheci&lt;br /&gt;Numa cruz pesada foi crucificado&lt;br /&gt;Suas mãos sangraram rasgadas, feridas&lt;br /&gt;Sua fronte clara foi lavada em sangue&lt;br /&gt;Padeceu torturas como nunca vi&lt;br /&gt;Creste no que eu disse?&lt;br /&gt;Respondeu-me o grilo como se entendesse:&lt;br /&gt;Cri... cri... cri... cri...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, um dia, um belo dia de domingo&lt;br /&gt;Esse homem puro que nenhum pecado no mundo provou&lt;br /&gt;Rompeu as barreiras da morte gelada&lt;br /&gt;E ressuscitou!&lt;br /&gt;Seu corpo na pedra do frio sepulcro&lt;br /&gt;Ninguém mais achou&lt;br /&gt;Bom... Já se faz tarde. Vou dormir amigo&lt;br /&gt;Mas... Ó? Companheiro? Tu creste de fato no que eu disse aqui?&lt;br /&gt;Respondeu-me o grilo, como se entendesse:&lt;br /&gt;CRI! CRI! CRI! CRI! CRI!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-8147346650179265299?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/8147346650179265299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=8147346650179265299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8147346650179265299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8147346650179265299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/o-grilo-aprendi-ainda-menino-essa.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3430944965450712665</id><published>2008-03-12T09:20:00.000-07:00</published><updated>2008-03-12T05:20:05.210-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#33ccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;FELIZ ANIVERSÁRIO, PAI!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“A palavra foi dada ao homem para esconder o que pensa”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Charles Maurice T. Perigord, Príncipe de Benevento (1754-1838)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei ao certo o que eu esperava ao ligar. Desde uma semana antes já pensava nele insistentemente. De repente, a proximidade de seu aniversário me deixou inquieto e meio ansioso para lhe falar alguma coisa. Qualquer coisa, desde que conversássemos novamente. Passei o dia esperando um sinal interior que me liberaria para fazer o contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei para o meu irmão mais novo, no Rio de Janeiro, com o intuito de conseguir algum número telefônico do meu pai, já que ele mudava muito e não tínhamos um contato freqüente. Aliás, não tínhamos contato algum. Essa também era uma das minhas queixas em relação a ele. Se eu não ligasse de vez em nunca, seria uma espécie de órfão com pai vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que me vem, sempre que penso nisso é que ele desenvolveu um mecanismo interior que o libera de qualquer responsabilidade emocional com sua primeira família. Outras responsabilidades, tais como econômica, administrativa ou financeira há muito não esperamos dele. Se não existia tal compromisso enquanto dentro de casa, imagine fora e com outros filhos para sustentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei para ele e quem atendeu foi o meu meio irmão, um garoto simpático e inteligente, que logo me reconheceu na ligação. Contou que todos haviam saído para um jantar de comemoração pelo aniversário do velho. Afinal, setenta e sete anos de idade merecem ser bem comemorados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamá-lo para me atender, pude escutá-lo na extensão, se aproximando e falando alto, como que surpreso e feliz por eu ter ligado. “É o Allison? Não acredito! É o Allison mesmo?”. Em outros tempos eu cairia facilmente nessas suas introduções. Descobri com o tempo que isso faz parte de um formidável arsenal que ele construiu durante anos, com o propósito de escapar de uma situação constrangedora como, por exemplo, não ter uma explicação plausível para o seu completo silêncio em relação a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa ao me atender é tão dissonante com a distância que tem havido entre nós, a ponto de me intrigar. Se ele fica mesmo tão feliz assim com minha ligação, porque não me ligou pelo menos uma vez nesses últimos dois anos? Aliás, foi até mesmo um alívio para o meu coração, quando me lembrei que não havia dois anos de silêncio. Numa das minhas carências do ano passado, liguei provavelmente no início do semestre, quando as minhas angústias se agravam mais. O assunto de hoje na ligação parecia o mesmo daquela ocasião, gêmeo uni vitelino de todos os assuntos de qualquer tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suportando a saraivada de perguntas iniciais que, como disse anteriormente, tem a propriedade de manter um papo por uns minutos a mais, depois que o felicitei pelo aniversário, desejando de coração que tivesse saúde para viver ainda por muito tempo, aquela ligação que tinha vida tão curta quanto as anteriores acabou por me surpreender. Houve um elemento novo. Um choro insistente de bebê ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu dissesse alguma coisa sobre isso, meu pai foi logo explicando que o “neném” estava chorando muito, comentário que me pareceu uma senha delicada para se encerrar nosso assunto. Se propositalmente ou não, me ouvi perguntando sobre o tal neném, não sei se para tentar estender mais o pouco contato ou simplesmente para satisfazer uma curiosidade repentina e urgente que surgiu em meu horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me respondeu como que admirado de eu não saber ainda. Era o Daniel, seu terceiro filho do novo casamento. Como um flash acionado em algum ponto do salão, lembrei-me de alguma coisa que o meu irmão mais velho me havia falado nesse sentido. Disse-me que o pai estava adotando uma criança. Na ocasião achei tão improvável quanto banir a corrupção no Congresso através de Medida Provisória. Depois de onze filhos com minha mãe e mais dois com sua nova mulher, o que queria ele ao assumir mais um menino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um misto de surpresa aliada à revolta, indignação ou crítica tomou meu coração. Fiquei de tal forma que me ouvi perguntando segunda vez: “Como assim, mais um filho?”. Sua reação também foi por puro reflexo: “Ele iria morrer se a gente não acolhesse!”. “Mas, e a gente?”, pensei, “por que não nos acolher também? Por que, ao invés de adotar mais um, não cuida de alguns dos que já são seus?”, pensei outra vez. “Se pode investir em uma criança dos outros, por que não investir numa das que você mesmo pôs no mundo?”, pensei miseravelmente outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um hiato, rápido e eterno. Talvez, os segundos que perdi em tantas perguntas interiores que, qual magma vulcânico agitava-se descontrolado no meu coração. Quis ser cruel e vomitar minha cólera repentina. Quis ser infantil, qual menino que deseja o mesmo carrinho que assistiu ao outro ganhar. Quis ser um moralista, que constrange a partir do próprio exemplo, mas, ao lembrar de mim mesmo e do esforço que faço para melhorar, achei melhor não correr o risco de ser um demagogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só liguei mesmo para saber se você está bem e com saúde. Feliz aniversário, pai”, falei metalicamente. “Obrigado meu filho”, ele me respondeu formalmente. Devo ter mandado um beijo ou coisa parecida, ao que ele provavelmente tenha devolvido. Desligamos. Minha filha surgiu no canto da sala, vindo em minha direção da forma que mais gosta ultimamente – fazendo estrelinhas. Contive o desejo de chorar, sem saber exatamente por quê. Ela veio e saltou perigosamente sobre mim, com o risco de se machucar. Dessa vez não briguei. Consegui segurá-la, apertando-a contra o meu peito sobressaltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que foi isso? Será que saltei também?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3430944965450712665?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3430944965450712665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3430944965450712665' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3430944965450712665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3430944965450712665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/feliz-aniversrio-pai-allison-da-silva.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2353049428871789665</id><published>2008-03-12T05:12:00.000-07:00</published><updated>2008-03-12T05:14:36.807-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3366ff;"&gt;QUEM VAI CUIDAR DO QUEBRA-MAR?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison S. Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai cuidar do quebra-mar quando explodir?&lt;br /&gt;Quando não agüentar, não mais conciliar&lt;br /&gt;Se não se conformar, não mais persuadir&lt;br /&gt;Quem vai cuidar do quebra-mar quando explodir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem vai seguir o quebra-mar quando fugir&lt;br /&gt;E não mais tolerar a onda a se formar&lt;br /&gt;Ou quando se cansar de tanto mar ouvir&lt;br /&gt;Quem vai cuidar do quebra-mar quando fugir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai conter o quebra-mar quando sorrir?&lt;br /&gt;Não mais se interessar em razões procurar&lt;br /&gt;E por não explicar, até se divertir&lt;br /&gt;Quem vai chorar a dor do quebra-mar quando sorrir?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2353049428871789665?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2353049428871789665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2353049428871789665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2353049428871789665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2353049428871789665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/quem-vai-cuidar-do-quebra-mar-allison-s.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3622500039238727046</id><published>2008-03-10T09:10:00.000-07:00</published><updated>2008-03-10T05:07:30.714-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;TRAGÉDIA DA VIDA REAL&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia quente e exaustivo de trabalho eu voltava para casa. Pude perceber, logo nos primeiros meses de minha nova moradia, que o bairro que escolhi é um dos bons e mais estratégicos da ilha de Florianópolis, Santa Catarina. A partir das facilidades, da proximidade da escola dos meninos, farmácias, supermercados e lazer, fiquei feliz com a decisão final que tomamos, eu e minha esposa, de nos mudar para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que nos haviam alertado, o povo catarinense se mostrou cordial e educado até mesmo nos detalhes. As faixas de pedestres nas ruas costumam ser observadas com respeito, o trânsito na maioria das vezes se apresenta calmo e, quando se sabe a hora certa, os carros transitam tranqüilos pelas pontes de acesso e saída da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viemos para Floripa, como é carinhosamente chamada pelos “manézinhos da ilha”, tínhamos no item segurança um dos principais fatores. O número de assassinatos no Estado é de quatro para cada cem mil habitantes. É o menor da nação que, por sua vez registra a média de vinte e três mortos por cada cem mil. Trafegar com os vidros do carro baixos para sentir a brisa era um deleite impraticável na cidade de onde viemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, durante os onze primeiros meses da minha estada na cidade pensei ter descoberto um lugar, onde os poderes públicos funcionavam corretamente, as pessoas são pacientes e cordiais, contribuindo assim para a alta taxa de qualidade de vida deste quinhão da região sul. Recentemente foi divulgada a notícia de que Santa Catarina detêm os melhores índices de qualidade do ensino, além de ser o destino turístico número um em todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, fosse até nisso que eu pensava ao voltar para casa naquele dia. Eram mais ou menos 18:00h. A avenida Almirante Lamego é uma das saídas em direção à ponte, por isso é um pouco congestionada nos horários de pico. Dirigi devagar o suficiente por ali, para notar uma cena esdrúxula: o latão de lixo de um dos requintados condomínios do bairro, emborcado sobre o que me pareciam pernas humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me aproximar e observar melhor, tive a certeza do que via. Havia um homem literalmente vestido com aquele latão, banhado dessa forma com os detritos fétidos que havia em seu interior. A julgar pela sua pasta executiva ao lado da lixeira, a qualidade do único sapato que lhe restava no pé e o tipo de roupa que vestia, este homem só deixava a todos os passantes a idéia de que havia surtado, perdido qualquer senso ou controle de suas faculdades mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionei meu carro na garagem do meu prédio e voltei até o lugar, após observar a chegada de uma rádio patrulha ao local. Alguém chamou a polícia, com o medo de aquele homem vir a tornar-se violento ou descontrolado. Na medida em que me aproximava novamente, eu o escutava gritar a todos que os queria longe dele, pelo menos uns cem metros. “Nem o governador eu quero aqui perto de mim!”, vociferava a todos, aquele senhor de aparentes sessenta e poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os policiais, ao contrário do que pensávamos inicialmente, apenas observavam de longe, interferindo eventualmente para facilitar o tráfego naquele ponto já tomado de curiosos – eu incluído. Trata-se de alguém severamente abalado, pensava com meus botões. Esse pensamento era compartilhado por todos, inclusive pela parente do homem, uma senhora gorda que procurava demovê-lo daquela situação.&lt;br /&gt;De passos lentos, respiração difícil e um flagrante constrangimento no rosto, ela chegou a trazer um copo de água, provavelmente com açúcar, para tentar acalmá-lo e tirá-lo daquela situação vexatória. A cada investida da mulher igualmente idosa, a resposta do homem era comer daqueles restos de comida estragada, entre lamentos sobre a empresa que fizera a sua desgraça. “Você conhece a empresa tal? Foi ela que me colocou aqui!”, ele gritava, mergulhando novamente o rosto nos detritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os soldados se comunicaram através de rádio, o que resultou na chegada de mais duas viaturas da polícia militar. Parecia relativamente simples o que precisava ser feito. Um homem claramente desequilibrado, de uma compleição absolutamente distante de parecer um Van Dame ou Rocky Balboa, o mais correto seria imobiliza-lo, impedindo-o de se ferir ou ferir outras pessoas ao redor, aguardando assim a ambulância que o levaria, pois o único destino plausível para ele era um hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ponderava sobre isso, ouvi ao longe o ruído da sirene de uma ambulância. Todos ao meu redor se alegraram aliviados. Mas, antes não tivessem vindo os para-médicos, pois seriam menos pessoas a assistirem o espetáculo de truculência e despreparo de homens públicos, cuja missão devia ser proteger e preservar a segurança dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ato insano e descabido, ao sentir-se acuado pelos policiais, o homem começou a tentar acertar neles os restos da comida fétida que comia, dizendo que estava contaminada. Esse era todo o armamento que possuía para enfrentá-los. Num determinado momento, um policial jovem e bastante atlético, visivelmente irritado, desferiu-lhe um golpe que o fez cair com o rosto no cimento frio, na frente da farmácia, o lugar mais adequado ao tipo de socorro necessário àquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que o homem fora derrubado, outros três policiais se aproximaram rapidamente e com tal ferocidade, que as pessoas presentes àquele espetáculo de horror gritaram, mais por desespero que por revolta, exigindo um tratamento no mínimo mais humano àquele homem. O que não aconteceu. Mesmo cruelmente algemado – seus braços foram puxados para trás com a clara intenção de produzir dor – e dominado pelos policiais, o mesmo soldado que o derrubou se conservava debruçado sobre a sua cabeça, enquanto pressionava o seu pescoço em um golpe chamado de “mata-leão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo aquilo tudo, fazendo coro timidamente com alguns poucos que ousavam questionar os policiais, me senti um lixo pior que o que fora comido pelo homem, que agora se tornava três vezes vitima: vitima de um negócio mal feito, do descontrole experimentado em uma via publica e, o pior, vitima de pessoas que tinham por obrigação zelar por sua integridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma proporção da minha raiva, da minha indignação com aquela atitude troglodita de homens sem preparo adequado, surgiu em meu coração o medo de me envolver. Sim, de repente, me dei conta de toda a covardia que envolve até as pessoas que querem proclamar justiça. Pensei nos meus filhos e na possibilidade de os soldados se voltarem contra mim. Depois de pensar nisso, percebi que era geral o medo. Todos queriam impedir, porém, todos tinham algo a perder se insistissem na revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um senhor de idade avançada demonstrou mais coragem do que eu, quando foi censurar frontalmente a atitude do soldado infrator. “Vá até a delegacia e preste queixa, então!”, vociferou o soldado. “Vou sim!”, respondeu o ancião. E eu ali, paralisado de medo, enquanto minha mente desenvolvia os discursos mais inflamados e ameaçadores para serem ditos àqueles homens equivocados em sua profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viatura partir em alta velocidade. As pessoas se dispersaram tão rapidamente quanto à ambulância que fora acionada sem ser usada. A rua se esvaziou novamente, ficando apenas aquela mulher, parente da vítima, além de todo o lixo espalhado. Duas coisas me chamaram a atenção naquele quadro. O homem, que pensava estar ruim a sua situação, descobriu que até o que é ruim pode ser piorado. O lixo fétido, que jazia espalhado pela calcada nada mais era do que uma síntese infeliz de tudo o que os homens, em vida, ainda podem se transformar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de uma canção antiga do Silvio Brito: “pára o mundo, que eu quero descer!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3622500039238727046?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3622500039238727046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3622500039238727046' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3622500039238727046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3622500039238727046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/tragdia-da-vida-real-allison-da-silva.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-8617865159347973002</id><published>2008-03-10T08:49:00.000-07:00</published><updated>2008-03-10T05:11:39.541-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para os que não sabem ainda, Taguatinga é uma Cidade Satélite de Brasília. O Plano Piloto compreende o espaço entre as Asas Sul e Norte da cidade, construída em forma de avião. Daí a razão de as cidades circunvizinhas, ou os super bairros serem chamados de Cidades Satélites, tais como Gama, Sobradinho, Núcleo Bandeirante, Guará, etc. E ultimamente, o que mais tem surgido em Brasília é Cidade Satélite. Haja espaço!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-8617865159347973002?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/8617865159347973002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=8617865159347973002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8617865159347973002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8617865159347973002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/para-os-que-no-sabem-ainda-taguatinga.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3017031966357883407</id><published>2008-03-10T08:29:00.000-07:00</published><updated>2008-03-10T05:08:17.091-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TAGUATINGA PLANO PILOTO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho de qualquer chefe de família é o de comprar a casa própria. Mansão ou quarto e sala, o importante é ter escritura e matrícula. Acho que esse sempre foi o desejo do meu pai. Tanto, que comprou a nossa casa em Taguatinga Norte, setor O. Era de longe o que havia de mais distante do Plano Piloto àquela época. Mas era próprio. Quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que importava se eu precisava viajar quarenta e dois quilômetros todos os dias pra chegar ao trabalho? O pai estava feliz com sua casa própria. Quer dizer, com algumas “poucas” prestações a pagar, pelo BNH. Não dava pra voltar na hora do almoço. Quando saíamos pela manhã, só voltaríamos tarde da noite, após o período das aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas eram tão pequenas no setor “O”, que o bairro foi apelidado carinhosamente como “Vila do Cachorro Sentado”, já que os pobres caninos de lá não conseguiam espaço suficiente para se deitarem para dormir na sala. Mas tínhamos três quartos. Imagine...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por isso que, logo após começar a trabalhar em um famoso escritório de advocacia, precisei comprar uma boa marmita. Nas andanças de office-boy não teria problema para encontrar. Foi nas lojas americanas, no setor comercial sul. Enorme, precisei observar bem, antes de comprar. “Pega uns dois quilos, com certeza”, pensei. Comprei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe precisava levantar bem cedinho para preparar minha comida. O cardápio era tradicional. Quarenta e cinco por cento de feijão, mesma quantidade de arroz. O dízimo do espaço era preenchido por um ovo frito bem espalhado pela frigideira, para dar um apuro estético à superfície da marmita. Sempre a aconselhava fazer o feijão com bastante caldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não me atrasar, não poderia passar das 07h15min para sair do ponto de ônibus. Religioso, o carro Taguatinga - Plano Piloto passava pela gente naquela costumeira má vontade de atender aos menos favorecidos. Tinha a impressão de que, se não subisse logo no coletivo, eu ainda iria passar muita vergonha. Parecia até premonição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis e meia da manhã. Levanto depressa, tomo banho e como um pãozinho economizado da noite anterior. Sinto o perfumado tempero do feijão da mãe, que já acomodou minha marmita em um saco plástico das Casas da Banha. Sete horas. Saio de casa feliz da vida. Apesar de todo o sufoco, sempre gostei das primeiras horas da manhã. São dez minutos até a parada. Não podia correr riscos desnecessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vem ele. O motorista impaciente, que parecia esquecer de que endereço saiu para pegar o ônibus. Ainda tinha de acordar antes de mim. Não entendia por que tanta truculência. Entrei rapidamente e logo procurei os primeiros lugares. Tão importante quanto viajar sentado era conseguir sair depois que enchia. Preservando a integridade da marmita, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem sempre era tranqüila no inicio. A coisa pegava um pouco somente quando chegávamos à Ceilândia, cidade-satélite que, desde cedo, parecia vocacionada à violência. Mas nunca àquela hora. É sempre assim: noventa e nove por cento das pessoas de uma cidade são trabalhadores honestos, cumpridores de seus deveres. Mas, é necessário somente um por cento de gente sem-vergonha, de marginal, de bêbados para que todo mundo seja tachado de vagabundo. Na Ceilândia tem muito trabalhador. E como tem! E todos trabalham no mesmo horário. E pegam o mesmo ônibus. O meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencida essa etapa, era hora de enfrentar o trânsito da estrada-parque Taguatinga, ponto de ligação com o Plano Piloto. Passávamos pela entrada do Guará, setor de mansões Park-Way, setor de Indústria e Abastecimento. Após intermináveis paradas ali, enfrentávamos a saída sul, que dava para o Núcleo Bandeirante, setor gráfico, palácio da justiça e eixo monumental. Ao dobrar à direita na avenida W-3 sul, eu descia no primeiro ponto. Setor Comercial Sul. Edifício Presidente, sexto andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo santo dia, o mesmo ritual. A mesma lotação, os mesmos rostos e os mesmos cheiros. Inclusive o da marmita. Em cardápio que está ganhando não se mexe. Pelo menos voluntariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava viajando como de costume numa daquelas manhãs. Já havíamos passado da Ceilândia, quase chegando à entrada do Guará. O coletivo foi diminuindo, diminuindo até parar no acostamento. O que mais aterroriza o trabalhador brasileiro é tomar um ônibus que resolve quebrar bem longe do seu destino. Não adiantou minha vantagem em subir antes de encher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de um ônibus quebrado é o próximo que chega! Se o primeiro já vem lotado, imagine como ficará o segundo? E ali todos estavam atrasados, desejosos de entrar em um espaço improvável, de tão compactado que estava pelos solavancos e chacoalhadas. Começaria assim um desagravo à lei da física. Dois corpos conseguem ocupar o mesmo lugar no espaço. Pelo menos dentro do Taguatinga – Plano Piloto II!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que consegui foi um pequeno espaço para pôr o pé esquerdo no primeiro degrau. Todo resto estava tomado de pessoas que se acotovelavam, tentando uma melhor posição. Sorte eu ser canhoto, pois somente com a mão esquerda também foi que encontrei algo em que me segurar dentro do ônibus. Se o motorista do primeiro era truculento, acho que aprendeu com o motorista do segundo que, de quebra tentava observar o mesmo tempo da viagem anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada aumento na aceleração meu coração acelerava também. Era como se ele nos culpasse pelo mau estado de conservação daqueles veículos. Não havia ninguém para explicar que éramos as maiores vitimas de tudo aquilo. O Guará está chegando... Uma senhora gorda resolveu melhorar sua posição no grid. E tome espalhar gente pela minúscula porta do coletivo. As pontas dos meus dedos estavam rosadas, devido ao sangue que rareava ali por causa da pressão. A próxima parada estava chegando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei encurvar ao máximo o meu corpo para trás, numa tentativa desesperada de conseguir um contrapeso à freada que viria logo a seguir. A mão se encontrava dormente de tanta força que lhe era exigida. O motorista começou a domar a fera... Outra multidão esperava para entrar – os que perderam o primeiro e os costumeiros do segundo. O homem meteu o pé no freio, como se quisesse reproduzir uma cena dos velozes e furiosos, desafio em Tóquio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o momento da minha marmita se revelar ao mundo. Por mais força que empreendi para me manter no ônibus, a pressão foi grande demais para alguém apoiado apenas com um pé, enquanto o outro descrevia a postura do National Kid, em seu melhor desempenho. Só que, ao invés de uma pistola de luz, minha mão direita segurava a marmita medonha que eu comprei nas lojas Americanas. Com a freada, senti meus dedos se abrirem com a facilidade de uma represa que rompe a barreira.&lt;br /&gt;Por um momento me senti o super homem, voando na direção de todo o cascalho que antecedia a parada do ônibus. Foi uma aterrisagem de barriga digna das reprises do Fantástico. Um verdadeiro Show da Vida. Minha marmita se abriu, sociabilizando o feijão com muito caldo que, apesar de espargido sobre os pobres trabalhadores, não perdeu seu aroma inconfundível. O arroz já tinha deixado o ninho muito antes, indo parar espalhado nas plantas atrás da parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ovo finalmente encontrou sua vocação para transporte alienígena. Saiu voando à minha revelia, em direção à árvore mais próxima. Ralei a barriga, os cotovelos, as coxas e algumas falanges das mãos, enquanto percebia o êxtase da audiência a me ovacionar pelo show! “Vai, idiota! Pegue carona outra vez!” e coisas do gênero que se faziam ouvir tanto dentro como fora do coletivo. E aquele almoço estava prometendo tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3017031966357883407?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3017031966357883407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3017031966357883407' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3017031966357883407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3017031966357883407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/taguatinga-plano-piloto.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-8699054549403392081</id><published>2008-03-09T10:43:00.001-07:00</published><updated>2008-03-10T05:09:33.247-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;11 de Julho de 2007, Vinte anos depois...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para Jackie Kauffman, meu grande e precioso amor. . .&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente quis, eu tinha pouco mais de vinte anos&lt;br /&gt;Decisão feliz, tantos projetos e com tantos planos&lt;br /&gt;Nada impediria o nosso sonho, nada nos faria recuar&lt;br /&gt;Mesmo o apartamento tão minúsculo que a gente foi morar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou então uma louca e mágica jornada&lt;br /&gt;Quanta emoção a gente ajuntou pela estrada&lt;br /&gt;O primeiro carro que a gente comprou, a primeira briga que a gente brigou&lt;br /&gt;Os primeiros gestos de perdão que nem me lembro quem iniciou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o tempo foi passando e nos tangendo pela estrada&lt;br /&gt;Rindo de nós mesmos ou gemendo por alguma coisa errada&lt;br /&gt;Quantas vezes a gente se amou, noutras tantas que se perdoou&lt;br /&gt;E, se percebendo indispensável, continuamos a jornada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, vinte anos é somente o tempo que estamos juntos&lt;br /&gt;Mais bonitos, bem mais conscientes, mais charmosos, mais adultos&lt;br /&gt;Três lindos motivos para celebrar, entendendo a força desse nosso lar&lt;br /&gt;Celebrando diante dos céus a estirpe desse nosso amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é mais fácil de sentir quando a razão&lt;br /&gt;Anda par e passo com o coração&lt;br /&gt;Não nos deixa parar nem nos deixa correr&lt;br /&gt;Amor, pelos erros que eu cometi, peço perdão&lt;br /&gt;Pelo amor que cultivamos, minha oração&lt;br /&gt;Prometo ainda mais te amar e proteger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-8699054549403392081?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/8699054549403392081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=8699054549403392081' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8699054549403392081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/8699054549403392081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/11-de-julho-de-2007-vinte-anos-depois.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2128347662686014155</id><published>2008-03-09T01:59:00.002-08:00</published><updated>2008-03-10T05:08:59.751-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3366ff;"&gt;O SALVADOR DO MUNDO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, sinto em meu coração um desejo inexplicável de sair solucionando os problemas de todas as pessoas ao meu redor. Imagino-me perguntando a um: “quanto você está devendo?”, e a outro: “você já falou para ela o quanto a ama? É só isso que ela está esperando de você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de tantas vezes que desejei, quando em um velório, tocar suavemente as gélidas mãos do defunto, esperando fluir de mim uma carga extraordinária de poder e sopro de vida. Afora algumas velhinhas que em meus devaneios não suportariam tal visão, o resultado seria fantástico. Para o Reino de Deus, é claro! Ok: sobraria alguma pequena glória para mim também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por que essa sanha de tornar-me o salvador do mundo? Por que eu, inclusive? Essa mania perversa de querer consertar as coisas e pessoas ao meu redor, tendo sempre a última palavra e a última sugestão sobre tudo. Essa forma parcial de querer ver resolvidas as coisas sempre a meu favor. Essa impaciência em ter que escutar os argumentos do outro e, pior de tudo, quando tenho de admitir que são melhores que os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ser salvador do mundo, se nem mesmo meu mundo eu consigo organizar direito? De onde surge esse desejo de, como diz o sertanejo nordestino, “dar pitaco” na vida alheia, me ofendendo, inclusive, quando minhas sábias ponderações não são recebidas assim, com ações de graças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ser salvador do mundo, se encontro o meu próprio mundo sistematicamente burlado por minha visão míope da vida. Se meus desejos aflorados tendem a querer suplantar minha razão, fazendo-me vitima de meus próprios instintos. Por que eu? Tal qual o personagem de Robert Duval, no filme “O Apóstolo”, quero entrar no primeiro rio que encontrar e, com uma pequena cuia, me auto-consagrar apóstolo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ainda que essas três pessoas santas não fossem sequer convidadas para o ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, por uma necessidade de aceitação. A melhor forma de se tornar necessário é tendo o que doar, com o que contribuir. Principalmente em um mundo utilitário, como se tornou o nosso, quem estiver disposto a dar de si mesmo e, melhor ainda, daquilo que tem granjeado ao longo do tempo, com certeza corre o sério risco de ser aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca de aceitação, sou capaz de dizer sim, mesmo que todo o resto do meu corpo esteja gritando não. Para ouvir um pequeno elogio, sou capaz de me expor até o limite do ridículo, se necessário. Salvador do mundo é apreciado por todos. Uma unanimidade. Que seria de Gottan City sem Batman e Robin? E do planeta diário sem o Super Homem? Até o ranzinza do JJ Jamenson, apesar da ira contra o Homem Aranha concorda que a cidade precisa de um super herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quão bom seria se eu fosse apenas eu mesmo. Suportasse me olhar no espelho, contentando-me com a visão. Esse eu autêntico, jamais escondido sob qualquer manto, seja de pureza ou de perversão. Esse eu menino, medroso, inseguro que, apesar de mim, ainda consegue se perceber puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão bom seria se eu não acreditasse nesse estereótipo criado sobre o meu chassi, que me exige determinado comportamento, ou alguma ação adequada ao meu papel social. Que bom seria ser somente aquilo que posso perceber na solidão da busca que inicio para dentro de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ser salvador do mundo, se não consigo salvar a mim mesmo? Salvador do meu mundo, talvez? O grande libertador da minha alma sensual e perigosa? A grossa mão que me agarra pelo braço, no meio das ondas famintas da existência, lançando-me como uma folha outonal em direção à areia? Que bom se eu conseguisse ser, tão somente, o salvador do meu mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador de mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2128347662686014155?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2128347662686014155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2128347662686014155' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2128347662686014155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2128347662686014155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/o-salvador-do-mundo.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-566819388199040154</id><published>2008-03-09T01:59:00.001-08:00</published><updated>2008-03-10T05:10:04.845-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3366ff;"&gt;No Banco da Praia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava exausto. Após doze quilômetros de corrida pelo calçadão, até mesmo as poucas passadas pareciam eternas. Era o momento de me alongar. As dores seriam menores se assim o fizesse. Ela estava sentada no banco a uns poucos metros de meu lugar de exercícios. Nada no rosto que me dissesse sobre dor ou prazer. Apenas olhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem vestida, cinqüenta e cinco anos aproximadamente. Cabelos bem arrumados, ainda que eriçados pelo vento sul. Revezava o olhar entre a placidez do mar floripano, sempre calmo em função das montanhas que o subjugam e eu. Daí meu desconforto. Fingi não notar, enquanto flexionava o antebraço esquerdo, para não precisar olhar para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me ocorrem tais esquisitices. Parece que me intimido com pessoas absolutamente inofensivas. É assim quando uma criança pequena resolve me encarar. Talvez, em função de sua pureza me sinta desconfortável. Ou então por causa da curiosidade excessiva dos pequenos. Dizem que os idosos vivem a segunda infância. Quem sabe? Aquela mulher no banco estava uma séria candidata a bebê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-566819388199040154?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/566819388199040154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=566819388199040154' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/566819388199040154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/566819388199040154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/no-banco-da-praia.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3894509588717105771</id><published>2008-03-09T01:59:00.000-08:00</published><updated>2008-03-10T05:10:40.524-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3366ff;"&gt;PALAVRA DE REI&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; -&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio – 21/11/07&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diz que vai pra não ir&lt;br /&gt;Nem que virá pra não vir&lt;br /&gt;Não diz que faz sem querer, sem curtir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diz que está tudo bem&lt;br /&gt;Se está por dentro ruim&lt;br /&gt;Só ofereça o que tem&lt;br /&gt;E já está bom assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é curta demais&lt;br /&gt;Pra gente ter que fingir&lt;br /&gt;Fazendo uma força louca&lt;br /&gt;Para não explodir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segura a onda rapaz&lt;br /&gt;E as conseqüências que houver&lt;br /&gt;Escolha com atenção&lt;br /&gt;E seja o que Deus quiser&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3894509588717105771?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3894509588717105771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3894509588717105771' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3894509588717105771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3894509588717105771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/palavra-de-rei.html' title=''/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-6381340229559980228</id><published>2008-03-08T18:25:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T13:27:00.738-08:00</updated><title type='text'>A MULHER E SEU DIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;A MULHER E SEU DIA &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje comemoramos o dia internacional da mulher. Como todas as datas consideradas importantes pela sociedade mundial, a mulher ganhou o seu dia com sangue. Conta-se de uma, ou algumas operárias que, ao reivindicar os seus direitos foram mortas, no dia 8 de março de há muito tempo atrás, quase no início do século passado.&lt;br /&gt;Interessante a conexão. O espaço cedido após o sangue derramado. O reconhecimento que surge da vida que fora subtraída pela impiedade e ganância humanas. Dizer então "Feliz Dia da Mulher" seria, no melhor dos desejos, um pedido para que isso nunca mais ocorra. Que elas não precisem chorar para ter seus direitos preservados. Que não tenham que implorar para ter sua integridade garantida ou sua dignidade respeitada.&lt;br /&gt;O dia internacional da mulher nada mais é que um momento de parada, de reflexão, para que não mais seja esquecida a interdependência que há entre o macho que lhe cede a semente e a fêmea que a incuba. Não pode haver desrespeito do homem que saiu de seu ventre, nem tampouco da mulher que surge de sua semente. É para que se compense sempre, anualmente, todas as agressões históricas que já lhe foram feitas, transforamando assim um dia de luto em um tempo de reconhecimento e gratidão.&lt;br /&gt;A mão que balança o berço tem hoje o dia de ser embalada. O peito que abriga o primeiro alimento tem reconhecido nesse dia o seu direito à felicidade e contentamento. Hoje é dia de agrados e mimos, de afagos e palavras ternas, de romantismo e agradecimento. Pelas noites mal dormidas velando o sono, seja do filho gripado ou do marido adoentado. Pelas Marias da Penha, Cláudias Lessim, Ana Lídias Braga e tantas outras. Pelos carinhos nem sempre pedidos, embora abundantes. Pela constante negação de si mesma, primeiro para o homem que ama, depois para o filho que gera, para somente depois de todos pensar em si.&lt;br /&gt;O dia internacional da mulher é um constrangimento necessário. Se nossas mentes embotadas se esquecem sistematicamente dessas que se tornam leoas assassinas, quando para defender suas crias, ou então frágeis e perfumadas rosas ao mendigar um pequeno carinho, torna-se necessário inventar um dia, estabelecer uma data, forçar um evento que nos lembre, que nos chacoalhe do torpor, do corre-corre, da busca egoísta dos nossos próprios interesses sempre perenes, para saudar uma vencedora, uma sonhadora, uma rocha titânica que se transmuta em uma manteiga derretida. Uma romântica incorrigível, que consegue ser ao mesmo tempo detentora de uma inteligência concreta, calibrada, antenada com seu tempo. Uma gigante de modos suaves, que atende pelo doce e enigmático nome de mulher. A todas elas, minha reverência e sincera celebração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-6381340229559980228?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/6381340229559980228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=6381340229559980228' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6381340229559980228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/6381340229559980228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/mulher-e-seu-dia.html' title='A MULHER E SEU DIA'/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-2883762528777501173</id><published>2008-03-08T10:25:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T05:33:40.540-08:00</updated><title type='text'>"Os Miseráveis"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se existe algo terrível, se existe alguma realidade que ultrapasse os sonhos, é esta: viver, ver o sol, estar emplena posse da força vivril, ter saúde e alegria, rir com audácia, correr em direção a uma glória que está ali mesmo, resplandecente, sentir no peito um pulmão que respira, um coração que palpita, uma vontade que raciocina, flar, pensar, esperar, amar, ter mãe, ter mulher, ter filhos, ter luz, e, de repente, sem tempo para dar um grito, em menos de um minuto, mergulhar num abismo, cair, rolar, esmagar, ser esmagado, ver espigas de trigo, flores, folha, ramos sem poder agarra-se a nada, possuir um sabre inútil, sentir corpos triturados e o peso dos cavalos, debater-se em vão, com os ossos esmigalhados por um coice, sentir um sapato que faz saltar os olhos, morder com raiva os ferros das montarias, asfixiar-se, berrar, torcer-se, estar lá embaixo, e dizer: - Agora mesmo eu vivia! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(trecho do livro "Os Miseráveis", de Victor Hugo, quando os soldados de Napoleão foram dizimados na Batalha de Waterloo. Ed. Cosac &amp;amp; Naify, São Paulo,2002 - pag. 329)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-2883762528777501173?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/2883762528777501173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=2883762528777501173' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2883762528777501173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/2883762528777501173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/os-miserveis.html' title='&quot;Os Miseráveis&quot;'/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-1495976025353269139</id><published>2008-03-07T07:11:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T13:23:08.054-08:00</updated><title type='text'>MEU PAPEL É MEU ESPAÇO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R9FeGbaAu7I/AAAAAAAAAAg/zwB2H2FYF5s/s1600-h/Pena+e+Papel.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175020911354493874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R9FeGbaAu7I/AAAAAAAAAAg/zwB2H2FYF5s/s200/Pena+e+Papel.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;Meu Papel é Meu Espaço&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu papel é o meu espaço. Meu lugar recluso, tranqüilo. Posso fugir para cá quantas vezes quiser. Aqui sou rei e dono absoluto. Não tenho que dar explicações ou justificativas para ninguém, a não ser a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui padeço das minhas dores de amores. Aqui desfruto meus prazeres solitários e interiores. Consigo atingir aquele ponto alto que meus braços não alcançam, além de caminhar sobre as ondas furiosas e gigantes que arremetem contra a praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu papel é meu espaço de sonhos. Não reage aos meus impulsos juvenis repentinos e nem critica os meus arroubos de idealista. Apenas recebe. Recebe-me com as tintas que irão tingir sua superfície, dando forma a brinquedos, personagens e dramas que nada mais são do que reflexos da minha alma complicada e romântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu papel é meu espaço de luta, de oposição a essa realidade que tenta me roubar o devaneio, a fala fácil, a ilógica com que tento me distrair da realidade. Aqui eu falo mal, grito, choro e rio, não necessariamente nessa ordem, pois, o que há de mais excitante no meu papel é justamente não ter regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então criá-las com o propósito objetivo de podê-las quebrar sem culpa e sem peso! Que bom é ter um papel só para mim. Para mim e os muitos “eus” que desenvolvo nesse mundo maluco que me habita. Onde a resposta está na ponta da língua, imediatamente após o agravo. A raiva é plenamente compensada com o xingamento que as convenções sociais inibem. A morte é resposta pronta à injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu papel é meu espaço compartilhado. Reparto apenas com os que são meus. Não dou pérolas a porcos. Àqueles que apreciam minha arte, dou de bom grado alguns lampejos de minha própria vida. Minha enigmática vida que, ora correndo, ora se arrastando, insiste teimosamente em me fazer voltar sempre ao meu pedaço de papel.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-1495976025353269139?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/1495976025353269139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=1495976025353269139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1495976025353269139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/1495976025353269139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/meu-papel-meu-espao.html' title='MEU PAPEL É MEU ESPAÇO'/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RcVEvM8KY84/R9FeGbaAu7I/AAAAAAAAAAg/zwB2H2FYF5s/s72-c/Pena+e+Papel.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6268356094606751866.post-3892286448251564712</id><published>2008-03-07T07:03:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T07:06:03.452-08:00</updated><title type='text'>DIRETO DO MEU TEMPO DE MENINO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Direto do meu tempo de menino&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Allison da Silva Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a composição do metrô parou na estação Pavuna, última do itinerário, meu coração disparava descompassado. Subindo escadarias, dividindo espaços entre pessoas apressadas, muitas delas, bancas de frutas ou bugigangas, a marca indelével de que eu estava subindo o morro – um calor sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão ainda bambeou quanto ao lugar que, como por encanto me surgiu à mente: Rua Capitão Gouveia, a rua do meu avô Albertino José da Silva e minha avó Julieta Peçanha da Silva. “O senhor dobra na próxima à direita e pode subir uma ou duas ruas. Uma delas é a Capitão Gouveia!”, me disse uma voz esparramada e cordial de um carioca da gema, esforçando-se para criar um mapa apenas dos movimentos das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada passo em direção a casa aumentava um desejo incompreensível de chorar e rir. Era como entrar em um túnel do tempo, observando ruas agora asfaltadas, nas quais corri atrás das pipas perdidas pelas linhas com serol. Tentava lembrar onde era a casa da tia Nadir, esposa do Tio Eunésimo, um tio mais afastado do convívio dos demais, embora igualmente querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi meu irmão que encontrou a casa. Ou melhor, as várias casas construídas naquele endereço. Um garoto bonito, cabelo bem cortado e aparado quase artisticamente ia saindo lá de dentro. “Oi, você mora aqui?”, “sim”, “estou procurando a casa do Edgard, você conhece”, “conheço, é meu tio”, “então, você é meu primo!”, “sou?”, “é! Como é seu nome?”, “Clayton”, “você é filho de quem?”, “do Seu Ronaldo”, “da Rosangela?”, “é sim!”, “Conheci teu pai quando ele ainda namorava tua mãe!”, “é mesmo?”, “onde ela está? Ela está em casa?”, “está sim! Vou só prender o cachorro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois surge uma mulher com os olhos bem abertos, como que tendo uma visão. Abraços e beijos carregados de emoção e saudade, fotos antigas e novas, telefonemas para os demais que não seriam alcançados pessoalmente e, como num flash back, voltei trinta ou trinta e cinco anos pelo menos no tempo. Soube dos que morreram e dos que teimaram em continuar. Vi primos, antes esquálidos e pequenos, agora gordos e ostentando cabeças prateadas e muitas marcas de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choro é inevitável. Mais beijos e abraços. Mais lembranças gostosas de serem vividas. Sair de lá e voltar para o lugar onde a minha mulher me aguardava para almoçar foi algo suave e marcado pela ternura. De um lugar castigado pelo caos da violência urbana, pelo despreparo dos governantes e pela falta de políticas sociais mais justas, consegui encontrar um oásis de paz e alegria, nas lembranças do meu tempo de menino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6268356094606751866-3892286448251564712?l=criacoesdaalma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/feeds/3892286448251564712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6268356094606751866&amp;postID=3892286448251564712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3892286448251564712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6268356094606751866/posts/default/3892286448251564712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criacoesdaalma.blogspot.com/2008/03/direto-do-meu-tempo-de-menino.html' title='DIRETO DO MEU TEMPO DE MENINO'/><author><name>Allison Ambrosio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07361535324955605481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RcVEvM8KY84/R9FQsbaAu5I/AAAAAAAAAAU/QPWnS9bKEak/S220/C%C3%B3pia+de+All+Campos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
